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sexta-feira, dezembro 30, 2016

Vem aí o novo ano



Mais um fim de ano que se aproxima...mais um que se inicia... mais uma vez o ciclo da vida cumpre o seu curso.
Assim, nesta altura quero dizer a todos em geral e a cada um de vós em particular o seguinte: obrigada por tudo o que foi bom, por terem feito parte da minha vida neste ano que passou e espero por vocês em 2017… e desculpem por tudo o que possa ter sido menos bom e pelas vezes em que as coisas não correram bem.

Para 2017 desejo:
que os vossos sonhos mais queridos se realizem,
que os vossos projectos mais desejados se concretizem,
que os vossos desejos mais fervorosos sejam alcançados,
que a saúde, a harmonia, o amor, a esperança, a persistência, a amizade e a coragem sejam vossa companhia permanente,
que cada uma das derrotas que possam aparecer sejam apenas mais um passo dado no caminho da vitória,
que cada uma das mais pequenas vitórias tenha o sabor de uma batalha ganha,
que cada dificuldade, que cada obstáculo, que cada pedra no caminho seja uma oportunidade de crescer, de evoluir e de melhorar,
que no vacilo haja sempre uma mão amiga (ou duas J ) que vos ampare e que na alegria haja sempre alguém que sorria convosco,
que ao vosso lado haja quem chore a vossa tristeza, quem ria na vossa alegria e quem celebre genuinamente e com orgulho as vossas conquistas,
que ao vosso lado estejam as pessoas que importam, aquelas que vos fazem sentir fortes, únicos e especiais, aqueles que fazem com que a vida valha a pena, as que fazem a vossa vida mais feliz e mais colorida, as que não caminham nem à frente nem atrás mas ao vosso lado em todas as situações.
Para 2017 desejo que ele vos traga o que no vosso coração mais desejarem e desejo que este novo ano permita que os nossos caminhos, das mais variadas formas, se continuem a cruzar e a encontrar.
Beijos para quem é de beijos, abraços para quem é de abraços e tudo e tudo para quem gosta de aproveitar tudo aquilo a quem direito!
Bom Ano para vós e para as vossas famílias também!

quarta-feira, dezembro 28, 2016

domingo, dezembro 18, 2016

Balanço

Existem certas alturas em que por diversas razões sentimos necessidade de fazer um balanço, sentimos necessidade de avaliar o nosso percurso, a nossa existência e a nossa capacidade de existir.
Quando se aproxima o final de mais um ano sentimos necessidade de fazer um balanço, de olhar para trás na esperança de descobrir o que nos espera mais à frente.
E quando fazemos esse balanço descobrimos um pouco mais sobre nós, sobre o mundo que nos rodeia, sobre a forma como nos relacionamos com os outros, os caminhos, as curvas e as contracurvas do nosso percurso passageiro por esta existência terrena. Na verdade acabamos por descobrir muito sobre a vida...
E no momento de fazer o balanço percebemos... percebemos que o que realmente importou, o que realmente ficou, o que realmente marcou não foram os planos que fizemos, não foram os projectos que idealizámos, não foram as programações, as combinações e os horários que tentámos cumprir, não foram os sonhos nem os ideais... o que realmente importou, o que marcou na verdade foram os abraços e os beijos que demos com vontade, foram as gargalhadas espontâneas, foram os encontros não planeados, foram os sorrisos calorosos e os olhares trocados, foram os gestos sinceros e as palavras sentidas, foram as horas que nem demos por passar, foram as pessoas que genuinamente nos fizeram ver para além do óbvio, foram as atitudes inesperadas e corajosas de mudança ...na verdade o que fica e o que realmente importa não é a vida que sonhámos, que desejámos, que idealizámos e pela qual passámos alheios e conformados...O que importa é que vivemos...o que importa é que não nos limitámos a existir...alheios ao facto de que viver é um acto de coragem, de mudança, de construção, de evolução...o que realmente fica para além do tempo, para além de nós e da nossa passagem efémera por este mundo é que ousámos viver! 

sexta-feira, dezembro 16, 2016

E passado algum tempo...

E passado algum tempo percebi, fez-se luz na minha cabeça e aclarou-se a minha alma: o que sentia não eram saudades tuas... mas sim saudades do que sentia quando estava contigo.
Não era de ti, enquanto pessoa, que sentia saudades, era na verdade daquilo que tu me fizeste descobrir dentro de mim mesmo...
Não era de ti, enquanto pessoa, que sentia saudades, era daquilo que eu descobri que podia ser...
Não... já não sinto saudades... e sabes porquê? Porque percebi que não preciso de ti para ser quem sou...percebi que não eras tu que quem me fazia ser aquela pessoa... percebi que fui, sou e serei sempre eu...mesmo sem ti e na verdade, sei-o agora, sobretudo, sem ti...

