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terça-feira, dezembro 23, 2008

recados para orkut



Nesta época que convida os corações a abrirem-se ao amor, à paz, à solidariedade, à alegria e à fé, desejo a todos um Santo Natal.
Que o espírito do Natal nos encha o coração de amor, nos ilumine o caminho e nos faça viver com coragem cada novo dia.

Para ajudar a lembrar o espírito alegre do natal deixo aqui a letra de algumas canções que todos conhecemos.
Feliz NATAL!!!!!!!!!





Ah! Vinde todos neste dia

Cantar um hino de louvor

Hino de paz e de alegra

Que os anjos cantam ao senhor



Refrão:

Glória in excelsis Deo

Glória in excelsis Deo



Naquela hora abençoada

Em que nasceu o Senhor

A terra inteira foi abraçada

Pelas palavras deste clamor



Refrão:

Glória in excelsis Deo

Glória in excelsis Deo



Há uma voz pela campina

Anunciando que Deus nasceu

Naquela gruta tão pobrezinha

Cantam os anjos do céu



Refrão:

Glória in excelsis Deo

Glória in excelsis Deo
****************************************
Refrão

Alegrem-se os céus e a terra

Cantemos com alegria

Já nasceu o Deus Menino

Filho da Virgem Maria



Entrai pastorinhos, entrai
Por este portal sagrado
Vinde adorar o menino
Numas palhinhas deitado



Refrão

Alegrem-se os céus e a terra

Cantemos com alegria

Já nasceu o Deus Menino

Filho da Virgem Maria


Em Belém à meia-noite

Meia-noite de Natal

Nasceu Jesus num presépio

Maravilha sem igual



Refrão

Alegrem-se os céus e a terra

Cantemos com alegria

Já nasceu o Deus Menino

Filho da Virgem Maria



Ai que Menino tão Belo

Ai que tanto graça tem

Ai que tanto se parece

com a virgem Sua mãe



Refrão

Alegrem-se os céus e a terra

Cantemos com alegria

Já nasceu o Deus Menino

Filho da Virgem Maria

**************************************

Refrão
A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós

No Natal pela manhã
Ouvem-se os sinos tocar
E há uma grande alegria, no ar


Refrão
A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós

Nesta manhã de Natal
Há em todos os países
Muitos milhões de meninos, felizes


Refrão
A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós


Vão aos saltos pela casa
Descalças ou com chinelos
Procurar suas prendas, tão belas


Refrão
A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós

Depois há danças de roda
As crianças dão as mãos
No Natal todos se sentem irmãos

Refrão
A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós

Se isto fosse verdade
Para todos os Meninos
Era bom ouvir os sinos tocar.


Refrão
A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós

domingo, dezembro 21, 2008

Festa de Natal



Nesta época do ano são ainda bastantes as empresas que organizam uma festa de Natal. A ideia é juntar todos aqueles que ao longo do ano contribuem para a laboração da empresa, para a sua manutenção, para o seu desenvolvimento e crescimento. É um dia de festa onde por umas horas todos são pessoas comuns que têm em comum o local de trabalho. A pensar nessa ocasião escrevi o texto que a seguir vos deixo... e que para mim representa o espirito que deve embuir estas festas.


Passam-se os dias, passam-se as semanas, passam-se os meses,
e assim quase sem darmos por isso se passou mais um ano,
assim se passaram coisas boas mas também coisas más,
assim se passaram tristezas mas também muitas alegrias,
assim aconteceram tantas coisas e tão depressa que por vezes
nem houve tempo para fazer projectos ou traçar um plano,
mas hoje é um dia especial, dia de deixar tudo isso para trás
e viver um dia que é tão especial e diferente dos outros dias.

Hoje já se sente o colorido das luzes e o cheiro alegre a Natal,
hoje sentamo-nos em redor da mesma mesa e partilhamos,
hoje esquecemos por umas horas a vida de todos os dias,
hoje somos pessoas diferentes, somos amigos e companheiros,
hoje tornamos o encanto do espírito natalício numa coisa real,
descobrimos que afinal todos têm algo de que até gostamos,
descobrimos que gostamos de partilhar as danças e as alegrias,
descobrimos que todos os encantos do natal são puros e verdadeiros.

