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domingo, dezembro 19, 2010

Em breve... novidades

É com imensa alegria que reparto convosco a notícia de que o repto que lancei aqui a fim de angariar fundos para apoiar as vitimas do tornado que no dia 07/12/2010 afectou algumas povoações dos distritos de Santarém e Castelo Branco já está a dar frutos.
Graças à generosidade de alguns amigos que prontamente acolheram o repto já há frutos que esperamos se multipliquem...
Também graças a uma amiga deste mundo virtual, em que comunicamos e onde saboreamos as letras uns dos outros, que ofereceu para além do seu contributo uma excelente ideia, está a ganhar forma uma iniciativa que vos darei a conhecer logo que estejam alinhavados todos os pormenores. Fly... de coração obrigada pela tua ajuda, pelas tuas palavras, pelo teu apoio e pela tua ideia genial... hem que sorte, já viste, és a única que sabe do que falo :)

Em breve voltarei a este tema para vos apresentar esta nova fase da iniciativa que ganhou forma aos poucos e que vai crescendo graças à generosidade de todos.

Obrigada a todos os que manifestaram a sua opinião, o seu apoio e a sua generosidade!

A todos OBRIGADA!!!

terça-feira, dezembro 14, 2010

"Um livro pela reconstrução"

Imagem retirada da Internet



Numa hora como esta em que olhamos em volta e pouco se vê para além da destruição, da mágoa, da tristeza e da angústia de quem vê o telhado de uma vida literalmente arrancado de cima da sua cabeça a única sensação que me ocorre é incredulidade e impotência.
Sentimo-nos impotentes face a uma força que chegou sem avisar e que à sua passagem devorou literalmente tudo o que encontrou como se de um monstro faminto se tratasse.
Sentimo-nos impotentes face a um cenário de ferro retorcido, chapa amolgada como se de uma simples folha de papel amarrotada e atirada ao lixo se tratasse, telhas partidas, estruturas destruídas e vidros estilhaçados onde se reflectem os rostos cansados e ainda atónitos de quem vê parte da sua vida reduzida a estilhaços.
Sentimo-nos impotentes face às árvores arrancadas pela raiz como se fossem simples e frágeis ervas daninhas.
Sentimo-nos impotentes face à catadupa de emoções que nos passam pela cabeça e que não sabemos explicar.
Sentimo-nos impotentes e divididos entre a alegria das vidas que não se perderam e a tristeza das que nunca mais serão as mesmas.
Sentimo-nos impotentes face ao que não podemos e não sabemos explicar e sentimo-nos impotentes face à percepção de que apenas nos resta aceitar.
Sentimo-nos impotentes, pequeninos, frágeis, inseguros mas sabemos que é preciso renascer do caos como a Fénix renasceu das cinzas, sabemos que dependemos de nós próprios e da boa vontade dos que connosco partilham o mesmo espaço e fazem parte desta comunidade a que chamamos casa.
Sentimo-nos tristes, desamparados, sentimos vontade de baixar os braços mas sabemos que não podemos, sabemos que é preciso recuperar o que o vento levou e sarar as feridas que não se vêem.
Eu pessoalmente sinto-me triste, olho a terra a que chamo minha e não a reconheço, vejo a tristeza e o desalento no rosto de pessoas que toda a vida conheci, vejo a mágoa, a tristeza, a decepção e o desencantamento… mas vejo também o esforço e a vontade de virar esta página… sinto vontade de ajudar… quero ajudar… preciso ajudar… e o meu contributo será o valor das vendas dos meus livros até ao Natal (para começar).
Mas ao ter esta ideia surgiu-me uma outra: a de lançar um desafio a todos e em particular aos amigos das letras com quem me fui cruzando ao longo do tempo e com quem tenho caminhado ao longo dos anos: que cada um dos autores com livros publicados doe entre 50 a 100% do valor de um dos seus livros para apoiar a reconstrução daquilo que o tornado deitou por terra e achei que poderíamos chamar a esta iniciativa “Um livro pela reconstrução”.
Neste momento disponho apenas da informação referente aos donativos destinados aos concelhos de Ferreira do Zêzere e Tomar se alguém tiver informação referente aos outros concelhos afectados poderá partilhá-la.