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Mini Conto Tropical

Ele era fado e corridinho… ela era bossa-nova e samba;
Ele era maçã e pêra-rocha… ela era pitanga e guaraná;
Ele era cavaquinho e acordeon… ela era berimbau e pandeiro;
Ele era vinho tinto e do porto… ela era cachaça e caipirinha;
Ele era bacalhau e pastel de nata… ela era feijão preto e brigadeiro;
E das suas diferenças, com o tempo, construíram uma ponte transatlântica…

E dois continentes fundiram-se num só, no calor forte de um abraço anunciado…

terça-feira, dezembro 06, 2016

Será que realmente conhecemos as pessoas

Convivemos com as pessoas. Passamos tempo com elas.
Estamos todos os dias à mesma hora no mesmo lugar,
Ouvimos todas as histórias que têm para nos contar,
Compartilhamos as tristezas e a vontade de chorar,
Emprestamos um ombro quando a palavra é desabafar.
Convivemos com as pessoas. Passamos tempo com elas.
Cruzamos os caminhos do nosso destino e da nossa vida,
Entrelaçamos as alegrias e partilhamos a raiva contida,
Juntos retomamos a força que por vezes parece perdida,
Lado a lado levamos as agruras desta vida de vencida.
Convivemos com as pessoas. Passamos tempo com elas.
Desenrolamos juntos um novelo feito de mil emoções,
Observamos a mágoa e acompanhamos as decepções,
Aprendemos a ler no silêncio os gestos e as acções,
Damos-lhe um espaço dentro dos nossos corações.
Convivemos com as pessoas. Passamos tempo com elas.
Serão elas aquilo que são ou aquilo que nós queremos?
Serão aquilo que achamos ou são muito mais do que vemos?
Terão dentro de si um outro eu que desconhecemos?
No final resta a pergunta: será que realmente as conhecemos?

segunda-feira, novembro 28, 2016

O pior é que é verdade


O pior é que é verdade... e algumas ainda fazem aquele número de teatro; força...estou contigo (mas se te lixares, melhor ainda)! Dão-se ao trabalho de encenar, com mais ou menos arte, o seu apoio, o seu inventivo, chegam até a dar dicas motivacionais!

Mas...como desistir is not an option... fiquem lá com a vossa maldade, com as vossas más energias, com os vossos recalcamentos, com as vossas invejas, com as vossas frustrações e as vossas más vibrações e sejam felizes!

Fiquem nesse vosso mundinho egocêntrico e pequenino onde não cabem emoções e sentimentos verdadeiros, onde as palavras e as atitudes não andam de mãos dadas, onde o que parece raramente é.

Fiquem com a vossa amargura, com o vosso veneno, com a vossa escuridão interior, com o vosso eterno descontentamento, com vossa alma vazia... se é isso que vos faz sentir bem...

Para quem me deseja sombra...só tenho uma palavra: luz... afinal cada um dá aquilo que tem de melhor.

terça-feira, novembro 22, 2016

Vejam lá se percebem...ok?



Com certeza já todos reparamos naquelas marcas amarelas ou brancas que alguém se lembrou de pintar no pavimento dos estacionamentos...

Pois é...tenho novidades chocantes para alguns: malta o objectivo é estacionar dentro das marcações!

Verdade...eu sei deve ser uma notícia chocante para os que estão convencidos que as riscas são para marcar o meio do carro por forma a poderem ocupar dois lugares...ou para achar a diagonal da viatura...ou que foram pintadas porque não havia mais nada para fazer...ou que são meramente decorativas...mas é assim a dura realidade, ok? As marcas são para delimitar o espaço onde devem estacionar!

Por isso vejam lá se percebem o conceito...vão ver que até é mais simples arranjar lugar para estacionar...

sábado, novembro 19, 2016

Heis uma pergunta...


Heis uma pergunta pertinente...uma pergunta daquelas que parecem simples demais, mas na verdade nos fazem pensar...
Medo de tentar? Sim... acho que já todos tivemos medo de tentar. Pelo menos até termos percebido que sem tentar jamais sairemos do mesmo lugar, jamais iremos mais além, jamais sairemos do conforto do sempre igual...
Já todos tivemos medo de tentar... até percebermos que tentar é o único caminho para alcançar novos sonhos, para viver novas histórias, para experimentar novas sensações...

Medo de não conseguir? Sim... já todos tivemos medo de não conseguir, medo de falhar o objectivo, medo de cair no ridículo, medo de não sermos o suficiente, de não sabermos o suficiente, de não valermos o suficiente, de não merecermos o suficiente...
Já todos tivemos medo de não conseguir...até percebermos que não conseguir não nos torna mais fracos, mais imbecis, mais infelizes...mas tornas-nos mais fortes, ensina-nos que erros evitar, ensina-nos a crescer, a sobreviver e a avançar...

Medo de tentar? Não... tenho medo é de não tentar!
Medo de não conseguir? Talvez... mas sei que se não der certo desta vez...um dia vai dar...desde que continue a persistir, a acreditar e a combater os meus medos e as minhas incertezas...


domingo, novembro 13, 2016

Existem coisas simples...

Existem coisas simples... tão simples que por vezes as pessoas não lhe dão valor.
Existem coisas que em certas situações valem mais que mil palavras, mais que mil conversas...mais que mil moedas de ouro.
Existem gestos... pequenos gestos que aquecem o coração e que acendem a luz da alma.
Existem gestos que no momento certo são pequenos nadas que valem tudo.
São assim os abraços sentidos e os sorrisos sinceros, abertos e iluminados.
São assim os abraços em silêncio e os sorrisos espontâneos.
São assim os sorrisos que no silêncio das palavras iluminam os momentos.
São assim os abraços que na distância dos gestos abraçam os sentidos.


domingo, outubro 30, 2016

Dia de Finados e Dia de todos os Santos



A festa ou solenidade do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. Esta festa é celebrada pelos crentes de muitas das igrejas da religião cristã.

A Igreja Católica celebra a Festum Omnium Sanctorum (Festa de Todos-os-Santos) a 1 de novembro que é seguido pelo dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro.

Assim...para quem se esqueceu a nossa tradição não tem a ver com bruxas, nem com máscaras, nem com abóboras... isso é mais uma tradição importada por nós, como tantas outras que adoptamos enquanto guardamos as nossas no fundo da gaveta.

