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sábado, abril 29, 2006



É fantástico como as palavras podem ser estupidamente cruéis ou incrivelmente motivadoras dependendo da forma como as pronunciamos.
Há coisas que ditas de uma certa forma nos deixam profundamente tristes e magoados e que quando ditas de outra forma até caiem bem. Engraçado não é?
Pois... mas há coisas que sejam ditas de que forma for são negativas, deixam-nos ressentidos, magoados, tristes... coisas simples como a receita de uma dieta...afinal sejamos realistas quem é que dá uma receita de uma dieta a alguém se não achar que essa pessoa está com peso a mais? Ninguém, certo? Ou quem é que diz a alguém "Para a próxima conduzo eu" se tiver confiança na condução da pessoa a quem o disse?
Há um sem número de coisas que dizemos e fazemos, por vezes até de forma inconsciente, mas que de facto magoam.
Sobretudo as indirectas...ai! Isso é do pior! Se alguém tem algo a dizer que diga com as letras todas...é mais fácil, mais eficaz e mais honesto. Sim porque quem não passa das indirectas acaba por mostrar que afinal não tem grande confiança naquilo que está a dizer, senão assumia e pronto!
E qual é a necessidade de dizer milhentas vezes a mesma coisa, apontar milhentas vezes o mesmo pormenor, insinuar milhentas vezes a mesma questão? Diz-se uma vez e pronto está dito, não é necessário andar três dias e sete sábados a falar no mesmo...cansa, sabem? Chateia, aborrece e por vezes apetece mandar tudo para o espaço...

Odeio indirectas!

domingo, abril 09, 2006

Há coisas que definitivamente me fazem confusão, outras que me aborrecem, outras que me deixam triste e outras que conseguem juntar tudo isto.
Na verdade há coisas que deixam triste, coisas simples dirão uns, coisas sem sentido dirão outros, coisas sem interesse dirão outros ainda, coisas que me entristecem digo eu e pronto. Não são coisas por aí além, coisas complicadas ou esquisitas tão pouco, são coisas que para muita gente não têm sentido mas a que eu dou muito valor.
Os amigos são amigos até que algo muito extraordinário aconteça para alterar esse estado, confesso que tem de ser uma coisa realmente séria mas confesso também que uma vez que aconteça não há volta, acabou simplesmente. Em qualquer relação, a meu ver, a confiança é a base de tudo, quebra-se a confiança e pronto é meio caminho andado para o fim.
Os meus amigos têm um lugar especial no meu coração, alguns passo anos sem os ver apesar de irmos mantendo contacto, mas para todos há sempre um postal nos anos, no Natal, na Páscoa e várias mensagens SMS ao longo do ano quanto mais não seja para que saibam que penso neles. Alguns conheço-os há anos, outros nem por isso, mas com todos há algo de especial, algo que os mantêm na condição de amigos há muito, muito tempo. Com alguns partilhei os bancos da escola, com outros experiências e fases da vida mais ou menos dificeis, com outros o mesmo local de trabalho ou a mesma residência, com muitos deles a sua festa de casamento...
Custa-me então um bocadinho ao fim de tantos anos haver situações em que apenas sei que tiveram filhos quando estes já têm quase um ano e que depois me digam com aquele ar de desculpa "não tive tempo para te contar"... ora se bem me lembro a gravidez demora 9 meses o que significa que em quase dois anos aquele pessoa que foi nossa amiga a vida inteira não teve 2 minutos para repartir connosco tamanha alegria... e se pode parecer lamechas a mim simplesmente deixa-me triste.
Infelizmente acontece...infelizmente mais do que uma vez...infelizmente isso tem sido também o fim...o fim de uma amizade que durou nalguns casos mais de 15 anos.
Fico triste... talvez seja parvoice minha, mas na minha forma de ver as coisas as amizades são feitas de pequenos grandes nadas e quando o tempo começa a servir de desculpa...o fim está próximo. Fico triste...sem razão? Para mim com muita razão...para os outros, para os outros não sei, mas acho que qualquer pessoa ficaria magoada por se sentir esquecida nos bons momentos, sobretudo quando nos maus momentos foi no seu ombro que choraram, foi para sua casa que fugiram, foi as suas noites que ficaram em branco ao som de lastimas e choradeira, foi no seu ombro que desabafaram a suas mágoas, foi no seu ouvido que desabafaram as suas frustrações e traições e foi na sua confiança que depositaram os seus segredos.