Municipio de Ferreira Zezere - Tornado 07/12/2010
Banco: Santander Totta
NIB: 0018 0003 24243099020 84
IBAN: PT50 0018 0003 24243099020 84

A Cruz Vermelha Portuguesa criou uma conta para apoio às vítimas do concelho de Tomar - Caixa Geral de Depósitos com o seguinte NIB: 0035 0813 000 568 302 305 8

Sei que esta iniciativa é uma gota de água no oceano, mas sei também que juntos podemos fazer a diferença. Agradeço desde já a colaboração de todos os que se juntarem a esta causa comum: ajudar aqueles que sofreram na pele as consequências do tornado que ocorreu no dia 07/12/2010.

domingo, novembro 21, 2010

Nas franjas de um xaile negro

Imagem retirada da Internet com recurso ao Google


Nas franjas de um xaile negro
tecem-se histórias de saudade,
escondem-se pedaços de história
que não têm tempo nem idade.

Na voz de um fadista sente-se
a imensidão que o mundo tem,
ouve-se a voz de um coração
que é fiel a si e a mais ninguém.

No acorde de uma guitarra
tantas histórias por nascer,
tantos sonhos que esperamos
ainda poder ver a acontecer.

Nas cordas da guitarra nasce
uma canção em forma de trinado,
na alma lusa há-de sempre haver
a triste alegria de um fado!

quarta-feira, novembro 10, 2010

Raios de Sol


Risos alegres animam o amanhecer,

Alegria e sorrisos para dar e vender,

Indo para a escola de carro ou a pé

Os nossos meninos armam sempre banzé,

Sozinhos ou em bando como pardais


Descem à rua como os outros demais

E num rasgo de inocência isenta de vaidade


Sobrepoe-se a tudo o valor de uma amizade,

Os meninos são flores sempre a crescer,

Luzes brilhantes de engenho e saber.

sexta-feira, outubro 22, 2010

Folhas de Outono


Ficam caídas no chão envoltas no seu manto
Ornado de dourado e tecido com fios de natureza,
Lindas na sua inerte mas tão bela singeleza,
Hão-de ficar assim caídas, ignoradas, esquecidas
Antes que o vento as sopre e as revolva pelo ar
Sem destino, sem rumo, sem direcção para lhe dar.

Dantes orgulhosamente verdes, frescas e reluzentes
Envolviam os entrelaçados ramos de vida e de beleza,

Outrora vivas hoje abandonam-se e deixam-se cair
Uma após outra, após outra como que num bailado,
Trocando o abraço das ramos pela frieza do chão,
Ondas de castanho com laivos amarelos e vermelhos
Num tapete colorido, único, fascinante e sazonal,
Outono que chega na sua beleza única e especial.

domingo, outubro 17, 2010

Hoje deu-me para pensar...

