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sábado, dezembro 30, 2006

Novo Ano...

Espero que o novo ano traga alegrias renovadas,
novas histórias de amizade e paixões encantadas,
novos projectos, novos desejos, novas ambições,
novo animo para velhas e delicadas situações,
espero que o novo ano traga mais compreensão,
mais cuidado com os outros e mais atenção,
mais alegria, mais paz, mais vontade de viver,
mais sonhos, mais paixão, mais vontade e querer,
espero que o novo ano cimente amizades verdadeiras,
que leve de vez as que são simples brincadeiras,
que leve as mágoas, as tristezas e as decepções,
que leve as angústias e as más recordações,
espero que o novo ano traga a cura para dores antigas,
que traga a ternura de verdades puras e sentidas,
que traga pessoas que sejam verdadeiras e importantes,
que traga novidades e que nada seja como antes.
Espero que o novo ano traga amores de verdade,
espero que as pessoas entendam o valor da amizade,
espero que os sorrisos se voltem a acender
nos rostos já cansados de dor e de tanto sofrer,
espero que o novo ano traga mil alegrias,
que traga novas e sinceras companhias,
que afaste a mágoa, a tristeza e a decepção
e que traga novo recomeço a cada coração.

Que 2007 seja o ano... aquele ano...

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Pede-me...

Pede-me o dia e eu trago-te a eternidade,
pede-me o hoje e eu trago-te o amanhã,
pede-me a alegria e eu trago-te a felicidade,
pede-me a aurora e eu trago-te a manhã.
Pede-me o brilho e eu trago-te o sorriso,
pede-me a fé e eu trago-te a liberdade,
pede-me o incerto e trago-te o preciso,
pede-me a mão e eu trago-te fraternidade.
pede-me o sonho e eu trago-te a verdade,
pede-me o saber e eu trago-te o bem-fazer,
pede-me a visão e eu trago-te a realidade,
pede-me a vontade e eu trago-te o querer.
Pede-me o sol e eu trago-te o verão,
pede-me a lua e eu trago-te o luar,
pede-me o mundo e eu trago-te o coração,
pede-me a vida e eu trago-te o meu amar.
HP/

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Passa...

Passa o tempo e passa a esperança,
passa o sonho e a vida também,
só não passa a doce lembrança
de um amor que já se não tem.
Passa o tempo como louco a correr,
passa sem parar nem ver ninguém,
e pouco a pouco sente-se a morrer
a ilusão de encontrar o nosso "alguém".
Passa o sonho entre nuvens de papel,
passa deixando-nos livres para sonhar,
e como escultura esculpida a cinzél
desenham-se novos horizontes no ar.
Passa o tempo, passa a vida a correr,
passa a juventude e a oportunidade,
apenas permanece este imenso querer
que o amor não tenho tempo ou idade.

domingo, novembro 19, 2006

quinta-feira, novembro 02, 2006

Este texto não é meu, não sou a autora, nem sequer sei quem o escreveu, mas a verdade é que chegou até mim numa daquelas fases em que à nossa volta tudo é negro como se de uma imensa tempestade se tratasse... em mim fez efeito, acalmou a tempestade, amainou as ondas e fez-me ver a vida de outra forma.
Por isso decidi partilhá-lo com quem quer que o leia...e espero que faça por quem o ler o mesmo que fez por mim...
Convencemo-nos que a vida será melhor depois...depois de acabar os estudos, depois de arranjar trabalho, depois de casarmos, depois de termos um filho, depois de termos outro filho.
Então, sentimo-nos frustrados porque os nossos filhos ainda não são suficientemente crescidos e julgamos que seremos mais felizes quando crescerem e deixarem de ser crianças.
Depois, desesperamos porque são adolescentes, insuportáveis. Pensamos: "Seremos mais felizes quando esta fase acabar!"
Então, decidimos que a nossa vida estará completa quando o nosso companheiro ou companheira estiver realizado...Quando tivermos um carro melhor...Quando pudermos ir de férias...Quando conseguirmos uma promoção...Quando nos reformarmos...
A verdade é que NÃO HÁ MELHOR MOMENTO PARA SER FELIZ DO QUE AGORA !
Se não for agora, então quando será? A vida está cheia de depois... É melhor admiti-lo e decidir ser feliz agora, de todas as formas. Não há um depois, nem um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho e é AGORA!
Deixa de esperar até que acabes os estudos...até que te apaixones...até que encontres trabalho...até que te cases...até que tenhas filhos...até que eles saiam de casa...até que te divorcies...até que percas esses 10kg...até sexta-feira à noite ou Domingo de manhã...até à Primavera, o Verão, o Outono ou o Inverno,ou até que morras...para decidires então que não há melhor momento que justamente ESTE para seres feliz!
A felicidade É um trajecto, não um destino. Trabalha como se precisasses de dinheiro...ama como se nunca te tivessem magoado e dança como se ninguém estivesse a ver!

