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A mostrar mensagens de Abril, 2008

À minha pequena aldeia ribatejana

(Besteiras - Uma pequena aldeia)


Fiz de uma pequena aldeia ribatejana
Tingida pelo verde intenso da serra
O chão donde minha alma emana,
O meu lar e a minha querida terra.

Fiz do verde intenso dos pinheiros
Refúgio dos meus encantos e ilusões,
Neles escrevi páginas de livros inteiros
Feitos de sonho, fantasia e recordações.

Fiz do chão onde nascem belas flores
E do ar sempre leve, fresco e puro
O maior de todos os meus amores,
As raízes do meu passado e futuro.

Fiz do cheiro da terra em noite de luar
O perfume dos lençóis da minha cama,
Fiz dele a melodia que paira no ar
Sempre que a saudade acende a sua chama.

Fiz de uma pequena aldeia ribatejana
A minha esperança, a luz do meu viver,
Fiz dela o chão donde minha alma emana
A raiz de amor que jamais posso esquecer.

Participação no II Concurso de Poesia em Rede subordinado ao tema "A minha terra" - 2008

Coração: Aluga-se!

Imagem
Sei de um coração vazio para alugar,
um coração usado e em segunda mão
mas ainda com muita coisa para dar.
É um coração bonito e bem espaçoso
com vista sobre a rua da esperança
e com um interior doce e caloroso.
O anterior inquilino foi despejado
e desde então o coração está vazio,
sem ocupação, triste e abandonado.
Procura-se alguém para o arrendar,
alguém que cumpra com o acordado
e que a sua palavra saiba honrar.
Procura-se alguém para o habitar,
alguém que queira nele viver
por periodo de tempo a acordar.
Procura-se alguém que queira abrir
as portas, alguém que queira ficar,
alguém que nunca mais queira sair.
Procura-se alguém para o remodelar,
alguém para mudar a velha decoração
e dar a este coração um novo desejar.
Sei de um coração vazio para alugar,
um coração usado e em segunda mão
mas com muita vontade de voltar a amar...

Amigos de papel

Nota prévia: Este poema foi escrito há alguns anos, numa altura em que era comum
ter-se correspondentes ou pen-friends, se preferirem. Nessa época era comum trocar cartas, daquelas tradicionais onde o cheiro do papel se misturava com as palavras que bailavam nas linhas de cada folha. Nessa época era uma emoção abrir a caixa do correio e encontrar lá a dita cartinha.
Hoje em dia... bom, escrever cartas caiu em desuso... infelizmente. Hoje em dia há os e-mails, os chats, os sms, os mms, o famoso messenger e não sei mais quantas formas de comunicação. São bons meios para comunicar, para nos deixar a um clique das pessoas que nunca vimos ou daquelas de quem apenas estamos fisicamente longe. Não tenho nada contra, antes pelo contrário, sou adepta dessas novas "modas". Mas em abono da verdade não há nada como uma carta à moda antiga... digam lá o que disserem nada se compara ao prazer de escrever uma carta, selá-la, colocá-la no correio e saber que esse gesto vai, nem que seja por …