Hoje deu-me para pensar... não sei porquê nem sequer sei se há de facto uma razão.
Pus-me a pensar em como as coisas mudaram nestas últimas décadas... e pus-me a pensar se a mudança foi boa ou nem por isso.
Eu ainda sou do tempo, como dizia a avozinha num conhecido anúncio televisivo em que as crianças iam a pé para a escola quer chovesse quer fizesse sol; nos recreios jogávamos ao lencinho, às escondidas, à cabra-cega, à apanhada, ao pião, às caricas... não perdíamos o tempo a enviar sms, mms e afins e a deixar os pais loucos com o dinheiro que se gasta nessas conversas tecladas; nas aulas levantávamo-nos quando o professor entrava, chamavamos-lhe Sr. professor e arriscávamos levar com a cana ou com a régua se faltássemos ao respeito ou se fossemos mais atrevidotes para não falar nas célebres orelhas de burro quando a coisa descambava mesmo... hoje os alunos batem nos professores, os pais batem nos professores e o respeito perdeu-se completamente, castiga-se o professor por ser duro e suspende-se porque ralhou ou foi mais agressivo com os meninos.
Naquele tempo, os miúdos brincavam juntos pelas ruas depois da escola...não havia adultos a supervisionar e sabíamos que não nos podíamos "esticar" mas ainda assim apanhávamos ar, sujávamos a roupa, brincávamos, ríamos, saltávamos e pulávamos como loucos... não tínhamos consolas, nem computadores, nem jogos electrónicos, mas éramos barras no dominó, no jogo do anel e em toda a panóplia de jogos de cartas.
Naquele tempo os pais tinham um ataque histérico que dava origem a meia hora de ralhete e muitas vezes a um tabefe ou a uma palmada bem assente quando por acaso ou fruto da brincadeira rompíamos a roupa... as calças eram caras, muitas vezes já tinham sido dos irmãos mais velhos e não eram para estragar... hoje a moda são as calças o mais rasgadas possível e de preferência a assentar em sítios que deixam a cintura a uns cêntimetros de distância.
Naquele tempo, sobretudo para os miúdos que cresceram nas aldeias deste país então rural, os tempos livres eram para ajudar no campo, para tomar conta do gado, para ajudar nas sementeiras, nas colheitas, nas lides do campo e nas lides domésticas... não tínhamos natação (a não ser quando tínhamos a sorte de viver perto de um rio ou ribeiro ou de ter um tanque suficientemente grande), equitação, ginástica, música nem toda a panóplia de actividades que os miúdos hoje têm ao dispor e que acabam por lhes encher o dia deixando pouco tempo para serem crianças.
Naquele tempo tratávamos os mais velhos por você, incluíndo os pais, e os pedidos dos mais velhos eram ordens... hoje é tu cá tu lá e nem a velha regra de que quando os pais se lembram que temos dois nomes é porque a coisa está mal parada resulta.
Naquele tempo tínhamos tão pouco... mas o pouco que tínhamos era tanto: éramos felizes, alegres, brincalhões, sabíamos o essencial sobre a vida e o mundo e não imaginávamos que para além da linha do horizonte se estendia todo um universo que um dia estaria ao nosso alcance com um simples clique...éramos crianças.
E hoje em dia? Serão as nossas crianças felizes? Será que esta geração tecnológica e consumista que tem tudo ao dispor sabe aproveitar o que lhe é dado tantas vezes com tanto sacrifício? Será que a sociedade que temos vindo a criar soube preparar os mais jovens para tempos adversos e menos fartos? Será que nós os mais crescidos os soubemos preparar para a vida... não para o aqui e agora mas para o amanhã?
E será que nos soubémos preparar a nós mesmos ou que nos deixámos embarcar neste onda consumista que vive de aparências, de estatutos e muitas vezes de farsas?
Será que seríamos capazes de voltar a viver sem televisão, sem microondas, sem carro, sem computador, sem telemóvel e sem todas as coisas a que ao longo dos anos nos fomos habituando? Será que nos soubémos preparar e preparar os outros para tempos mais complicados? Será que somos capazes de prescindir de tantas comodidades face às dificuldades que se avizinham?
Não sei... talvez. O que sei é que em pouco mais de três décadas as coisas mudaram tanto que olhando para trás é dificil reconhecer o passado... mas embora isso me preocupe o que me assusta mesmo é pensar que a este ritmo daqui a três décadas pode não haver sequer passado para onde olhar...e pior ainda pode não haver futuro no horizonte...
É isto que dá pormo-nos a pensar...

domingo, setembro 05, 2010

Um abraço


(Imagem retirada da Internet)



Tanto que um simples abraço pode dizer,
tanta emoção que nele se pode esconder,
tanto sentimento que nele se pode achar,
tanta coisa que se diz sem sequer falar.
Um abraço que ameniza a pontade de dor
deixada pela seta fatal de um não amor,
acalma o receio de um coração hesitante
minado pela dúvida e incerteza constante.
Um abraço alegra quem com ternura o recebe
e torna o passar dos dias mais doce e leve,
afasta a tristeza que por vezes ensombra a vida
e torna o momento numa recordação querida.
Um abraço pode deixar tantas saudades
de passados que foram na vida amizades,
pode contudo abrir novos rumos e caminhos
aos corações que não mais serão sozinhos.
Um abraço são palavras que se dizem sem dizer,
um abraço são mil emoções incapazes de se conter,
um abraço é uma estrada, um abrigo, uma ponte,
um abraço é um ontem, um hoje, um horizonte...

quinta-feira, agosto 12, 2010

Participação Antologia Internacional "Poesia Pura e Simples"




Sou Como

Sou como um peixe nadando no mar poluído
sem conseguir ver ou respirar em condições,
nadando em círculos, sentindo-se tonto e perdido
no meio do remoínho das mais vastas situações.

