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terça-feira, novembro 19, 2013

Motim de palavras!

(Imagem retirada da Internet)
 
 
Amotinaram-se as palavras
que trago encerradas no peito,
recusam-se a soltar as amarras
e a sair alinhadas a preceito,
recusam-se a ser verso de poema
ou letra de uma qualquer canção,
recusam-se a dar voz ao dilema
e a tomar o partido do coração.

Amotinaram-se as palavras
que uso para falar do que calo,
recusam-se a ser linhas malfadadas
onde me perco, me afundo e me ralo,
recusam-se a ser o meu abrigo
ou o refugio dos meus medos,
recusam-se a ser poema sentido
que me nasce na ponta dos dedos.

quinta-feira, outubro 24, 2013

Chove-me... Troveja-me...!!

                                                                   (Imagem retirada da Internet)


Chove-me na alma o imenso cansaço desta vida
Mundana, sem rumo, sem direcção, sem futuro,
Sem esperanças, sem certezas, sem alegria,
Sem forma de trepar para o outro lado do muro.
Troveja-me na alma a profunda indignação
Com a desatenção, com a frieza, com a estupidez,
Com a mais absoluta e plena falta de orientação
Com que esta gente governa apenas na sua altivez.
Chove-ma na alma a vontade de berrar a plenos pulmões
Que estou farta deste bando, desta corja que nos mata
Aos poucos a esperança, a oportunidade e as opções
e que transforma o nosso futuro num monte de sucata.
Troveja-me na alma a ânsia de ouvir palavras de bem,
De ouvir razões, explicações, de ver justiça e igualdade,
De saber que é errado tirar a quem já quase nada tem
E que ainda existe algures uma réstia perdida de humanidade!

quinta-feira, julho 25, 2013

Pergunto-me

Imagem retirada da Internet - Google
Pergunto-me o que se esconde dentro da profundidade do teu olhar…
Pergunto-me que palavras se gritam no silêncio dos teus pensamentos…
Pergunto-me em que coisas acreditas e que causas defendes
Na perfeita elocução das tuas sempre fundamentadas afirmações…
Pergunto-me a ternura que paira no suave calor de um abraço teu…
Pergunto-me a que sabe a imaginada doçura terna do teu beijo…
Pergunto-me o que te faz ter medo e que coisas é que tu receias
Na perfeita imagem de equilíbrio e compostura que transmites…
Pergunto-me o que vêem os teus olhos quando olham em redor…
Pergunto-me que sentimentos te consomem o bater do coração…
Pergunto-me se tu existes ou se na verdade não passas de uma ilusão
Criada para me povoar os pensamentos e tornar mais leve a solidão…

segunda-feira, julho 22, 2013

Distância





A distância de dois pontos separados pela imensidão da vida

Torna-se assim numa longa e austera estrada para percorrer,

Torna-se numa luta quase desesperada para que sobreviva

A imensa força de um desejo presente repleta de bem-querer.

 

A distância física que separa os corpos aproxima as almas

E torna-se num simples factor de luta e de perseverança,

Torna-se num desejo de navegar em águas mais calmas

Ancorado numa imensa e poderosa noção de confiança.

 

A distância fria e cruel que separa dois corações enamorados

Torna-se na coberta que aquece as noites frias de saudade,

Torna o querer e o amor em poderosos amigos e aliados

Que dão novo alento às palavras liberdade e eternidade.

domingo, maio 26, 2013

Antologia "Audaz Fantasia"

Foi com muita alegria que participei na Antologia AUDAZ FANTASIA, onde na venda de cada livro 2€ revertem a favor da Mithós Associação Apoio Multideficiência.
O lançamento foi esta tarde  no Museu João Mário em Alenquer pelas 15:30 h
Animação Musical pela jovem Cheila Raposo um talento do Carregado - Alenquer
Apresentação da Antologia foi feita por Cristina Fernandes.


Deixo o texto de minha autoria que integra esta obra.




Eu só queria...