quinta-feira, setembro 07, 2006

Cartas de amor

Há uma música que diz que todas as cartas de amor são ridículas ou não seriam cartas de amor... talvez seja verdade, mas também é verdade que não me importava de Ter uma gaveta cheia delas.
Afinal o que há de ridículo nas cartas de amor? Se alguma vez tivesse recebido alguma talvez soubesse responder...mas assim...
O certo é que na era dos e-mails, dos sms e mms as cartas já são vistas como uma espécie de dinossauro da comunicação, será justo supor que desse ponto de vista as cartas de amor sejam realmente ridículas.
Mas bem vistas as coisas uma carta é uma carta...tem corpo, tem forma, tem alma, tem cheiro, tem força e tem uma magia muito especial... será deste ponto de vista justo deduzir que uma carta de amor é um tesouro... raro, afinal só quem teve um grande e verdadeiro amor deve Ter no seu baú de recordações um envelope amarelecido pelo tempo dentro do qual repousam eternamente as mais belas palavras que um coração apaixonado poderá Ter dito...
Ridículas? Talvez... mas que me importava a mim que me chamassem ridícula...se por um momento pudesse sentir essas catadupa de sensações que uma carta de amor provoca...suponho eu...
Afinal e a bem da verdade somos todos progressistas, pró-modernistas a favor do desenvolvimento e das novas formas de comunicação mas no fundo, no fundo quem não gostava de receber uma carta de amor? Mesmo dessas ridículas de que toda a gente fala...
Ah! Eu não me importava de ser uma romântica ridícula e receber cartas de amor ridículas...
E vocês... digam lá a verdade, não gostavam de receber uma carta de amor?

terça-feira, agosto 29, 2006

Enquanto houver...

Enquanto houver na minha vida um sorriso,
enquanto houver na minha vida um querer,
enquanto eu acreditar que existe um paraiso,
enquanto me recusar a simplesmente perder,
enquanto houver na minha vida a brisa de verão,
enquanto houver na minha vida a força da maré,
enquanto eu acreditar no que me diz o coração,
enquanto me recusar a simplesmente perder a fé,
enquanto houver na minha vida um caminho,
enquanto houver na minha vida uma luz a brilhar,
enquanto eu acreditar na força do meu destino,
enquanto eu me recusar a simplesmente aceitar...
...sei que tudo é possivel e de que de tudo sou capaz!
HP//

sexta-feira, agosto 04, 2006

Pequenos nadas

Há pequenos nadas que nos enchem de felicidade
como um passeio à beira rio num qualquer final de tarde,
como um sorriso no rosto traquina de uma criança
que pinta a vida colorida com as cores da esperança,
como uma palavra, um gesto ou um simples sinal
que nos faz acreditar que a vida não é tão má afinal,
como um momento de partilha e de franca verdade
que nos faz perceber o que significa a palavra intimidade,
como a brisa fresca da tarde que nos refresca o coração
fazendo-nos perceber que a vida é feita de emoção,
como uma gargalhada de prazer por uma coisa singela
que enche o momento de uma alegria pura e bela,
como esperar um resultado que teima em não sair
e termos a secreta esperança que o mesmo nos faça sorrir
como percorrer a pauta com a ponta receosa de um dedo
e concluir que a nota fez desaparecer todo o medo,
como dar pulos e abraços de esfusiante contentamento
quando um pequeno nada se torna um grande momento!

Não deixes...

Não deixes que o teu coração fique assim
Como um papel rasgado lançado ao chão,
Como mil cacos de um copo que se partiu…

Não deixes que o teu coração fique assim
Como destroço de uma vida em contra mão,
Como esperança que aos poucos desistiu…

Não deixes que o teu coração fique assim
Como uma folha que alguém amarfanhou,
Como barco destinado aos poucos a naufragar…

Não deixes que o teu coração fique assim,
Como soldado que no fim da guerra tombou,
Como jogador que não sabe o que é ganhar…

Não deixes que o teu coração fique assim
Porque tu mereces muito mais que essa dor,
Porque tu mereces viver um verdadeiro amor…

Não deixes que o teu coração fique assim
Porque tu ainda tens tanta vida para viver,
Porque amanhã tudo pode acontecer…
HP//

quinta-feira, agosto 03, 2006

Quero...!

Quero o calor do sol que brilha bem lá no alto,
quero a luz da lua que me entra pela janela,
quero a força inóspita do mais negro basalto,
quero um príncipe encantado igual ao da Cinderela.