Sou como uma ave voando no céu escuro e nublado
sem conseguir perceber qual o rumo certo a tomar,
voando em círculos sem chegar a nenhum lado
onde possa as extenuadas asas enfim repousar.

Sou como uma folha arrancada pela ventania
sem conseguir parar de andar aos tropeções,
de um lado para o outro sem sonho ou alegria
onde possa ancorar as suas crescentes ambições.

Sou como uma labareda que a água extinguiu
sem saber sequer porque se deixou assim apagar,
fumegando a saudade do que um dia existiu
na força de um fogo que apenas sonha recomeçar.

domingo, julho 11, 2010

Em busca de outra sorte

Trago esta ansiedade cravada em mim como um punhal,
como uma poção mágica que me abafa e me faz mal,
como um fantasma que me assombra e inquieta,
como uma sonolência que não me deixa estar desperta.
Trago esta angústia presa a mim como uma maldição,
como uma força estranha que me vai minando o coração,
como uma dor que aos poucos me vai derrubando,
como ferro em brasa que por dentro me vai queimando.
Trago esta tristeza ancorada em mim como barco ao cais,
como um conjunto de negras e tenebrosas conjunturas astrais,
como um fardo que arrasto sem saber porque razão,
como uma alma imensa carente de carinho e compreensão.
Trago a alma triste, cansada, sem rumo nem direcção,
como uma folha que se sopra ao vento da palma da mão,
como uma bússola que já não encontra o norte,
como caminhante errante em busca de outra sorte.

quarta-feira, junho 30, 2010

Saramago num poema


Imagem retirada do Google - Site:static.publico.clix.pt

Nasceste num lugar diferente da Terra do Pecado,
estudaste num Manual de Caligrafia e Pintura,
Levantado do Chão onde a vida te quis prostrar
ficaste amarrado e preso ao Memorial do Convento,
No ano da Morte de Ricardo Reis iniciaste uma viagem
numa inigualável Jangada de Pedra de fino trato,
descobriste a História do Cerco de Lisboa e nunca
acreditaste em religião que não nesse desprezado
Evangelho Segundo Jesus Cristo que te feriu de morte
o orgulho de ser Português e te levou para outras paragens,
abriste os olhos dos homens num Ensaio Sobre a Cegueira
e sem nunca viveres numa Caverna foste um Homem Duplicado
que se multiplicou em muitos num largo campo de acção,
no Ensaio sobre a Lucidez deixaste antever o que seriam
As intermitências da Morte e numa Viagem de Elefante
abriste portas à discussão, à contradição, à revolta e ao espanto
ao dares a conhecer ao mundo esse teu Caim que seria sem saberes
o prenúncio de um fim… o teu fim…o fim do homem enquanto matéria
e o inicio do homem enquanto energia eterna e imortal
que leva A Bagagem do viajante Deste Mundo e do Outro,
e deixa neste mundo terreno saudade e As Pequenas Memórias.

segunda-feira, junho 21, 2010

Desfolho as letras do teu nome - 2º Lugar na Categoria de Soneto nos VI Jogos Florais do Concelho de Tondela

(Imagem retirada do Google)



Desfolho as letras do teu nome como malmequeres
amarelos colhidos num jardim à beira da estrada,
desfolho-as e penso no que dirás quando souberes
que me dizem que afinal por ti nunca fui amada.

Desfolho as letras do teu nome em quieta surdina
na escuridão da noite que me envolve os pensamentos,
desfolho-as e por momentos volto a ser a menina
que acreditava na pura inocência dos sentimentos.

Desfolho as letras do teu nome como uma ladainha
na esperança de que a repetição se torne realidade
e de que num passe de magia apareças junto de mim,

de que num gesto mudo ponhas a tua mão na minha
e de que por momentos o sonho possa ser verdade
e de que na escuridão da noite se faça luz por fim.

terça-feira, junho 08, 2010

Oh Concelho de Ferreira


Oh concelho de Ferreira cheio de beleza e encanto
Orgulhosamente vestido com o teu verdejante manto,
O Zêzere ledo e calmo se espraia em ti de lés a lés
E o Ribatejo rendido abraça a Beira a teus pés.