Hoje é a nossa festa anual, a nossa festa para celebrar o Natal,
vamos conviver, vamos conversar, vamos rir e até vamos dançar,
vamos esquecer tudo aquilo que ao longo deste ano correu mal,
vamos aproveitar o que esta noite mágica tem para nos dar,
hoje é um dia de festa e por isso devemos vivê-lo como tal,
hoje é o dia desta nossa família celebrar a harmonia do Natal.

terça-feira, outubro 21, 2008

Desfolho as letras do teu nome

Desfolho as letras do teu nome como malmequeres
amarelos colhidos num jardim à beira da estrada,
desfolho-as e penso no que dirás quando souberes
que me dizem que afinal por ti nunca fui amada.

Desfolho as letras do teu nome em quieta surdina
na escuridão da noite que me envolve os pensamentos,
desfolho-as e por momentos volto a ser a menina
que acreditava na pura inocência dos sentimentos.

Desfolho as letras do teu nome como uma ladainha
na esperança de que a repetição se torne realidade
e de que num passe de magia apareças junto de mim,

de que num gesto mudo ponhas a tua mão na minha
e de que por momentos o sonho possa ser verdade
e de que na escuridão da noite se faça luz por fim.

(Participação no XII Concurso de Poesia - (N)a escuridão da noite - Site Luso-Poemas - Agosto 2008)

segunda-feira, agosto 04, 2008

Ecos de passado e medo

Retumbam bem dentro da minha alma os sons abafados
De mil e um trovões numa noite de tempestade angustiada,
De um turbilhão de pensamentos inquietos e malfadados
Que me trazem a vontade rendida e à incerteza agrilhoada.

Ecoam no fundo do meu peito os sons de um coração
Estilhaçado pelas dúvidas e trespassado pela incerteza,
De um coração que tenta em vão arranjar uma explicação
Para justificar o seu medo e a sua máscara de cruel frieza.

Ressoam no fundo do meu espírito ecos de coisas passadas
Que me transformaram o querer e me transfiguraram o ser,
Lembranças de coisas outrora amadas e hoje tão odiadas
Que me espezinharam a essência e me toldaram o viver.

Rugem nas profundezas do meu ser fantasmas aprisionados
Que nunca tive coragem para deixar partir em liberdade,
Fantasmas que me acorrentam no medo e que, a teu lado,
Me impedem de encontrar uma nova esperança de felicidade.

(Porque por vezes o medo de soltar as amarras do passado nos impede de navegar nas águas do futuro)

sábado, julho 26, 2008

Um simples desabafo...

Há uma nova actividade em vias de expansão,
diria mesmo que quase desporto nacional,
largamente praticada esta arte da invenção
cuja finalidade é da vida alheia dizer mal.
Já se perdeu o velho hábito do comentário
e até do mexerico tão comum e tão banal,
agora faz-se algo novo e extraordinário:
inventam-se novas histórias e ponto final!
Inventam-se umas coisitas para dar animação,
acrescentam-se mil pontos ao conto original
e se nos descuidamos e não prestamos atenção
uma unha encravada passa a doença terminal!
Pessoas que pouco falam e menos ainda se dão
quando dão por ela estão a caminho do altar,
e num volte de face cheio de imaginação
antes do casamento já se estão para divorciar.
Amigos, que nunca o foram, num piscar de olhos
passam a ser melhores amigos desde a infância,
e as histórias e as mentiras surgem aos molhos
mas sempre contadas com certeza e muita elegância.
E assim, se controem novas vidas, novas metas,
assim se destroem verdades e probabilidades,
e essas mentes desocupadas mas sempre bem abertas
aos poucos matam a realidade e abafam a eventualidade!