Quero sentir o fresco do vento que passa devagar,
quero pisar a erva fresca que cobre os verdes montes,
quero enrolar-me nas brancas ondas do azul mar,
quero beber a água cristalina das frescas fontes.
Quero uma história como as dos livros de encantar,
quero uma canção com uma música especial,
quero um poema que o meu nome queira cantar,
quero um piscar de olho que me diga “és a tal”!
Quero um beijo daqueles que fica para sempre,
quero um abraço daqueles que nos faz sentir bem,
quero um sorriso que de alegria me deixe contente,
quero ser o fulminante raio de luz da vida de alguém.


HP//

domingo, julho 23, 2006

Ás vezes


Ás vezes sinto saudades daquele tempo
em que a vida corria leve sem sobressalto,
do tempo em que riamos e cantávamos alto
aproveitando cada segundo de cada momento.
Ás vezes sinto saudades das conversas banais
em que trocávamos segredos cheios de emoção,
do tempo em que abríamos sem receio o coração
sempre cheio de sonhos e de loucos ideais.
Ás vezes sinto saudades daquela altura
em que não sabia nem entendia nada da vida,
do tempo em que não me sentia tão perdida
e onde não havia lugar para qualquer amargura.
Ás vezes sinto saudades do tempo que já passou
e que na pressa mudou tudo sem sequer avisar,
do tempo que hoje me limito a recordar
e cuja serena tranquilidade nunca mais voltou.
Ás vezes sinto saudades daquele tempo
em que éramos felizes na pura ignorância,
do tempo em que todos os dias eram infância
e em que o mundo se movia com outro alento.
Ás vezes sinto saudades do tempo lá de trás
em que tudo parecia ser tão mais fácil de entender,
do tempo em que ainda não sabia que as coisas más
é que nos fazem crescer e nos ensinam a viver...

quarta-feira, julho 05, 2006

Perdi-me...

Perdi-me no silêncio da palavras
que nunca tive coragem de dizer,
escondi-me no silêncio de gestos
que nunca tive coragem de fazer.
Perdi-me no silêncio das decisões
que nunca tive coragem de tomar,
escondi-me no silêncio dos desejos
que nunca tive coragem de realizar.
Perdi-me no silêncio do meu coração
que nunca tive coragem de controlar,
escondi-me no silêncio deste sonho
que nunca tive coragem de concretizar.
Perdi-me no silêncio desta mágoa
que nunca tive coragem de revelar,
escondi-me no silêncio desta dor
que nunca tive coragem de debelar.
Perdi-me no silêncio da minha solidão

e escondi-me de mim sem o perceber,
perdi-me no silêncio da minha decepção
e escondi-me dentro do meu próprio ser.

sábado, julho 01, 2006



Pouco mais...

De ti ficaram pouco mais que recordações

de pequenos nada que julgava serem tudo,

ficaram as conversas, os arrufos, as confissões,

as vezes em que me olhavas num silêncio mudo,

ficaram os risos, os toques e as intenções,

os momentos, as ternuras, a sensações.

De ti ficaram pouco mais que ilusões

que aos poucos tomaram o meu coração,

ficaram os abraços, os medos, as tensões,

as vezes que o teu olhar me tirava o chão,

ficaram as vivências, a saudade, as emoções,

os gestos, os carinhos e todas as decepções.

De ti ficou pouco mais que a incerteza

de quem não entende o que nos aconteceu,

ficaram as memórias de ter sido princesa

e todas as vezes em que foste o meu Romeu,

ficaram pequenos vestigios de amor e pureza,

as sombras baças do que um dia foi certeza...


Coisas do coração


E se o teu coração de ferro e aço
se derretesse no calor de um abraço?
E se o teu coração magoado e fechado
se abrisse com um sorriso iluminado?

E se os teus maiores medos e receios
desaparecessem atónitos e alheios?
E se os teus maiores sonhos e desejos
se realizassem numa promessa de beijos?

E se tudo o que sempre quiseste evitar
tivesse a força de uma onda do mar?
E se tudo aquilo a que sempre disseste não
tivesse o encanto de uma mágica paixão?

E se o teu coração de ferro e aço
se fundisse na ternura de um abraço?
E se o teu coração cansado desta solidão
batesse mais forte ao toque de uma mão?