A nossa tradição tem a ver com crianças que saem à rua, com saquinhas de pano a pedir Pão por Deus... ou a pedir o bolinho...tem a ver com o cheiro a erva doce e a broas quentinhas a sair do forno... tem a ver com a partilha entre os habitantes da comunidade... tem a ver com recordar aqueles que já não estão entre nós...

A nossa tradição é nossa...e aos poucos vamos deixando que caia no esquecimento. As crianças já não ligam a essas "foleirices" e os adultos já não têm tempo...para nada na verdade...nem para viver já têm tempo...

Eu cá... adoro estes cheiros, estas cores, estes usos e costumes...levam-me de volta a lugares e a tempos felizes, tempos onde havia tempo para tudo e sobretudo para todos...

Bom feriado a todos!


sábado, outubro 29, 2016

Revoltante

Existem noticias que nos chocam, outras que nos espantam, outras que nos revoltam e depois há outras que nos viram as entranhas do avesso de tanto que nos enojam...

Cruzei-me hoje com uma dessas noticias: uma menina de 8 anos que foi obrigada a casar com um homem de 40 e que morreu na suposta "noite de núpcias" em consequência de lesões internas graves...

Mas que raio de mundo é este em que vivemos? Que raio de espécie somos nós que nos dias de hoje permite tais coisas? Que raio de espécie é esta que por um lado evoluiu desmesuradamente a nível tecnológico e por outro continua a permitir a existência de práticas tão ou mais aberrantes que esta? Que raio de pensar tem esta gente que vende as filhas, que as sujeita a esta degradação... que basicamente as envia para a morte? 

O que é que isto tem a ver com pobreza? O que é que isto tem a ver com religião? O que é que isto tem a ver com o que quer que seja? 

Como é que é possível? Pode a pobreza servir de justificação? Pode a miséria e a sobrevivência justificar a violação e morte de crianças a troco de meia dúzia de euros? Pode a tradição servir de justificação a actos bárbaros, degradantes e homicidas? Pode a ignorância servir de desculpa a estes actos miseráveis?  

Pergunto-me que mundo é este... pergunto-me para onde caminhamos... pergunto-me como podem os ditos países civilizados preocupar-se com as riquezas naturais a ponto de despoletar guerras e massacres sem sentido e depois fechar os olhos à aniquilação da riqueza humana só porque acontece em países pobres e subdesenvolvidos... 


sexta-feira, outubro 28, 2016

Virtualidades

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Todos os dias, à mesma hora, no mesmo local, tinham encontro marcado.
Trocavam desabafos, ternuras, sonhos e projectos... na vida real nunca se viram,
nunca se tocaram... nunca se ouviram... e no entanto era como se se conhecem desde miúdos...

quarta-feira, outubro 19, 2016

Enterro peculiar

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Foi um enterro peculiar e muito pouco convencional,
não houve defunto, nem missa, nem velas, nem flores,
não houve choro, nem pranto nem nada do que é normal,
não houve lágrimas, nem perdas, nem mágoa, nem dores...
Não houve ninguém para ver nem tão pouco acompanhar,
não houve avisos, nem noticias com fotos no jornal,
bastou um suspiro longo e profundo para a enterrar
numa gaveta de memórias debaixo de um ponto final...

terça-feira, outubro 18, 2016

Desafio de escrita – Poemas e Contos com o tema “Humanidade”



Mais uma bela iniciativa...uma oportunidade de criar, de evoluir, de dar a conhecer as nossas palavras.
Estas iniciativas são meritórias porque não só visam estimular a escrita desafiando cada um de nós a apresentar as suas criações como permitem a divulgação e a apreciação das mesmas.
Para mim, mais do que os resultados, o importante é participar, colaborar, ajudar a dinamizar e divulgar estas oportunidades de convívio, de partilha e de criatividade.
Por mim, obrigada por estas oportunidades e claro parabéns a todos os que aderiram e sobretudo à vencedora.

segunda-feira, outubro 10, 2016

Desafio Mini Conto






Olho à minha volta. Nos últimos tempos muita coisa mudou na minha vida, O tempo passa a correr e nós acabamos por correr também…mas agora é momento de parar…respiro e sem pensar faço delete naquele ficheiro de fotografias cheio de memórias. Desligo o tablet…arrumo-o na mochila… respiro fundo e sorrio… levanto-me e sigo em frente…agora só falta fazer delete ao coração para tudo ficar bem…

quarta-feira, outubro 05, 2016

Símbolos da Republica


E no dia em que se comemora a Implantação da Republica, nunca é demais lembrar os seus símbolos máximos e perceber o significado que encerram.

Símbolos nacionais

A Constituição da República determina, no seu artigo 11º, nºs. 1 e 2:

1 – A Bandeira Nacional, símbolo da soberania da República, da independência, da unidade e integridade de Portugal é a adoptada pela República instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910.

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Significado dos símbolos e cores:

As 5 quinas simbolizam os 5 reis mouros que D. Afonso Henriques venceu na batalha de Ourique.
Os pontos dentro das quinas representam as 5 chagas de Cristo. Diz-se que na batalha de Ourique, Jesus Cristo crucificado apareceu a D. Afonso Henriques, e disse: "Com este sinal, vencerás!''. Contando as chagas e duplicando por dois as chagas da quina do meio, perfaz-se a soma de 30, representando os 30 dinheiros que Judas recebeu por ter traído Cristo.
Os 7 castelos simbolizam as localidades fortificadas que D. Afonso Henriques conquistou aos Mouros.
A esfera armilar simboliza o mundo que os navegadores portugueses descobriram nos séculos XV e XVI e os povos com quem trocaram ideias e comércio.
O verde simboliza a esperança.
O vermelho simboliza a coragem e o sangue dos Portugueses mortos em combate.
Autores da Bandeira Republicana: Columbano, João Chagas, Abel Botelho



2 – O Hino Nacional é A Portuguesa.

terça-feira, outubro 04, 2016

Excertos

(Excerto, quem sabe, de um  capitulo de uma nova aventura :) )


Não sabia o que fazer com o estranho vazio que lhe ficara no coração depois de a ter enterrado bem lá no fundo do baú das memórias e de lhe ter posto em cima uma lápide de pesadas recordações agridoces, mas sabia que não podia voltar atrás.