Nove são as freguesias que trazes no coração
Todas belas e airosas cheias de alma e tradição,
Cada uma com seu santo, sua lenda e sua história
Que se perde no tempo muito para alem da memória.

Pedro Ferreira te deu foral e D. João III te fez vila,
Pertenceste aos Templários e foste da Ordem de Cristo,
Keil compôs a Portuguesa na tua paisagem tranquila
E deu ao país um hino como nunca se havia visto.

D. Carlos foi caçador na vastidão dos teus montes,
Foste berço de mil nomes e outros tantos talentos,
Brotam em ti frescas águas que dão de beber às fontes
Onde se refrescam as almas e aclaram os pensamentos.

quarta-feira, maio 19, 2010

Vida? O que é a vida?

Vida? O que é a vida?

A vida começa com um choro furioso enquanto

o ar entra pela primeira vez nos nossos pulmões,

é olhar cada coisa com um ar de espanto

à medida que o tempo avança e nos ensina,

é cair, esfolar os joelhos e fazer arranhões,

é ver em cada gesto o esboço de uma sina,

a vida é saber que tudo é eterno enquanto dura

e que mais vale insistir do que nunca tentar,

é saber que até o diamante mais duro se fura,

é aprender com cada gesto, com cada pessoa,

é rir, é cantar, é sonhar e tantas vezes chorar,

é acreditar que a essência da vida é boa,

a vida é um pião que gira sem direcção,

é um rosto que se cruza no nosso caminho,

é por vezes tristeza, por vezes apenas solidão,

é saber que algures existe um ombro amigo,

é abrir os braços ao mundo e colher o amanhã,

é fechar os olhos e arriscar à beira do precipício

a vida é tudo e esse tudo é nada…

a vida é a única coisa que nos é dada,

a vida é a única coisa que é nossa até ao dia

em que a uma certeza maior diga:

- Vida…está na hora de fechar o ciclo e morrer.

terça-feira, maio 11, 2010

Apresentação do meu livro em Ferreira do Zêzere




Existem dias que nos marcam, ocasiões que perduram para além do tempo e memórias que ficarão para sempre gravadas nas páginas do livro da nossa vida. Sem qualquer sombra de dúvida o dia 08 de Maio foi um desses dias por razões que enunciarei mais à frente.
O dia amanheceu chuvoso o que não foi propriamente animador mas a esperança na realização de um sonho iluminou o dia. Foi com alegria que assisti à chegada de familiares, amigos e conhecidos que sem olhar à chuva saíram de sua casa, do conforto do seu lar simplesmente para estar presentes num dia tão importante para mim…a apresentação do meu 1º livro na terra a que orgulhosamente chamo minha… a todas essas pessoas o meu agradecimento sincero.
Não posso, em consciência, deixar de salientar o empenho, a dedicação, o apoio e o esforço de todos os que tornaram possível a realização desta iniciativa e sobretudo de todos quantos se empenharam na sua divulgação. Aqui deixo um agradecimento à Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere e à Biblioteca Municipal e de forma particular à Dra. Maria Emília Benedito na qualidade de Vereadora da Cultura e à Dra. Carla Mourão responsável pela Biblioteca Municipal não só por me terem honrado com a sua presença mas por todo o empenho e carinho com que receberam esta iniciativa.
Por vezes temos um bocadinho a mentalidade dos pequeninos e a síndrome do coitadinho, porque somos pequeninos, porque estamos no interior, porque não temos grandes apoios nem grandes meios mas a verdade é quando as coisas são feitas com empenho e sobretudo com coração tornam-se inesquecíveis, memoráveis e grandiosas na sua simplicidade autêntica… e isso faz de nós uns gigantes!
Este dia para além da importância óbvia inerente à ocasião revestiu-se de uma importância extra…porque entre os presentes estava uma amiga muito especial, que fez uma longa viagem para finalmente ao fim de mais de seis anos de amizade virtual feita de muitas cartas, de muitas mensagens e de muitos e-mails se tornar num abraço sentido, sincero e muito real…um grande beijinho à minha amiga Maria que finalmente se tornou real assim como o meu sonho. Contudo devo também um grande obrigado à minha colega e amiga Célia e à sua filha Ana que fizeram também elas um longo caminho para estarem presentes e para brindar os presentes com a sua forma sentida e única de interpretar as palavras que escrevo.
A todos os que tornaram possível a realização deste evento quer pelo seu empenho, quer pelo esforço, quer pela sua presença só tenho uma palavra a dizer: Obrigada!