E se tudo o que sempre te fez confusão
aos poucos abrisse uma porta no teu coração?
E se tudo o que nunca quiseste ter
fosse a luz mais brilhante no teu viver?
HP

quinta-feira, junho 01, 2006


Amei-te em metáforas
Amei-te como um barco que larga amarras do cais
e que vai navegando por entre ondas de dores e ais,
amei-te como um barco em busca de porto de abrigo
quando o mar revolto da vida o faz sentir em perigo.
Amei-te como a chuva que cai no começo da Primavera
e que sacia a terra que sedenta chora e desespera,
amei-te como a chuva que cai num Inverno rigoroso
e que torna o passar dos dias tão frio e doloroso.
Amei-te como se amam todos os sonhos de criança
que nos perseguem através do tempo que avança,
amei-te como se amam todas as doces ilusões
que aos poucos constroiem as melhores recordações.
Amei-te como se amam as palavras da histórias
que ao longo do tempo se vão tornando memórias,
amei-te como se amam as palavras que ficam por dizer
e que acabam por ser a força que nos estimula a viver.
Amei-te como aprendi a amar as coisas mais belas da vida
que me ensinaram um caminho onde não estava perdida,
amei-te como aprendi a amar o melhor que havia em mim
e que aos poucos me fez apaixonar por ti assim...

quarta-feira, maio 31, 2006


Homens Meninos

Homens de olhos vazios que nunca foram meninos,
homens tristes com fome de esperança e de pão,
rostos marcados pelos horrores e desatinos
de uma guerra que lhes roubou toda a razão.
Homens que são apenas meio palmo de gente,
homens que são somente pequenas crianças,
corações oprimidos de quem no fundo sente
que nada fica quando se matam as esperanças.
Homens que lutam numa guerra sem razão,
homens que matam sem saber sequer porquê,
feridas que não se podem tocar com a mão
porque apenas a vista do coração as vê.
Homens que cresceram sem nunca ter crescido,
homens soldados numa guerra sem razão,
homens que são sem afinal nunca terem sido
mais do que crianças com armas na mão.

sexta-feira, maio 12, 2006


Todas as noites eu te encontro e te vejo,
todas as noites me perco no teu abraço,
todas as noites divido contigo o espaço,
todas as noites te recebo num abraço,
todas as noites me despeço com um beijo.

Todas as noites eu te encontro e te vejo,
todas as noites sinto bem perto o teu amor,
todas as noites sinto esse teu suave ardor,
todas as noites me perco nesse teu calor,
todas as noites me despeço com um beijo.

Todas as noites eu te encontro e te vejo,
todas as noites te entrego o coração,
todas as noites dou asas á imaginação,
todas as noites liberto esta paixão,
todas as noites me despeço com um beijo.

Todas as noites eu te encontro e te vejo
nos sonhos que dão forma ao meu desejo,
nos sonhos onde me despeço com um beijo.

09/05/2006

E se um dia eu tivesse coragem...
Para te contar o segredo que finjo não guardar?
Para te dizer o que finjo não perceber?
Para te revelar o que finjo não conhecer?

E se um dia eu tivesse coragem...
Para dar asas ao sentimento que trago no peito?
Para dar voz ás palavras que calo no coração?
Para dar largas a toda esta contida emoção?

E se um dia eu tivesse coragem...
Para dizer tudo o que sinto por ti?
Para dizer tudo o que significas para mim?
Para dizer que quero ser sincera por fim?

E se um dia eu te tivesse coragem...
Para te confessar toda a minha paixão?
Para te declarar todo o amor que escondi?
Para te dizer que estou farta de viver sem ti?

E se um dia eu tivesse coragem...
O que farias tu se eu tivesse coragem?


20/03/2006

sábado, abril 29, 2006



É fantástico como as palavras podem ser estupidamente cruéis ou incrivelmente motivadoras dependendo da forma como as pronunciamos.
Há coisas que ditas de uma certa forma nos deixam profundamente tristes e magoados e que quando ditas de outra forma até caiem bem. Engraçado não é?
Pois... mas há coisas que sejam ditas de que forma for são negativas, deixam-nos ressentidos, magoados, tristes... coisas simples como a receita de uma dieta...afinal sejamos realistas quem é que dá uma receita de uma dieta a alguém se não achar que essa pessoa está com peso a mais? Ninguém, certo? Ou quem é que diz a alguém "Para a próxima conduzo eu" se tiver confiança na condução da pessoa a quem o disse?
Há um sem número de coisas que dizemos e fazemos, por vezes até de forma inconsciente, mas que de facto magoam.
Sobretudo as indirectas...ai! Isso é do pior! Se alguém tem algo a dizer que diga com as letras todas...é mais fácil, mais eficaz e mais honesto. Sim porque quem não passa das indirectas acaba por mostrar que afinal não tem grande confiança naquilo que está a dizer, senão assumia e pronto!
E qual é a necessidade de dizer milhentas vezes a mesma coisa, apontar milhentas vezes o mesmo pormenor, insinuar milhentas vezes a mesma questão? Diz-se uma vez e pronto está dito, não é necessário andar três dias e sete sábados a falar no mesmo...cansa, sabem? Chateia, aborrece e por vezes apetece mandar tudo para o espaço...