Nessa noite acomodou-se confortavelmente no velho sofá de napa, que ela tanto odiava, e bebeu...não para esquecer mas para tentar afogar até à morte as lembranças e encher com o doce néctar, que ela abominava, o vazio que lhe ficara nas entranhas...

domingo, setembro 11, 2016

Hipocrisia Sazonal

Depois de meditar sobre o assunto...cheguei à conclusão de que existem pessoas que sofrem de uma espécie de doença ainda não diagnosticada: hipocrisia sazonal.

Sendo que a hipocrisia é o acto de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui e sazonal é uma característica de um evento que ocorre sempre numa determinada época do ano, parece-me lógica a junção de ambos para explicar certas atitudes em certas alturas do ano.


Já sei... estão a pensar: não estou a perceber nada! Pois então eu passo a explicar.

Durante o ano há quem passe o tempo a criticar esta porque usa as saias muito curtas, aquela porque usa um decote descomunal, a outra porque usa aquelas roupas meio transparentes...passam o ano a criticar, a falar das opções de cada um, dos gostos de cada um. Algumas pessoas não usam decotes porque acham que isso é indecoroso, outras não usam roupas curtas porque há coisas que não são para mostrar a toda a gente, outras não usam calções porque não gostam de andar de pernas ai léu... e por aí fora... mas depois essas mesmas pessoas pavoneiam-se nas praias com uns biquínis minúsculos, aparecem por aí com micro saias, frequentam ginásios e eventos públicos com roupas coleantes, calções que parecem cintos e decotes até ao umbigo... hummm curioso...

O que será que faz as pessoas terem dois pesos e várias medidas? Criticarem o ano inteiro e depois no Verão 
tornam-se a personificação de tudo aquilo que andaram o resto do tempo a criticar? 
Tornarem-se de repente naquilo que tanto estigmatizaram, naquilo que tanto criticaram, naquilo que tanto julgaram?

A melhor forma de o interpretar é acreditar que sofrem de hipocrisia sazonal!

Da mesma forma que existem pessoas que passam o tempo a criticar outras, passam por elas sem lhes falar como se tivessem alguma espécie de peste, olham-nas de soslaio, não lhes ligam nenhum e de repente quando essas pessoas fazem alguma coisa que chama a atenção, que tem mérito, que tem impacto, que é comentado, estão na fila da frente a dar abraços e beijinhos e a dizer " Eu sempre soube que tu eras capaz".

Mais uma vez: hipocrisia sazonal!

E que dizer daquelas pessoas para quem somos invisíveis a maior parte do tempo, que nunca se dão ao trabalho de aparecer, que não se dão ao trabalho de telefonar, que parecem nunca se importar com a nossa existência, mas que de repente quando nos encontram e até vêem que estamos bem dizem um rasgado: "Gostei tanto de te ver! Aparece!"

Sério? Caso típico de hipocrisia sazonal.

E quem não se lembra de mil outras situações, de mil outras vezes em que as atitudes das pessoas contradizem aquilo que passam a vida a apregoar, a criticar, a maldizer, a criticar? E quem não se lembra de pelo menos uma vez ter sido vitima de hipocrisia sazonal?

Cá por mim parece-me tão lógico e tão óbvio...que talvez seja ridículo verbalizar esta teoria...mas enfim, corro o risco...

terça-feira, setembro 06, 2016

Perguntas...

Perguntas... diversas perguntas que são feitas em voz alta e outras que ficam no silêncio escondido de quem teme as respostas...e prefere não arriscar.

Respostas que são naturais, simples, óbvias nalguns casos...noutros nem tanto.

Onde queres chegar? Onde a vontade, a determinação e a persistência me levarem...

Qual é o objectivo? Melhorar...ser cada dia um pouco melhor...descobrir quem sou e do que sou capaz...

Porquê? Simples: porque sim...porque quero... porque me apetece...porque tenho vontade...

Não achas que já chega? Não...por acaso até nem acho.

Não provaste já o que querias? Não! Não quero provar nada a ninguém... a não ser a mim mesma!

Não te preocupa que te achem ridícula? Não! Ridículos são os que se acomodam, os que não ousam evoluir, crescer, os que não tentam melhorar, os que não ousam viver, os que não ousam sonhar, os que temem enfrentar a vida, os que que temem as opiniões dos outros, os que preferem apenas existir em lugar de viver.

Não... nada disso... não sou nem quero ser melhor que ninguém... quero apenas ser o melhor que posso ser...quero aprender...quero conhecer-me, entender os meus limites e as minhas reais capacidades...quero viver... quero evoluir...quero crescer...quero ser a melhor versão de mim que conseguir ser... e quero que se dane quem não entender isso!

Está respondido...ou é preciso explicar melhor? ;)

domingo, setembro 04, 2016

quinta-feira, setembro 01, 2016

Micro Conto...


Na vida o que importa...

A vida não é como o placard onde se anotam resultados de um jogo.