Deixo-vos algumas fotos deste dia que sem dúvida será uma página memorável no livro da minha vida.

Dra. Maria Emília (na sua simpática introdução, eu e a minha amiga Célia)








Eu com as minhas amigas Maria (à direita) e Célia (à esquerda)


Dra. Carla e Célia


As flores lindas que a minha amiga Maria me ofereceu


As duas Marias (a minha Mãe e a minha Amiga)

quarta-feira, abril 21, 2010

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Tem dias que a gente chora...




Tem dias que a gente chora de alegria e animação
E noutros a gente chora de tristeza e decepção.
Tem dias que a gente chora de uma piada engraçada
E noutros a gente chora por essa vida desgraçada.
Tem dias que a gente chora da alegria da chegada
E noutros a gente chora a partida anunciada.
Tem dias que a gente chora de amor e de paixão
E noutros a gente chora de raiva e desilusão.
Tem dias que a gente chora olhando a beleza da vida
E noutros a gente chora olhando a gente esquecida.
Tem dias que a gente chora por uma vitória no futebol
E noutros a gente chora as mágoas todas assim de um rol.
Tem dias que a gente chora porque acorda vivo a mexer
E noutros a gente chora alguém que acabou de morrer.
Tem dias que a gente chora de tão grande felicidade
E noutros a gente chora de tão grande saudade.
Tem dias que a gente chora perante a beleza do mundo
E noutros a gente chora porque bateu lá no fundo.

E essa lágrima que vejo escorregando no seu rosto
Será de pura alegria ou de imenso desgosto?

domingo, janeiro 24, 2010

Update sobre o meu livro


Hoje venho ao vosso encontro por três motivos, todos eles relacionados com o mesmo tema:

1º Informar que já é possivel adquirir o meu livro (em papel) online através do link que se segue:
http://www.worldartfriends.com/store/443-helena-pinto-emocoes-a-flor-do-verso.html

2º Informar que também já é possível adquirir o meu livro em formato de e-book através do seguinte link:
http://www.worldartfriends.com/store/397-emocoes-a-flor-do-verso.html

2º Agradecer as palavras e manifestações de incentivo, carinho e apreço com que me têm agraciado.
É muito bom ouvir coisas boas, e até menos boas, sobre o nosso trabalho porque são essas opiniões que nos incentivam a fazer cada vez mais e melhor.

Obrigada!

sexta-feira, janeiro 22, 2010

E se um dia...como no Haiti?

E se um dia acordasse com o chão a estremecer?
E se um dia sentisse sobre mim o peso das paredes a abater?
Que faria? Que faria se um dia o mundo que sempre conheci
Ficasse reduzido a um monte de escombros poeirentos?
Que faria? Que faria se um dia tudo aquilo que vivi
Se perdesse em gritos desesperados e sangrentos?
Que faria? Que faria se se esvaíssem em nuvens de nada
Aqueles que amei, aqueles que habitam dentro do meu coração?
Que faria? Que faria se numa manhã de forma inusitada
Toda a minha vida se resumisse a um monte de destruição?
Que faria? Que faria se das profundezas do mar se erguesse
Irado um gigante em espasmos de violento tremor?
Que faria? Se num piscar de olhos tudo desaparecesse
E se nada restasse além do medo, da morte e do horror?
Que faria? Que faria se um dia acontecesse aqui
Uma tragédia semelhante à que varreu o Haiti?

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Ano Novo


Ano Novo


Tocam as doze badaladas no sino lá da igreja
E em cada passa põe-se o sonho que se deseja,
Uma nota no bolso para muita sorte e fortuna
E o champanhe traz uma vertigem de espuma.

Deitam-se fora coisas velhas na esperança, talvez,
Que o ano que passou as enterre de uma vez,
Há foguetes a estoirar e tampas de tachos a bater
Para afugentar o mal que se quer de vez esquecer.

Há muita festa e alegria, há risos e animação,
Uma nova esperança acesa dentro do coração:
Que este ano novo que ainda agora aqui chegou
Não seja de todo pior do que aquele que acabou.