Odeio indirectas!

domingo, abril 09, 2006

Há coisas que definitivamente me fazem confusão, outras que me aborrecem, outras que me deixam triste e outras que conseguem juntar tudo isto.
Na verdade há coisas que deixam triste, coisas simples dirão uns, coisas sem sentido dirão outros, coisas sem interesse dirão outros ainda, coisas que me entristecem digo eu e pronto. Não são coisas por aí além, coisas complicadas ou esquisitas tão pouco, são coisas que para muita gente não têm sentido mas a que eu dou muito valor.
Os amigos são amigos até que algo muito extraordinário aconteça para alterar esse estado, confesso que tem de ser uma coisa realmente séria mas confesso também que uma vez que aconteça não há volta, acabou simplesmente. Em qualquer relação, a meu ver, a confiança é a base de tudo, quebra-se a confiança e pronto é meio caminho andado para o fim.
Os meus amigos têm um lugar especial no meu coração, alguns passo anos sem os ver apesar de irmos mantendo contacto, mas para todos há sempre um postal nos anos, no Natal, na Páscoa e várias mensagens SMS ao longo do ano quanto mais não seja para que saibam que penso neles. Alguns conheço-os há anos, outros nem por isso, mas com todos há algo de especial, algo que os mantêm na condição de amigos há muito, muito tempo. Com alguns partilhei os bancos da escola, com outros experiências e fases da vida mais ou menos dificeis, com outros o mesmo local de trabalho ou a mesma residência, com muitos deles a sua festa de casamento...
Custa-me então um bocadinho ao fim de tantos anos haver situações em que apenas sei que tiveram filhos quando estes já têm quase um ano e que depois me digam com aquele ar de desculpa "não tive tempo para te contar"... ora se bem me lembro a gravidez demora 9 meses o que significa que em quase dois anos aquele pessoa que foi nossa amiga a vida inteira não teve 2 minutos para repartir connosco tamanha alegria... e se pode parecer lamechas a mim simplesmente deixa-me triste.
Infelizmente acontece...infelizmente mais do que uma vez...infelizmente isso tem sido também o fim...o fim de uma amizade que durou nalguns casos mais de 15 anos.
Fico triste... talvez seja parvoice minha, mas na minha forma de ver as coisas as amizades são feitas de pequenos grandes nadas e quando o tempo começa a servir de desculpa...o fim está próximo. Fico triste...sem razão? Para mim com muita razão...para os outros, para os outros não sei, mas acho que qualquer pessoa ficaria magoada por se sentir esquecida nos bons momentos, sobretudo quando nos maus momentos foi no seu ombro que choraram, foi para sua casa que fugiram, foi as suas noites que ficaram em branco ao som de lastimas e choradeira, foi no seu ombro que desabafaram a suas mágoas, foi no seu ouvido que desabafaram as suas frustrações e traições e foi na sua confiança que depositaram os seus segredos.

sexta-feira, março 24, 2006

Hoje de manhã...

Hoje de manhã abri a janela e pareceu-me
que o céu tinha amanhecido mais azul,
o sol pareceu-me estar mais brilhante,
as flores ostentavam cores bem mais vivas,
os pássaros pareciam cantar mais e melhor,
o espelho devolveu-me um largo sorriso
e um brilho mais cristalino no olhar...
Hoje de manhã abri a janela e pareceu-me
que uma nova vida me entrava pelo quarto,
vesti uma roupa mais colorida e mais elegante,
coloquei uma encharpe de cores garridas,
usei o perfume mais caro e também melhor,
o espelho devolveu-me um largo sorriso
e um brilho mais cristalino no olhar...
Hoje de manhã abri a janela e pareceu-me
Ter acordado num mundo bem diferente,
nem reparei que estava um frio cortante,
nem reparei nas folhas pelo vento varridas,
nem reparei que estava tudo menos calor,
o espelho devolveu-me um largo sorriso
e um brilho mais cristalino no olhar...
Hoje de manhã abri a janela e pareceu-me
que estava numa outra dimensão,
não pensei em ti um único instante,
não chorei todas as ocasiões perdidas,
não senti mágoa, tristeza nem dor,
o espelho devolveu-me um largo sorriso
e um brilho mais cristalino no olhar...

