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segunda-feira, fevereiro 25, 2008

A carta que nunca enviei



Leio e releio vezes sem conta a mesma carta,
aquela cujo papél já ganhou um tom amarelado
fruto do tempo que passa sem sequer se importar.
A tinta já perdeu aquela cor brilhante de prata,
aquela cor especial que procurei por todo o lado
e que era a única cor que eu queria usar.

Já sei de cor as palavras que aquela carta diz,
aquela carta onde sem medo abri o coração
e disse tudo o que há muito te queria dizer.
Aquela carta que, acreditava, me faria feliz,
aquela que escrevi sem medo nem obrigação,
aquela onde disse tudo o que havia para dizer.

Já não sei quantas vezes a li e depois reli,
e de cada vez que a leio apetece-me chorar
tal foi a dose de emoção que nela coloquei.
Lê-la é quase como estar juntinho de ti,
faz-me sentir a paixão que te ousei revelar
numa carta de amor que nunca te enviei...

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