Eu só queria ser quem sou
Sem amarras e sem prisões,
Eu só queria ir por onde vou
Sem motivos ou explicações.
Eu só queria ser quem sou
Sem máscaras e sem disfarces,
Eu só queria ir por onde vou
Sem entraves nem enlaces.
Eu só queria ser quem sou
Sem medos e sem temores,
Eu só queria ir por onde vou
Sem fantasmas nem horrores.
Eu só queria ser quem sou
Sem sombras e sem pressões,
Eu só queria ir por onde vou
Sem me perder nas situações.
Eu só queria ser quem sou
Sem fugir ao meu eu natural,
Eu só queria ir por onde vou
Sem que nada corresse mal.
Eu só queria ser quem sou
Nem que fosse por um dia,
Eu só queria ser quem sou
...Mas isso é uma audaz fantasia…
 
 



sexta-feira, maio 10, 2013

Desabafo!

Hoje não me sinto europeia, nem ibérica nem sequer portuguesa… hoje sinto-me basicamente á rasca! Ah pois é! Eu e mais uns 10 milhões de fantoches que são manipulados por um bando de salteadores engravatados que parecem decididos a alcançar a gloriosa destruição deste país.
Pergunto-me como é que em meia dúzia de séculos um país passa de dono de meio mundo a pobre arrendatário da ponta mais ocidental da Europa! Fantástico!
Mas no meio de tanta desgraça ainda encontro coisas que me fazem rir… é… este bando de salteadores que nos tomou de assalto consegue fazer verdadeiros números de circo: por um lado defende os pobres idosos sozinhos, isolados… muito nobre… mas depois espolia-os de parte das suas pensões e reformas fruto de uma vida de trabalho a construir o país que agora querem desmoronar, afastam-lhes os filhos que vivem noutras paragens porque o custo dos combustíveis não permite grandes avarias, aumenta-lhes os transportes, fecha-lhes os centros de saúde, as farmácias, as lojas e por aí fora…
Consegue informar com grande propriedade e certeza que estamos no bom caminho quando toda a gente vê o número de desempregados a aumentar e a economia a ser asfixiada numa tentativa de morte lenta… muito bom!
Consegue assim de uma penada assaltar-nos, espoliar-nos, despojar-nos da nossa dignidade, da nossa honra e do nosso orgulho… diria até que em breve conseguirá espoliar-nos da nossa nacionalidade. Grandes feitos, hem?!
Que esse bando de abutres sedentos de poder que paira sobre nós sem sentir o cheiro da podridão que nos emana das entranhas erre… bom ainda se pode aceitar… mas que não saiba fazer mais nada se não errar, mentir, espoliar, denegrir … bom aí já me parece demais.
Hoje não me sinto europeia, nem ibérica, nem sequer portuguesa… hoje sinto-me basicamente á rasca… sinto-me asfixiada, sufocada, humilhada, abandonada, envergonhada e revoltada! Sinto-me revoltada por estar a ver o meu país a ser morto aos bocadinhos… envergonhada por ver que os seus sequestradores e malfeitores não são punidos e vivem lautamente na sua confortável distância da realidade, que se pavoneiam por aí dando-se ares de grande coisa quando não passam de marionetas nas mãos daqueles que na verdade nos governam: a Europa rica, desenvolvida e com esperanças de recuperação.
Pergunto-me se este bando de salteadores consegue dormir à noite sem beber uma garrafa de um bom vinho topo de gama, sim que vinho nacional é uma pobreza, ou sem os preciosos comprimidos de uma qualquer marca famosa e conhecida… pergunto-me se conseguem pousar a cabeça na almofada e sentir-se gente!

quarta-feira, maio 08, 2013

Anjo de Luz

O teu sorriso tem o brilho jovem
de uma vida à espera de acontecer
e do teu doce e terno olhar chovem
sonhos de uma vontade cheia de querer.

Trazes nas mãos um futuro expectante,
uma mão cheia de incerteza e esperança,
trazes no teu ser essa magia constante
de quem sonha o que o horizonte alcança.

És um desses seres de luz especial
que enchem esta vida de luz e de cor,
és um anjo do bem que vence o mal
e que ao passar espalha pétalas de amor.

sexta-feira, março 08, 2013

Ser Mulher

A todas as ladies deste mundo!
 

Mãe sempre presente e carinhosa,
Útil nas piores e melhores ocasiões,
Lutadora pela justo e pelo correcto,
Honesta sem sombra de traição,
Esposa, amante, amiga e companheira,
Responsável por si e pelos que ama.
 
Mão amiga que ampara a queda perigosa,
Uma luz que ilumina todos os corações,
Linda no seu discurso simples e directo,
Humilde e orgulhosa da sua condição,
Esperta e muitas vezes até pioneira,
Resplandecente como o brilho da chama.
 