segunda-feira, março 13, 2006


Quem nunca teve um grande amor?
Um amor daqueles que nos faz tirar os pés do chão, ganhar asas e flutuar no espaço como uma nuvem?
Um amor daqueles que nos faz andar com um sorriso idiota na cara faça chuva ou faça sol?
Um amor daqueles que nos tira o sono de noite e nos enche a alma de dia?
Um amor daqueles que nos faz pensar no presente e sonhar com o futuro?
Um amor daqueles em que os olhos se iluminam, o coração dispara e o sorriso se abre?
Um amor daqueles com que sonhamos a vida inteira?
Por certo já todos tivemos um amor assim...o que talvez nem todos tenhamos tido é a sorte de ter sido correspondidos... ou talvez tenhamos sido e nunca tenhamos sabido...
Se nunca fomos correspondidos... é triste, mas a ilusão doce fica a vida toda, presa a nós como uma terna recordação...
Mas se fomos correspondidos e nunca soubemos senão quando já era demasiado tarde...aí fica a tristeza, a mágoa, a revolta, a decepção e a eterna pergunta "Mas porquê que nunca soube?".
Como é que alguém pode ter coragem de amar assim tão intensamente e nunca dizer nada? Como é que alguem pode correr o risco de perder o amor e a amizade simplesmente porque é mais cómodo calar o coração?
Como é que alguém pode amar e fingir que não ama?
Como é que alguém tem a coragem de deixar passar um verdadeiro amor ao lado apenas porque é mais simples e menos trabalhoso?
Não sei...
Mas sei que quando se acorda e se percebe que aquilo que julgámos ter como certo se afasta em busca de um porto de abrigo mais seguro, aí tentamos resgatar tudo... e inevitavelmente falhamos.
Não seria mais fácil seguir o coração?
Não seria mais fácil chorar por se ter arriscado e não ter conseguido do que chorar a vida toda uma incerteza?
Não seria mais honesto acreditarmos em nós e no que sentimos?
Seja como for, acredito que quando se ama, quando realmente se ama, devemos dar a conhecer tal facto ao alvo dos nossos afectos. Se formos correspondidos...ouro sobre azul! Se não formos é porque essa pessoa não nos merece nem merece um sentimento tão nobre.
Afinal já dizia o provérbio... vale mais sofrer por amor do que por nunca ter tido coragem de amar!

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Desabafo

Hoje apetece-me comprar um bilhete só de ida
Para um sitio bem longínquo e bem deserto,
Talvez para uma ilha desconhecida e perdida,
Talvez para onde o longe nunca se faça perto.
Hoje apetece-me desaparecer para longe daqui
Para um sitio onde não tenha de ver ninguém,
Talvez para um sitio de que nem falar já ouvi,
Talvez para um sitio onde nunca tenha ido ninguém.
Hoje apetece-me descer o pano e sair de cena
Para de uma vez por todas acabar com esta peça,
Talvez para não ter de ver os olhares de pena,
Talvez para uma distância que o tempo não meça.
Hoje apetece-me ir para qualquer parte incerta
Para não ter de ouvir nem ver quem quer que seja,
Talvez para ignorar a raiva que em mim desperta,
Talvez para que nunca mais ninguém me veja.
Hoje apetece-me deixar de ser eu, deixar de existir
Para deixar de ter de repetidamente passar por isto,
Talvez para deixar de sentir dentro de mim tudo isto,
Talvez para toda a gente saber que calo mas não desisto.
Hoje apetece-me dizer tudo o que me vai na alma
Para finalmente perceberem que me fazem sofrer,
Talvez para verem que vivo em aparente calma,
Talvez para me deixarem quieta com o meu viver.
Hoje apetece-me mandar tudo para o ar, para as urtigas
Para finalmente dizer tudo o que trago preso em mim,
Talvez para exorcizar memórias usadas e antigas,
Talvez para este tormento interno chegar ao fim.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Na face branca de uma qualquer folha de papel
Desenho os traços revoltos e negros da minha alma,
Os traços que hoje me atormentam e desesperam,
Os traços que hoje quase me fizeram perder a calma,
Os traços que hoje quase vida própria tiveram,
Desenho os traços profundos e negros da revolta
Que hoje se acendeu nas profundezas do meu ser,
Que hoje se perdeu sem hipótese de haver volta,
Que hoje incendiou as horas lentas do meu viver,
Desenho os traços desiludidos e negros da vergonha
Que senti face a esse comentário frio e mesquinho,
Que senti face a essa frieza crua e quase medonha,
Que senti face a esse despeito que em surdina adivinho,
Desenho os traços magoados e negros do meu coração
Depois de ter ouvido essas palavras venenosas e letais,
Depois de ter ouvido e sufocado a minha decepção,
Depois de ter percebido que as coisas não serão iguais,
Desenho os traços enraivecidos e negros do meu pensar
Que me toldam a vista e vão entorpecendo os sentidos,
Que me fazem ter força para me erguer e para lutar,
Que me relembram sentimentos há muito adormecidos,
Na face branca de uma qualquer folha de papel
Desenho os traços revoltos e negros da minha alma,
Os traços que hoje me atormentam e desesperam,
Os traços que hoje me fizeram perder toda a calma,
Os traços que a partir de hoje em cada sombra te esperam!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Há dias assim...

