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segunda-feira, julho 20, 2015

Uma boa surpresa!


Chegou hoje pelo correio uma surpresa inspiradora e motivadora... feeling good! ;)

sábado, julho 18, 2015

Santa Teresa de Jesus




Santa Teresa de Jesus
que em Ávila foste nascida
és na escuridão a luz
que ilumina a nossa vida.

Foste entre homens a primeira
doutora que a igreja honrou,
da minha aldeia és padroeira
e por ti ela hoje se engalanou.

Hoje há festa e há procissão,
anjinhos de branco vestidos,
há uma grande fé no coração
e devoção nos nossos sentidos.

Honramos a tua bela memória
e te pedimos com grande ardor
escreve com fé a nossa história
e enche-nos o coração de amor.

quarta-feira, julho 15, 2015

Surpresa colorida :)


        Olho a capa colorida… abro a revista e os meus olhos passeiam-se pelas alvas folhas onde traços negros delineiam formas que esperam ganhar cor… parece-me bem. Gosto de desafios, de experiências novas por isso acedo ao convite. Reviro as gavetas e lá no fundo encontro uma caixa de lápis de cor e um apara-lápis que há muito não têm uso.
        Sento-me confortavelmente e penso para mim:
        - Vamos lá experimentar só uns minutinhos para ver o que isto dá.
        Abro a primeira página… os lápis perfilam-se à espera de ser escolhidos, pego num aleatoriamente e começo a colorir. Dou por mim a sorrir e por instantes parece-me ouvir uma voz que me diz: 
        - Vá lá menina, isso pintado como deve de ser… sempre dentro dos riscos!
        Aqueles espaços de papel alvo vão ganhando nova cor e aos poucos as formas antes insípidas e sem graça começam a ganhar vida… começa a surgir diante de mim um novo mundo de formas coloridas e alegres.
        Paro a contemplar o meu trabalho… parece-me bem, visto assim… deixa cá ver que horas são, talvez ainda consiga fazer mais qualquer coisa…ai! Nem posso acreditar! Já começou um novo dia e eu nem me dei conta! Vamos lá arrumar tudo… devolvo os lápis de cor ao aconchego da caixa, pouso a revista no conforto na minha mesa, deito um último olhar, esboço um sorriso e penso para mim: 
        - Bem… a habilidade pode não ser muita, mas de facto a descontracção instalou-se. Dito isto apago a luz e deixo-me envolver por uma experiência nova que mais do que dar vida a folhas de alvo papel me encheu a alma de cor e por momentos me fez voltar a ser criança…

terça-feira, julho 14, 2015

A sociedade do descartável

          Sou daquelas pessoas que tem a mania de pensar demais nas coisas... às vezes é bom e às vezes nem por isso... enfim. Ultimamente tem-me dado para olhar em meu redor e confesso que me preocupa, para não dizer que me assusta o que vejo.
          Vivemos na sociedade do descartável... Está maluca!- Estão vocês a pensar a esta altura. Não estou não - respondo eu.
          A verdade é que ao longo dos tempos se foram perdendo os valores, as noções básicas do respeito, os afectos e as coisas para a vida. Fomos construindo uma sociedade onde tudo é efémero e onde tudo faz sentido até ter utilidade... porque depois é simplesmente jogado fora.
         Os idosos deixam de poder contribuir com o seu trabalho, muitas vezes para o sustento dos filhos, começam a dar trabalho, a entorpecer, a dizer coisas sem sentido... não há problema despeja-se num lar ou num hospital e eles que cuidem...ou então deixa-se em casa à sua sorte à espera que uma alma caridosa se lembre de por lá passar para ver se ainda mexe.
        Os bebés são tão maravilhosos... mas são tantas vezes incómodos, provocados pela insensatez de quem os trouxe os mundo... não faz mal despeja-se no lixo e espera-se que uma qualquer instituição o acolha e faça dele um adulto em condições.
       Os amigos são tão bons... mas quando deixam de fazer o que os outros querem e a fazer-se valer por si mesmo tornam-se incómodos... não há problema troca-se por outro e começa-se tudo outra vez.
       Os animais são tão fofinhos... mas dão trabalho, largam pelo e a pessoa quer ir de férias... não há problema despeja-se aí num descampado e lá para o Natal vamos a um abrigo buscar outro, assim sempre salvamos um animal, pelo menos até às próximas férias.
        Tudo é fantástico enquanto serve um propósito, depois qual moral, qual respeito, qual solidariedade, qual ética... depois é cada um por si e mais nada! Hoje nada é para sempre... hoje quase nada é sequer para durante algum tempo... hoje tudo se troca à velocidade da satisfação dos caprichos e dos desvairos de cada um. Hoje tudo é bom enquanto dura... mas dura tão pouco que nem há tempo para apreciar e ver o quão bom é de facto!
       Vivemos na sociedade do descartável, onde tudo é reciclável, onde tudo pode ser trocado por uma versão mais adequada a qualquer momento, onde se dá real valor a muito pouco, onde se ensina muito pouco o respeito, a partilha, a moral, a rectidão, a amizade e os afectos. Vivemos numa sociedade cada vez mais fria, mais crua, mais despida... na realidade cada vez mais cinzenta e desagradável e cada vez menos sociedade...