Mulher… és tudo isto e muito mais,
Mulher… és única entre os demais,
Mulher…és tu, tu, tu e sou eu também,
Mulher… és o melhor que o Mundo Têm!
 

 

terça-feira, janeiro 22, 2013

Caminho por aí...

Caminho por aí sem rumo nem direcção,
caminho por aí sem saber por onde vou,
caminho ao som latejante de um coração
que a tua cruel indiferença quase matou.

Caminho por aí no meio da vasta multidão,
caminho por aí sem memória ou lembrança,
caminho por aí para enganar esta solidão
que não me dá tréguas e nunca se cansa.

Caminho por aí ao sabor do vento corrente,
caminho por aí no silêncio deste vazio,
caminho por aí sozinha no meio da gente
que me arrasta, me atropela e me agonia.

Caminho por aí como um errante vagabundo,
caminho por aí em busca do que se perdeu,
caminho por aí e calcorreio meio mundo
em busca desse outro ser chamado EU!

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Em busca de outra sorte

Trago esta ansiedade cravada em mim como um punhal,
como uma poção mágica que me abafa e me faz mal,
como um fantasma que me assombra e inquieta,
como uma sonolência que não me deixa estar desperta.
Trago esta angústia presa em mim como uma maldição,
como uma força estranha que me vai minando o coração,
como um dor que aos poucos me vai vencendo e derrubando,
como um ferro em brasa que por dentro me vai queimando.
Trago esta tristeza ancorada em mim como barco no cais,
como um conjunto de negras conjunturas astrais,
como um fardo que arrasto sem saber porque razão,
como uma alma imensa carente de carinho e compreensão.
Trago a alma triste, cansada, sem rumo nem direcção,
como uma folha que se sopra ao vento da palma da mão,
como uma bússola usada que já não encontra o norte,
como um caminhante errante em busca de outra sorte...

quinta-feira, janeiro 03, 2013


Começo de ano… tempo de olhar em frente e de fazer o balanço do que ficou para trás.

2012 não foi propriamente um bom ano… em muitos aspetos. Houve coisas boas, coisas menos boas e coisas más… houve risos, lágrimas, revolta, mágoa, tristeza… e sei lá mais o quê-

Olhando para trás vejo que talvez tenha magoado algumas pessoas… lamento…

Vejo que decepcionei algumas pessoas… não intencionalmente mas aconteceu… preferia que não tivesse acontecido mas já que aconteceu só posso pedir desculpa. Contudo por certo não desiludi essas pessoas tanto como me desiludi a mim mesma… espero que com o passar do tempo as coisas mudem…e a decepção se torne em algo menos complicado de carregar.

Vejo que as pessoas raramente são aquilo que vemos… aquilo que pensamos… aquilo que queremos que elas sejam. Vejo pessoas que depois de anos desapareceram da minha vida sem uma palavra, sem um sinal, sem um adeus…

Vejo pessoas que quando as coisas se tornaram complicadas simplesmente viraram as costas… esqueceram-se como se telefona ou se manda um e-mail…esqueceram-se simplesmente de estar lá…

Vejo pessoas que quando as coisas se complicaram se revelaram nas suas palavras, nos seus gestos, no seu apoio… no simples facto de saber que estavam ali… a essas o meu obrigada!
Vejo pessoas que depois de anos entraram de novo na minha vida por obra do acaso, como num passe de magia...

Vejo que as coisas nem sempre correm como queremos, que as pessoas nem sempre são o que esperamos, que a vida nem sempre é o que desejamos e que o tempo passa e não volta atrás.

Vejo que há coisas que quando se perdem não voltam… há pessoas que quando partem não regressam… há sentimentos que quando se quebram não voltam jamais a ter o mesmo sentido…há dentro de nós um sem número de outros “eu” que nem sequer sabíamos que existiam… há dentro de nós sentimentos com que não sabemos lidar… há situações que ninguém nos ensinou como enfrentar… há decepções que não sabemos como ultrapassar…

Quando olho para trás vejo isto e muito mais… quando olho para a frente… bom… vejo nuvens, turbulência, trovoada, vejo nevoeiro e tempestade… mas acredito que por trás disso tudo se esconde um raio de sol… um pequeno raio de sol brilhante, quente e acolhedor que aos poucos se vai tornar num sol reluzente que vai fazer com que tudo fique melhor…