Há dias em que sou toda Primavera,
alegre, bem disposta, florida e radiosa,
uma ave que voa feliz na sua esfera,
um leve e harmonioso botão de rosa.

Há dias em que sou toda Verão,
brilhante, colorida e encantadora,
sorriso que passa de mão em mão,
esperança juvenil e sedutora.

Há dias em que sou toda Outono,
melancólica, nostálgica e calada,
um sonho que não encontra o dono,
uma sensação esquecida e ignorada.

Há dias em que sou toda Inverno,
triste, solitária, cheia de mágoa e dor,
uma alma que já viveu o seu inferno,
um desejo que já perdeu a sua cor.

Há dias em que sou quatro estações,
alegria, luz, crepúsculo e vento,
há dias em que não controlo emoções,
há dias em que tudo é desalento.

Há dias em que sou apenas eu,
onde me perco, choro e rebento,
onde lembro o que o tempo esqueceu,
onde cai e me ergo com novo alento.

Há dias em que sou eu somente,
onde me encontro, rio e aguento,
onde volto a ser Verão novamente,
onde volto a ser bálsamo e unguento.

És...

És o meu mágico eclipse lunar,
o feitiço que me faz flutuar,
a poção que me deixa embriagada,
és o meu tudo e o meu nada.

És o meu poço de mágicos desejos,
o fruto de todos os meus ensejos,
a miragem que vem no deserto,
és o meu longe e o meu perto.

És a minha estrelinha da sorte,
o brilho que me faz ser forte,
a certeza no meio da confusão,
és a minha luz e a minha escuridão.

És a minha loucura anunciada,
o caminho para me sentir amada,
a calma no meio da ventania,
és a minha noite e o meu dia.

És a essência dentro do meu ser,
o amor que não posso perder,
a cura para toda a minha dor,
és a minha paixão e o meu amor.

És tudo o que eu um dia sonhei,
a alma gémea que tanto busquei,
a bússola que me indica o norte,
és o meu azar e a minha sorte.

És a outra metade perdida de mim,
a flor mais doce deste meu jardim,
a única mentira que um dia foi verdade,
és a minha vida e a minha eternidade.
Estupidamente Só...!

Já alguma vez te sentiste estupidamente só?
Como se andasses vazio no meio da imensidão,
como se fosses pedra polida de uma mó,
como se não fosses ninguém no meio da multidão?

Já alguma vez te sentiste estupidamente só?
como se vivesses fechado dentro de uma caixa,
como se apenas inspirasses tristeza e dó,
como se fosses o servo que apenas se rebaixa?

Já alguma vez te sentiste estupidamente só?
Como se não importasse aquilo que já viveste,
como se fosses amarra que desfez o nó,
como se fosses o resto daquilo que perdeste?

Já alguma vez te sentiste estupidamente só?
Já alguma vez te sentiste estupidamente triste?

Não? Pois eu sinto-me exactamente assim,
estupidamente só e estupidamente triste,
como se não houvesse mais nada dentro de mim,
como se passasse ao lado de tudo o que existe.

Não? Pois eu digo-te exactamente qual é a sensação
estúpida de estar perdido no meio do vazio:
é como se fossemos uma cicatriz no coração,
é como se fossemos leito onde não corre um rio.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Realmente há coisas que não se entendem…a mim pelo menos fazem-me confusão.
Talvez pareça uma idiotice, mas faz-me confusão as pessoas que dizem uma coisa e fazem outra, que sentem uma coisa e agem de forma contrária, que querem uma coisa e lutam por outra diferente… porquê que me faz confusão? Simplesmente porque não sei como lidar com essas pessoas, tenho dificuldade em relacionar-me com elas e sobretudo não sei muito bem como me dirigir a elas.
Como diabo é que uma pessoa quer muito, muito, muito uma coisa e depois não faz nada para a conseguir? Isso a mim faz-me confusão.
Outra coisa que não entendo são aquelas pessoas que passam a vida a lamentar-se das desgraças que lhe acontecem e que parecem nunca estar satisfeitas com nada e que até quando contamos algo mau que nos aconteceu eles têm de ter uma história pior para contar, quando temos uma dor num dedo eles têm de ter uma na mão toda! É como se só se sentissem bem a ser mais desgraçados que os outros todos…dá para perceber? Não, não dá! E o que também não há é paciência para os aturar!

Parece impossível… nós que em tempos que já lá vão fomos um povo de aventureiros, que fomos donos de metade de mundo, hoje em dia temos até receio de poder incomodar o vizinho do lado ao chamarmos-lhe a atenção para a música alta a altas horas da noite ou para os pelos e outras coisas afins que o cãozinho vai largando pelas escadas de acesso, aturamos o tipo que passa alegremente o almoço com o garfo numa mão e o cigarro na outra a encher de fumo os pulmões dos outros, calamo-nos perante o idiota que nos passa a correr à frente só para tirar primeiro o ticket na fila da peixaria… enfim, tornámo-nos uns tristes conformados.