Não importa com quem saíste, com quem te zangaste, com quem conviveste, com quem namoraste, quem beijaste, quem odiaste ou quem fingiste não existir ou quem apagaste da tua vida e do teu mundo.

Não importa a cor ou o padrão da tua roupa, o tamanho do salto dos sapatos que usas, a cor que usas no cabelo, onde vives, onde te divertes ou onde gostas de estar.

Não importa o que disseste, nem o que ficou por dizer, nem o que fizeste, nem o que querias ter feito mas nunca tiveste coragem, não importa quem querias ter sido, o que querias ter lido ou que que querias ter conhecido.

Na vida…nenhuma dessas coisas importa realmente. Na vida o que importa é o que tu amas e o que feres… é sobretudo a forma como tu te sentes em relação a ti próprio…a forma como tu aprendeste a amar-te a ti mesmo, com todos os teus defeitos e todas as tuas qualidades.

Na vida o que importa são as coisas que fazem da tua vida uma vida de verdade: é o amor, é a confiança, é a compaixão, é a coragem e é a alegria.

Na vida o que importa são as pessoas que ficam contigo no bem e no mal, aquelas com quem podes contar nos dias de sol e nos dias de tempestade, aquelas que se alegram com o teu sucesso e não invejam os teus esforços nem os teus resultados.

Na vida o que importa não são as palavras que dizes mas o sentido com que as dizes, a forma como as dizes e a força com que as dizes.

Na vida o que importa é o que tu sentes, é aceitar as pessoas como são e pelo que são, é ser justo, ser verdadeiro, ser fiel a si mesmo… o que importa é não te venderes por qualquer preço nem trocares a tua dignidade por favores…o que importa é seres capaz de te aceitar a ti mesmo para saberes aceitar os outros.

Na vida o que importa é que a tua vida sirva para tocar a vida dos outros, que o teu sorriso sirva para acender outros sorrisos, que o que tu és sirva de exemplo e de motivação, que tu sejas feliz e que sejas capaz de espalhar felicidade em teu redor, que tu encontres a tua paz e com isso tornes o mundo que te rodeia mais doce e mais sereno.


Na vida o que importa são as escolhas que fazes…sobretudo quem tu escolhes ser…por isso escolhe com sensatez porque a tua escolha pode tornar o mundo um lugar mais belo e especial…

Na areia húmida





Na areia húmida desta praia deixo a marca dos meus passos
Impressa com a força do meu desanimo e dos meus cansaços,
Marcas que se vão apagando com as lágrimas que se escapam
Dos meus olhos, lágrimas que me atormentam e me matam.

Lágrimas de terna saudade da pessoa que eu já fui um dia
E que se perdeu algures nos labirintos desta vida estranha,
Lágrimas de mágoa por tudo o que em tempo sonhava e queria
E que com o tempo se tornou numa ilusão fosca e tamanha.

Lágrimas que o vento que corre ao cair desta tarde outonal
Aos poucos vai enxugando até ficarem apenas finos traços,
Lágrimas que se misturam com o salgado das ondas do mar,

Lágrimas que me lembram que tudo um dia tem o seu final,
Lágrimas que vão além dos sentidos, das almas e dos espaços,
Lágrimas de quem hoje desistiu de continuar a sofrer e a chorar.


In "Emoções à flor do Verso"





quarta-feira, agosto 24, 2016

Motivação... simples assim...



Aprendi que a motivação é uma espécie de combustível essencial para a condução da nossa vida. Descobri que ela pode vir de uma fonte externa ou que pode simplesmente vir do nosso interior, mas independente da fonte a verdade é que ela se transforma no combustível que nos permite conduzir a nossa vida…

Aprendi que a motivação interna é bem melhor, muito mais poderosa e muito mais eficaz…talvez porque é mais genuína e mais duradoura.

Aprendi que o poder da motivação é uma fonte inesgotável e a força que ela nos transmite, até nas piores fases, é verdadeiramente impressionante.

Aprendi que para encontrarmos a nossa motivação temos por vezes de sair da nossa zona de conforto, temos, por vezes, de superar as nossas próprias barreiras, temos de vencer os obstáculos que fomos erguendo…temos de nos combater a nós mesmos…

Aprendi que a motivação nos faz sentir mais leves, mais seguros, mais determinados…mais fortes…mais capazes de enfrentar a vida, o mundo e sobretudo mais capazes de lidar com os outros e connosco mesmos.

Aprendi que a motivação pode mudar a nossa vida, pode contagiar os que nos rodeiam e nos querem bem… mas também pode inflamar a inveja dos que na verdade não querem tanto bem assim…

Aprendi que a motivação nos faz ver o mundo com outros olhos, faz-nos olhar para dentro de nós, faz-nos avançar, faz-nos encarar a vida de outra forma, faz-nos encarar o dia-a-dia com um sorriso mais aberto e uma serenidade maior, faz-nos acreditar…sobretudo isso…faz-nos acreditar!

Aprendi que a motivação, quando gerida de forma correcta, nos transforma, nos revitaliza, nos faz querer ser mais e melhor, nos faz irradiar uma luz que ilumina os que desejam que ela se mantenha mas que incomoda os que se ofuscam com o brilho dos outros…aprendi que a motivação nos faz crescer, nos faz melhorar, nos faz crescer, nos faz avançar…

Aprendi que a motivação é uma arma poderosa…aprendi que a motivação tem o poder de nos transformar na melhor versão de nós mesmos… aprendi que a motivação nos faz descobrir força, coragem e capacidades que desconhecíamos…

Aprendi que a motivação pode, quando usada de forma certa, transformar-nos por dentro, fazer de nós pessoas melhores, capazes de tornar o mundo em seu redor mais belo, mais positivo, mais alegre, mais leve e mais agradável apenas com a simplicidade de um sorriso genuíno…

segunda-feira, agosto 22, 2016

sábado, agosto 20, 2016

Os olímpicos...pelos meus olhos...

