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domingo, julho 11, 2010

Em busca de outra sorte

Trago esta ansiedade cravada em mim como um punhal,
como uma poção mágica que me abafa e me faz mal,
como um fantasma que me assombra e inquieta,
como uma sonolência que não me deixa estar desperta.
Trago esta angústia presa a mim como uma maldição,
como uma força estranha que me vai minando o coração,
como uma dor que aos poucos me vai derrubando,
como ferro em brasa que por dentro me vai queimando.
Trago esta tristeza ancorada em mim como barco ao cais,
como um conjunto de negras e tenebrosas conjunturas astrais,
como um fardo que arrasto sem saber porque razão,
como uma alma imensa carente de carinho e compreensão.
Trago a alma triste, cansada, sem rumo nem direcção,
como uma folha que se sopra ao vento da palma da mão,
como uma bússola que já não encontra o norte,
como caminhante errante em busca de outra sorte.

1 comentário:

  1. amo o jeito que voce domina as palavras.
    são mais que névoa fria.
    são belas como um jardim. parabens

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