terça-feira, julho 22, 2008

Até ao vinho


Do trabalho árduo das mãos dos lavradores
que cuidam os seus preciosos vinhedos,
que sem olhar a fadigas nem a dores
as tratam segundo ancestrais segredos
hão-de nascer cachos feitos de ricas uvas
maduras pelo sol e abençoadas pelas chuvas.
Quando por fim o dourado Outono chegar
hão-de vindimar-se esses preciosos cachos,
laboriosos pés os hão-de pisar e repisar
num velho ritual destinado apenas a machos,
esse mosto há-de repousar e há-de ferver
para em velhos barris por fim se verter.
Do mosto que nasceu cacho na primavera
se fará o néctar dos deuses chamado vinho
que depois de silenciosa e cuidada espera
será por fim provado em dia de São Martinho,
e quando é bom o resultado há sorrisos no ar
pois afinal valeu a pena todo o duro trabalhar.
Cada copo de vinho tem uma história a contar
que começou nas vinhas, nas podas, no atar,
no desladroar, no desparrar e por fim no colher
e tudo mais que foi preciso para o podermos beber!

(Participação no 11º Concurso Literário do site Luso-Poemas com o tema "O Vinho" - 2008 - 13º Lugar)

quinta-feira, junho 05, 2008

Uma noites destas em que o sono teimava em não chegar, sentei-me no sofá com o comando da televisão na mão e fui fazendo o famoso "zapping", até que um programa me chamou a atenção... era sobre pessoas que se tinham conhecido na internet. Havia histórias felizes, histórias tristes, histórias de amizade, de amor...e até histórias de casamentos imagine-se! E foi desse programa que nasceu o poema que a seguir vos deixo.




Quase todas as noites espero por ti no mesmo local,
sentada na mesma cadeira, com a mesma luz acesa,
sempre com a mesma esperança de que tu apareças,
espero sempre uma conversa que não seja banal,
no meu pensamento há sempre dúvidas e incertezas
porque receio que tu simplesmente não apareças.

Quase todas as noites aguardo ansiosa o teu contacto,
sentada na penumbra, envolve-me um silêncio quieto
quebrado apenas pelo aviso da tua entrada em linha,
espero que me vejas aqui, neste momento exacto,
espero sempre uma palavra, um sinal em tom discreto
que mantenha acesa esta esperança que é só minha.

Quase todas noites anseio por esta conversa virtual,
sentada sobre o peso das minhas dúvidas e receios
que me fazem fugir e usar palavras cheias de indecisão,
espero sempre uma deixa para desvendar a verdade fatal,
espero sempre que de vez ponhamos de parte os nossos receios
e abramos um ao outro o que vai dentro do nosso coração.

Quase todas as noites me despeço de ti com um beijo
que cada dia que passa lamento mais não ser de verdade,
quase todas as noites tu me fazes esboçar um sorriso,
espero por ti sempre com a ternura deste meu desejo
que a cada dia que passa me lembra a simples realidade:
tu és o amor que eu quero e de cada vez mais eu preciso!

terça-feira, abril 29, 2008

À minha pequena aldeia ribatejana

(Besteiras - Uma pequena aldeia)


Fiz de uma pequena aldeia ribatejana
Tingida pelo verde intenso da serra
O chão donde minha alma emana,
O meu lar e a minha querida terra.

Fiz do verde intenso dos pinheiros
Refúgio dos meus encantos e ilusões,
Neles escrevi páginas de livros inteiros
Feitos de sonho, fantasia e recordações.

Fiz do chão onde nascem belas flores
E do ar sempre leve, fresco e puro
O maior de todos os meus amores,
As raízes do meu passado e futuro.

Fiz do cheiro da terra em noite de luar
O perfume dos lençóis da minha cama,
Fiz dele a melodia que paira no ar
Sempre que a saudade acende a sua chama.

Fiz de uma pequena aldeia ribatejana
A minha esperança, a luz do meu viver,
Fiz dela o chão donde minha alma emana
A raiz de amor que jamais posso esquecer.