Levantam-se mil vozes contra os atletas portugueses que participaram nos Jogos Olímpicos.
Ouvem-me mil protestos contra a falta de medalhas... questiona-se, muitas vezes, de forma indelicada, rude e sem escrúpulos a competência, a entrega e a vontade desses mesmos atletas.
Escrevem-se comentários, crónicas e afins e emitem-se opiniões muito pouco dignas e muito pouco humanas.
Revoltam-se as massas e lá vem a célebre máxima " ainda bem que no futebol..."...
Pois perdoem-me a opinião...mas a mim revoltam-me é esses comentários.
Para começar um atleta que chegue a uns Jogos Olímpicos é só por si à partida um vencedor!
Chegou onde a maior parte de nós jamais irá chegar, abdicou de coisas que muitos de nós nem sequer considerariam abdicar, dedicou-se de uma forma que a maioria de nós seria incapaz, superou-se para além do superável, sofreu, chorou e dedicou-se de corpo e alma... e a maioria deles fá-lo sem as menores condições, sem apoios, sem patrocínios, sem exposição mediática, sem  contratos milionários...
Estes atletas representam o país... o nosso país...quantos de nós podem dizer que já o fizeram? 
Estes atletas competem ao mais alto nível, competem com atletas de alto nível, superam-se, levam o nome deste nosso país além fronteiras...e deviam encher de orgulho aqueles que de facto se orgulham do seu país. 
Estes atletas deviam ser estimulados, apoiados, ter condições mínimas para treinar com qualidade, ter condições para viver e treinar e lutar com dignidade e não ser achincalhados por pessoas que provavelmente nunca fizeram nada na vida que os orgulhasse a si mesmos quanto mais aos outros!
Estes atletas merecem respeito...merecem apoio...merecem orgulho...merecem que se olhe para eles, para o seu percurso, para o seu esforço, para as suas dificuldades...merecem que o mundo saiba que existam e que dão o seu melhor...merecem ser admirados, honrados e merecem sobretudo ser tratados com dignidade e respeito!
Não são as medalhas que medem a qualidade, o esforço e a dedicação...
Talvez se neste país todas as modalidades tivessem uma décima parte dos números milionários que movimentam o futebol...talvez se as reformas vitalícias milionárias atribuídas a pessoas que nunca fizeram nada se não enterrar o país e encher os próprios bolsos fossem convertidas em apoios a atletas que de facto fazem alguma coisa e sabem o que é o significado da palavra sacrifício...talvez se o dinheiro gasto em viagens ao estrangeiro para pagar favores fosse transformado em bolsas para pagar as deslocações destes atletas... talvez se exigíssemos aos nossos políticos, gestores de topo e afins a dedicação, a coragem, a honestidade, a abnegação, o sacrifício e os resultados que exigimos aos nossos atletas...talvez tivéssemos um país melhor, mais transparente, mais justo, mais honesto e que efectivamente nos orgulhássemos!
Por mim...sinto orgulho em todos aqueles atletas! Sinto orgulho nas suas vitórias, nas suas derrotas, nos seus percursos, nos seus esforços... sinto orgulho que apesar de tudo, que apesar de arrasados pela imprensa e comentadores de bancada ainda sintam orgulho nas cores que representam!
São vencedores em competições onde infelizmente não se ganham medalhas: honestidade, integridade, sacrifício, determinação e coragem!

quinta-feira, agosto 18, 2016

Mais importante....

Mais importante do que valorizar aquilo que já se conseguiu...é ter a humildade de reconhecer que ainda há muito caminho para andar.

Mais importante do que exaltar os feitos já alcançados é ter a consciência de que perto do que ainda falta esses feitos são quase insignificantes.

Mais importante do que te envaideceres com os elogios ao que já alcançaste é teres a modéstia de reconhecer de que fizeste um bom trabalho mas que ainda te falta muito para fazer.

Mais importante do que te concentrares no ruído à tua volta é seres capaz de olhar para dentro de ti, descobrires-te a ti próprio, alcançares uma paz de espírito que te permita estar de bem contigo, com a vida e com os outros.

quinta-feira, agosto 11, 2016





A cidade anoiteceu envolta num denso manto de fumo e abraçada por um intenso cheiro a queimado...a cor laranja fogo do sol que se esconde lembra-nos que de norte a sul há um país a arder...
Este anoitecer, quase fantasmagórico, faz-nos lembrar que há pessoas que vão anoitecer sem casa, bombeiros que vão anoitecer no calor de uma noite que vai pegar no dia e estender-se sem destino...
Na televisão anuncia-se a criação de um grupo de trabalho para avaliar a floresta... acho uma certa graça (trabalho...como se essa gente soubesse o que isso é)...depois de qualquer tragédia criam-se grupos de trabalho...o problema é que de ano para ano nada muda...continuam a arder áreas imensas, continua a haver pessoas cuja vida é reduzida a um punhado de cinza, continua a haver bombeiros sem meios nem condições a arriscar a vida pelos outros, continua a haver meios que não são utilizados, continua a haver o jogo do empurra quando se trata de averiguar responsabilidades e tomar decisões...mas pior mesmo é que continuam a existir "cidadãos com perturbações psicológicas" que tornam o país num inferno e continuam por aí a passear alegremente e a acender fogos atrás de fogos, imunes e impunes...
Outra noticia dá conta que Timor ofereceu ajuda financeira...talvez seja melhor amarrar as notas com um fiozinho para se saber o seu destino... não vão parar aos bolsos de alguém em lugar de colmatar as falhas e deficiências dos meios de combate a incêndios...
E assim cai a noite...e assim passou mais um dia... e assim se viu e ouviu mais do mesmo...
E assim cai a noite...e assim os corações dormem apertados, solidários com a dor de quem sofre...e assim se pensa em pequenos gestos que possam ajudar quem vive a ajudar...
E assim o inferno aguarda o raiar de mais um dia...traiçoeiro, duro, quente e devastador.
..