O pior é que depois passamos a vida a descarregar nos outros a nossa frustração, descarrega-se nos filhos depois de um dia de trabalho, no marido ou na esposa quando o dia não correu bem, nos colegas de trabalho quando em casa o clima anda tenso, enfim…descarregamos na primeira pessoas que nos aparece, mesmo que a pobre criatura não faça ideia do que estamos a dizer.

Será que já ninguém dá valor às coisas simples e boas da vida? Como acordar de manhã, como um pôr-do-sol, como o desabrochar das flores na primavera, como o sorriso de uma criança? Será que perdemos a capacidade de escutar os outros? De nos alegrarmos com as boas novas dos outros? De nos congratularmos com a sua felicidade em lugar de sermos carpideiras da vida miserável que afinal não temos? De olharmos para os outros e de os vermos efectivamente? Será que perdemos a capacidade de ver além do nosso umbigo? Será que perdemos a capacidade de lutar pelos nossos sonhos? Será que perdemos a capacidade de avançar destemidamente pela vida?

Não sei…apenas sei que cada sinto mais dificuldade em me ajustar a esta nova sociedade, a este ritmo, a esta forma de vida…posso submeter-me, mas render-me nunca!

sábado, janeiro 14, 2006

Realmente há coisas que nos fazem pensar...coisas por vezes tão simples e banais que vulgarmente passam despercebidas.
Somos um ser engraçado...digo somos porque penso que esta é uma caracteristica inata de todo o ser humano...sonhamos com um milhão de coisas e depois quando quase temos uma na mão entramos em pânico com medo de não saber o que fazer com ela. Por vezes desejamos tanto uma coisa que quando ela acontece, ou está prestes a acontecer começamos a arranjar desculpas para a adiar...estranho, não? Sem duvida, que sim. Mas que nos leva a agir assim? Medo? Talvez...
O certo é que acontece muitas vezes... sonhamos a vida toda encontrar a "tal" pessoa e quando a temos á nossa frente, regra geral metemos os pés pelas mãos. Sonhamos ter aquele carro...quando o temos morremos de medo de o estragar. Sonhamos dizer aquelas palavras e quando as dizemos morremos de medo que se riam de nós. Sonhamos tanto que quando temos a realidade temos medo de que seja um sonho.
Realmente há coisas que nos fazem pensar...coisas tão simples como termos medo de realizar os nossos próprios sonhos, concretizar os nossos objectivios...sonhar os nossos sonhos...

quinta-feira, janeiro 12, 2006


Hoje o dia está a ser radioso... não porque esteja um dia de sol daqueles tipicos de Verão, não porque esteja especialmente iluminado, mas por algo bem mais simples...
... o simples saber que alguém gostou de algo que eu escrevi! Uma coisa tão simples mas que me enche de alegria e me faz encarar mais um dia com um sorriso renovado.

Hoje estive a conversar um pouco, logo pela manhã, com uma colega italiana... e ela disse uma coisa que apesar de eu a saber á muito, dita por ela causou outro impacto: ás vezes estamos tão preocupados com a roupa que vamos vestir ou com o que vamos comer que nos esquecemos de olhar á nossa volta... e tanto que há para ver...tanta gente que não tem e que nunca há-de ter nem uma quinta parte do que temos...

Ela tem razão...bem sei... daí que o melhor seja viver cada segundo, colher dele o máximo possível, aproveita-lo em todo o seu esplendor, saborear cada milesima...afinal quem sabe o que virá no segundo seguinte. Talvez por isso aquelas palavras tão simples "Gostei muito..." me tenham enchido a alma de alegria e as esteja a soborear até agora...afinal quem sabe se a seguir alguém diz "Detestei", "Achei péssimo".

terça-feira, janeiro 03, 2006

03/01/2006
O novo ano ainda agora chegou e já trouxe consigo tantos ventos de mudança... diria mesmo que um temporal de mudanças e alterações.
A primeira das quais está aqui aos meus olhos... a criação de um blog. O que me moveu foi antes de mais a curiosidade, depois a visita a alguns blogs e depois a descoberta de uma forma diferente de fazer passar informação, de expôr ideias, sentimentos, emoções, etc,etc.
E assim começa esta minha viagem... aqui nesta primeira página a que outras se seguirão (espero).

Espero que ao passarem por aqui, descubram algo que vos agrade, vejam algo com que se identificam e deixem a vossa palavrinha...

Eu, fico por aqui á espera...