Participação no II Concurso de Poesia em Rede subordinado ao tema "A minha terra" - 2008

segunda-feira, abril 21, 2008

Coração: Aluga-se!



Sei de um coração vazio para alugar,
um coração usado e em segunda mão
mas ainda com muita coisa para dar.
É um coração bonito e bem espaçoso
com vista sobre a rua da esperança
e com um interior doce e caloroso.
O anterior inquilino foi despejado
e desde então o coração está vazio,
sem ocupação, triste e abandonado.
Procura-se alguém para o arrendar,
alguém que cumpra com o acordado
e que a sua palavra saiba honrar.
Procura-se alguém para o habitar,
alguém que queira nele viver
por periodo de tempo a acordar.
Procura-se alguém que queira abrir
as portas, alguém que queira ficar,
alguém que nunca mais queira sair.
Procura-se alguém para o remodelar,
alguém para mudar a velha decoração
e dar a este coração um novo desejar.
Sei de um coração vazio para alugar,
um coração usado e em segunda mão
mas com muita vontade de voltar a amar...

sexta-feira, abril 04, 2008

Amigos de papel

Nota prévia: Este poema foi escrito há alguns anos, numa altura em que era comum
ter-se correspondentes ou pen-friends, se preferirem. Nessa época era comum trocar cartas, daquelas tradicionais onde o cheiro do papel se misturava com as palavras que bailavam nas linhas de cada folha. Nessa época era uma emoção abrir a caixa do correio e encontrar lá a dita cartinha.
Hoje em dia... bom, escrever cartas caiu em desuso... infelizmente. Hoje em dia há os e-mails, os chats, os sms, os mms, o famoso messenger e não sei mais quantas formas de comunicação. São bons meios para comunicar, para nos deixar a um clique das pessoas que nunca vimos ou daquelas de quem apenas estamos fisicamente longe. Não tenho nada contra, antes pelo contrário, sou adepta dessas novas "modas". Mas em abono da verdade não há nada como uma carta à moda antiga... digam lá o que disserem nada se compara ao prazer de escrever uma carta, selá-la, colocá-la no correio e saber que esse gesto vai, nem que seja por um segundo, significar tanto para alguem...
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Nunca ouvi a tua voz e no entanto já trocámos mil palavras,
falámos de nós, falámos da vida, usámos palavras doces e amargas,
falámos de gostos e desgostos, sonhos, tristezas, alegrias e amizade,
falámos de coisas que não têm medida nem sequer idade.
Nunca vi o brilho do teu olhar e no entanto sei que ele existe,
sei que no teu olhar mora a imensidão do mundo que já viste,
sei que nele moram mil sonhos, emoções, mil e um devaneios,
sei que nele se reflectem as tuas incertezas e os teus receios.
Nunca ouvi o som do teu riso e no entanto sei que é puro,
sei que nele está presa a imensa voz de um imenso futuro,
sei que mesmo longe ele ilumina as pedras de algum caminho,
sei que ele é expressão de um coração que não mais será sozinho.
Nunca te vi e no entanto sinto que toda a vida te conheci,
renovei em ti a amizade que um dia tive e jamais esqueci,
renovei a esperança num mundo mais doce e mais amigo,
renovei o desejo de encontar quem caminhasse junto comigo.
Somos dois estranhos que se conhecem e se aceitam,
somos dois diferentes que se aceitam e respeitam,
somos a prova de que amizade não tem barreiras nem preconceitos,
somos a prova de que ser amigo é aceitar as virtudes e os defeitos.
Somos caminhantes na mesma estrada a que ambos chamamos vida,
somos exploradores no trilho de uma palvra quase perdida,
somos o realizar de um sonho à muito desejado e perseguido,
somos a prova que mais forte que Distância é a palavra Amigo!

domingo, março 02, 2008

O fado




Que o fado é canção triste
toda a vida se ouviu dizer,
é alma de povo que insiste
em cantar o seu sofrer.

Que o fado é canção da rua
não há quem possa negar,
é a voz que é minha tua
e que ninguém pode calar.