quarta-feira, agosto 10, 2016

Mais do mesmo




E lá vamos nós... mais do mesmo...ano após ano após ano.
No Verão toda a gente se lembra que existem Bombeiros...
...no resto do ano quem devia importar-se está mais preocupado com as mil e uma maneiras de sacar dinheiro ao povo para manter um estado que parece ter-se tornado um buraco sem fim...
... em atirar farpas a este e aquele, em acender polémicas e confusões...
...em dizer eu fiz e apontar o dedo a quem não fez...quando na verdade todos fizeram m...
... em passear-se por aí de motorista em carros de luxo pagos pelos contribuintes...
...em cirandar de evento em evento, de festa em festa, a sacar lugares de topo em empresas multinacionais onde ganham rios de dinheiro para fazer o que sempre fizeram: nada!...
...em dizer categoricamente que para o ano será diferente...
...mas não é... nunca é... todos os anos...anos após ano após ano ardem áreas imensas de mata, de floresta, de património, todos os ardem casas, viaturas...e pior que tudo, todos os anos se perdem vidas...!
E perante a situação desesperante que o país atravessa há uma série de iluminados que ainda têm o desplante de afirmar que está tudo controlado...este ano até nem está a ser assim tão mau! Sério? Queria ver se tocasse à porta desses inteligentes, se de um dia para o outro se vissem a braços com o desespero de perder a casa para as chamas, de ver o trabalho de uma vida a desaparecer literalmente em cinzas...se tivessem de defender a vida e os outros...Gostava de os ver fardados...ao lado do povo que tanto dizem defender e a agir em lugar de dizer paroladas sem nexo!
No entanto há quem o faça... quem dê a vida pelos outros, pelos bens dos outros... e nunca ganharão num ano o que esses senhores ganham num trimestre...nunca serão noticia na televisão... nunca vão aparecer nas revistas cor de rosa...nunca vão ter direito a ser tratados como heróis...nem vão ter direito a medalhas... ainda assim fazem-no, muitos de livre vontade... e isso só por si faz deles heróis que apenas o povo reconhece!
Aos que sofrem com esta calamidade: uma palavra de conforto e alento.
Aos que combatem este inimigo difícil e traiçoeiro: Muito Obrigada!
Aos que andam por aí a dizer que está tudo muito bem e melhor que nos anos anteriores: tenham vergonha e se não sabem o que dizem, pelo menos façam o favor de ficar calados!

quinta-feira, agosto 04, 2016

No dia em que decidiu, finalmente, viver...trocou todos os seus "não consigo" por uma mão cheia de coragem e alguns "vamos tentar de novo"...

Mini Conto...



Sem saber para onde os passos a levavam, arrumou o ontem dentro de uma mala e partiu sem saber o que o amanhã lhe traria... mas decidida a viver tudo o que o hoje tivesse para lhe oferecer...

quarta-feira, julho 13, 2016

Chateia...um bocadinho

Chateia um bocadinho quando as pessoas tentar demover-nos de algo que nos faz bem, de que gostamos, que nos faz sentir bem connosco e com a vida...

Chateia um bocadinho quando as pessoas não são capazes de assumir as suas verdadeiras intenções e se escondem atrás de meias palavras e argumentos sem fundamento...

Chateia um bocadinho quando as pessoas ficam "melindradas" com o bem estar dos outros, quase como se preferissem que estivessem um tudo nada pior...

Chateia um bocadinho quando falam sem razão, desconfiam sem motivo e sobretudo chateia um bocadinho quando nem coragem têm para dizer as coisas na cara...

Chateia um bocadinho quando as pessoas parecem sentir inveja do bem dos outros... quando a sua existência é tão mesquinha que apenas lhes resta tentar que a existência dos demais seja igualmente deprimente e desprovida...

Chateia um bocadinho quando se julgam as pessoas sem as conhecer, sem saber quem são, sem as conhecer e sem conhecer a sua história...

Chateia um bocadinho quando as pessoas nos chateiam um bocadinho :)


terça-feira, julho 12, 2016

sexta-feira, julho 08, 2016

segunda-feira, julho 04, 2016

domingo, julho 03, 2016

sexta-feira, julho 01, 2016

segunda-feira, junho 27, 2016

Mudança?

