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segunda-feira, dezembro 21, 2015

Um cheirinho de um dos textos que vai fazer parte desta Antologia "Sensualidades!...

"És folha de alvo papel, delicado e com doce aroma
onde as minhas mãos, qual pincel de astuto artista,

desenham novos sonhos, novos mundos, novas sensações

que te enchem de sombreados coloridos e alegres,

cada pedaço teu é um cantinho de tela em branco

onde rabisco linhas sem nexo e sem razão (...) "

sexta-feira, dezembro 18, 2015

Cansei!

      As pessoas são qualquer coisa de fantástico... sobretudo aquelas que consideramos amigas e que no fundo não vêem um palmo para além do seu próprio umbigo. 
      Aquele tipo de pessoa que nos aluga o tempo e a paciência com as suas longas divagações sobre o quão negra e desgraçada é a sua existência e como a vida de toda a gente é tão melhor, sem sequer perguntar: " Estás disponível?"... porque partem do principio de que são as únicas pessoas ocupadas e com vida no mundo.
      Aquele tipo de pessoa que nos leva a certa altura ao limite e que nos faz fazer aquilo que mais detestamos: discutir forte e feio! E porque detestamos discutir? Porque quando se chega a esse ponto sai tudo por atacado, diz-se o que se quer e o que não se quer, o que se deve e não se deve... e que, pior que tudo, no fundo nos faz ficar desiludidos connosco próprios por não termos sido capazes de resistir mais tempo e ignorar!
      Aquele tipo de pessoa que nos tira do sério e que nos faz aborrecer e ser incorrectos com terceiros que não têm nada a ver com o assunto e que na melhor das hipóteses acham que somos loucos e desequilibrados.
       Aquele tipo de pessoa que nos faz chegar ao limite, que nos desequilibra, que nos faz sentir mal connosco, que nos faz sentir que não somos os suficiente, que não valemos o suficiente, que não merecemos nada de bom e que ainda se sente no direito de se sentir ofendida!
      As pessoas são qualquer coisa de fantástico... sobretudo aquelas que revelam o pior de nós... aquelas que no fundo não nos querem bem mas apenas o bem delas mesmas. A essas pessoas só tenho uma coisa dizer: "Cansei! A vida é bem melhor sem gente falsa, invejosa, egocêntrica e basicamente parva!"

Quero!

Quero voar nas asas rebeldes da imaginação,
Quero dar rédea solta ao sentir do coração,
Quero conjugar os verbos que existem em mim,
Quero escrever um poema que não tenha fim…

Quero ser mais do que aquilo que sonho ser,
Quero dar asas à vontade e libertar o querer,
Quero escrever as palavras que guardo em mim,
Quero recordar-te como flor do meu jardim…

Quero ir para além daquilo que a vista alcança,
Quero fazer brotar raios de luz e de esperança,
Quero deixar o copo das emoções transbordar,
Quero viver, quero amar, quero poder sonhar!

terça-feira, dezembro 15, 2015

Há dias...

             Há dias em que a pessoa se cansa… e num repente decide virar a mesa!
Há dias em que a pessoa se cansa de ouvir palpites, opiniões, desaforos… cansa-se de ser maltratada por gentinha idiota que não consegue ver para além do seu próprio umbigo!
Há dias em que a pessoa se cansa de ser acusada, culpabilizada e destratada por pessoas sem moral para abrir a boca e com telhados de vidro muito fino!
Há dias em que a pessoa se cansa de ser boazinha, cordial, politicamente correcta para não ofender ninguém e acaba por levar um murro no estômago!
Há dias em que a pessoa se cansa de gente medíocre, estúpida, mal formada, gente que vê defeitos em tudo e em todos e não consegue ter a humildade suficiente para ver a sua própria imagem!
Há dias em que a pessoa se cansa de ouvir, de engolir, de calar… e aí… bem aí é o Deus nos acuda! Aí a pessoa se vira do avesso e roda a baiana! Aí a pessoa deixa sair tudo… o que deve… o que não deve… o que pode e o que não pode! Aí as palavras não pedem licença e saem numa torrente! Aí a casa vem abaixo! Aí as pessoas percebem que a pessoa ter bom coração não significa que é estúpida nem capacho de ninguém! Aí a pessoa chora, grita, esperneia, pragueja e como uma tempestade de Verão deixa tudo virado do avesso… e não quer nem saber!

Há dias em que a pessoa se cansa de ser bonança e se torna tempestade… e quando passa a fúria, quando a raiva esfria, quando passa a frustração, quando a poeira baixa… aí sim… aí a pessoa fica de bem consigo mesma… e sabem que mais: quem gosta, aceita… quem não gosta que se dane!

quinta-feira, dezembro 03, 2015

Onde começa o sonho?




Onde começa o sonho?
Começa numa folha branca de papel
Onde como que esculpida a cinzel
A ideia ganha forma e ganha vida
Numa espécie de quimera prometida.
Começa num acumular de situações
Onde se põem à prova as humanas tentações
Que nos atormentam o decorrer dos dias
E que aos poucos nos fazem sentir vazias.
Começa no dia em que decidimos renascer
Dando-nos a hipótese de um novo rejuvenescer
Capaz de nos devolver a vida, a alegria,
Capaz de nos arrancar da alma a melancolia.
Começa no dia em que ganhamos asas
Para voar em aventuras planas e rasas
Que nos devolvem a essência do ser,
Que nos ensinam que querer é poder!

In "O Sonho em Poesia I" Antologia Poesia Contemporânea 

terça-feira, dezembro 01, 2015



Chegou hoje pelo correio... o que eu gosto destas surpresas! 
É sempre um prazer participar nestas inicitivas que dão a conhecer palavras que andam escondidas por aí, á espera de uma oportunidade para verem a luz do dia. 
Para mim é um orgulho! Já sei quem me vai acompanhar neste serão ;)