Que o fado é a alma do povo
disso não há como duvidar,
que o fado vive em nós

também não é nada de novo,
o fado do meu povo é cantar
o fado que lhe mora na voz!

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

A carta que nunca enviei



Leio e releio vezes sem conta a mesma carta,
aquela cujo papél já ganhou um tom amarelado
fruto do tempo que passa sem sequer se importar.
A tinta já perdeu aquela cor brilhante de prata,
aquela cor especial que procurei por todo o lado
e que era a única cor que eu queria usar.

Já sei de cor as palavras que aquela carta diz,
aquela carta onde sem medo abri o coração
e disse tudo o que há muito te queria dizer.
Aquela carta que, acreditava, me faria feliz,
aquela que escrevi sem medo nem obrigação,
aquela onde disse tudo o que havia para dizer.

Já não sei quantas vezes a li e depois reli,
e de cada vez que a leio apetece-me chorar
tal foi a dose de emoção que nela coloquei.
Lê-la é quase como estar juntinho de ti,
faz-me sentir a paixão que te ousei revelar
numa carta de amor que nunca te enviei...

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Hoje fiz-lhe as malas...

Hoje fiz-lhe as malas e sem pensar
pus tudo o que lhe pertencia lá dentro,
esvaziei as gavetas e os armários,
rasguei as cartas e queimei os diários,
hoje decidi que estava na hora de acabar,
hoje decidi ser o meu próprio centro
e sem pensar sequer nos comentários
desfiz o rosário dos nossos fadários.

Hoje abri-lhe a porta de par em par
e pedi-lhe que saisse sem dizer nada,
disse-lhe que estava na hora de partir
e que hoje sem falta tinha mesmo de ir,
hoje disse-lhe que me cansára de esperar,
que me cansara de me sentir abandonada,
hoje disse-lhe que estava na hora de sair
e arranjar outro lugar para onde seguir.

Hoje fiz-lhe as malas e abri-lhe a porta,
hoje reabri para o mundo o meu coração,
hoje numa decisão que já não tem volta
expulsei de vez da minha vida a solidão!!

domingo, janeiro 20, 2008

Os teus braços

Os teus braços são uma colcha de lã
onde me aninho, me aqueço e me perco,
Onde com o raiar de cada nova manhã
O nosso amor amanhece mais desperto.

Os teus braços são um porto de abrigo
Onde me refugio das tempestades da vida,
Onde tudo pára e o tempo é esquecido,
Onde o nosso amor é embarcação querida.

Os teus braços são a minha força na dor,
São o repouso do meu medo e do cansaço,
São a ponte onde a ternura do nosso amor
Se expande no calor doce de um abraço.


HP/
Às vezes nem só as nossas experiências, as nossas vivências ou a nossa própria vida servem de inspiração para dar asas à vontade de escrever. Às vezes temos de olhar em volta, olhar para os outros, para as suas vidas, as suas experiências, os seus desabafos ou a sua falta deles. Às vezes temos de olhar além do que os olhos nos mostram, às vezes temos de viver a vida dos outros, colocarmo-nos no seu lugar e falar como se fossem as suas palavras.
Este poema é um desses casos… uma história que recolhi em meu redor e que me levou a escrever assim.


Dei-te... e arranquei-te!!!!

Dei-te o meu carinho, o meu amor, a minha atenção,
Dei-te o meu ombro e o conforto da minha mão…
E tu em troca cravaste-me um punhal no coração
E simplesmente deitaste no lixo a minha paixão.

Hoje com vontade e coragem sigo um outro caminho,
Hoje o meu coração está curado e não está sozinho,
Com força, com garra sigo em frente, mas com calma,
Aos poucos restaurei os danos que me deixaste na alma.

Hoje, a pouco e pouco esqueci a dor da humilhação,
Esqueci a raiva e o ódio que me trouxe a tua traição,
Esqueci que já foste o meu seguro e a minha perdição,
Hoje, como uma erva daninha, arranquei-te do coração.