Podem as pessoas mudar?
Há quem diga que sim... há quem ache que sim e há quem acredite que sim.
Eu cá acho que não...as pessoas não mudam, as pessoas evoluem, transformam-se, ajustam-se e adaptam-se em função do que lhes é pedido...mas o que são, aquilo que é genuinamente inato não é mutável.
Não acredito em mudanças...ponto! Critiquem se quiserem... tanto me dá.
Assim como acredito que quem acha que consegue mudar alguém...está apenas a perder tempo, esforço e energia que podia despender noutra coisa mais viável, mais lógica e mais real.
Acredito que somos seres em constante processo evolutivo... e que esse processo é mais ou menos lento consoante as variáveis que nos rodeiam. Acredito que somos obras em constante melhoria e aperfeiçoamento... acredito que com a motivação certa podemos transformar a nossa vida, podemos melhorar, podemos crescer, podemos evoluir, podemos despertar outras facetas...acredito que com a motivação certa podemos evoluir muito e tornar-nos pessoas melhores, mais abertas, mais dispostas, mais livres.
Acredito no entanto, que a nossa génese se mantém...não mudamos aquilo que somos...não mudamos a essência do nosso ser...não deixamos de ser quem somos nem como somos...apenas nos ajustamos às circunstancias.
Acredito na melhoria continua...acredito na força de vontade... acredito na força evolutiva... acredito na força de vontade de crescer, de melhorar, de evoluir, de progredir...
Acredito no poder do querer ser mais e melhor, no querer ir mais além...
Acredito sobretudo na capacidade de crescer!

terça-feira, maio 31, 2016

Não desisto de ti... de mim...

Sei que me olham de soslaio quando chuto pedras na rua, quando paro a tentar fazer festas a todos os gatos que encontro, quando assobio uma melodia qualquer ou quando simplesmente sem dar conta trauteio desafinadamente uma canção...

Sei que comentam quando visto aquela roupa colorida, cheia de padrões psicadélicos ou quando o cabelo rebelde amanhece indomável e não há gel nem escova que o faça ficar perfeitamente penteado...

Sei que interiormente condenam as minhas atitudes, as aventuras em que embarco, as coisas que finalmente ganhei coragem de fazer e que ingenuamente insisto em partilhar...

Sei que gostavam que fosse diferente, que fosse socialmente mais adequada, que me comportasse de acordo com a minha idade, como se trepar árvores ou saltar poças de água tivesse uma idade certa para se fazer...

Sei que preferiam que fizesse parte dos padrões socialmente correctos, que fosse uma lady... 

Pergunto-me se estou assim tão errada? Será assim tão errado querer viver e aproveitar os momentos? Será assim tão errado querer ver a vida com cores bonitas? Será assim tão errado querer manter viva a chama da vontade de aprender, de viver, de descobrir, de conhecer? Será assim tão errado querer acreditar que a vida não tem de ser cheia de regras e protocolos?

Não sei... apenas sei que não vou desistir... não vou ignorar... não vou asfixiar... nem vou esconder... vou manter viva, vou cuidar e estimular a criança que ainda existe dentro de mim!

Podem condenar, podem comentar, podem achar cobras e lagartos...apenas tenho uma coisa a dizer: triste de quem mata a sua criança interior... triste de quem prefere "morrer" para a vida do que ousar vive-la...

domingo, maio 29, 2016

Mini Conto (ou tentativa II)



Eram um par do outro mundo: ela vivia com a cabeça na Lua e ele morava nas estrelas que encontrara nos olhos dela...

Mini Conto (ou tentativa...)


Ela era rosas, madressilva e jasmim...ele era hortelã, malvas e açucenas... quando o acaso os fez cruzar ficou no ar um perfume a flores, sonhos e amanhã...

quarta-feira, maio 18, 2016

Revolta-me!

Um certo senhor, presidente de um certo sindicato, do alto da sua importância afirmou que certa classe pode manter uma certa greve por mais tempo do que aquele que a economia aguenta! E o certo senhor, disse esta pérola da democracia, do desenvolvimento, da produtividade e do progresso há mais de 3 dias e ninguém comentou! Alguém afirma com todas as letras que os trabalhadores em greve estão a ser pagos para fazer greve, que têm noção dos danos que isso causa à economia e...nada...silêncio absoluto! 
Mas compreende-se é muito mais importante quem ganhou o campeonato, o que diz o treinador a, b ou c, quem vestiu o quê onde, quem levou o decote maior aos Globos de Ouro...coisas que realmente interessam para aumentar a produtividade e fazer o país avançar!

E enquanto andamos nisto, enquanto impera o silêncio em redor do assunto e enquanto o sindicato "força" alguns a compactuar com esta greve, enquanto ninguém se decide a negociar, enquanto ninguém põe mão nisto, enquanto meio país assobia para o lado, andam uns quantos desesperados porque querem trabalhar e têm matéria-prima sequestrada nos contentores no terminal da Liscont! Andam uns quantos a parar máquinas, a parar produções, a parar pessoas, a perder encomendas, a deixar de vender, a não ter produto nas prateleiras, a perder clientes!
Andam uns quantos a tentar fazer-se ouvir...sem que ninguém os queira escutar!

E ainda há certos senhores, de certa classe, membros de certo sindicato, que têm a distinta lata de dizer que têm salários em atraso, que há quem esteja a passar necessidades e mandar quem questiona as suas palavras ir trabalhar para a Coreia do Norte onde pode ser explorado e viver sem direito! E têm a distinta lata de estar a receber estando em greve! E vêm as esposas dos ditos senhores da dita classe, em carta aberta, apresentar as suas lástimas porque os maridos trabalham 80horas e nunca receberam mais de 8€ à hora! A esses senhores tenho uma coisa a dizer: até ia para a Coreia do Norte trabalhar de graça... mas não posso porque os senhores não estão a fazer o vosso trabalho e ia acabar fechada num contentor no vosso terminal por tempo indeterminado!

Não tenho nada contra quem luta pelos seus direitos...tenho tudo contra quem para lutar pelos seus direitos passa por cima dos direitos dos outros, os ofende, os destrata e ainda se dá ao luxo de nada dizer quando confrontados com números e factos!

Tenho tudo contra quem extrema posições, contra quem recusa negociar, contra quem sob falsos pretextos prejudica quem quer e precisa trabalhar, tenho contra quem se recusa a ouvir e tenho sobretudo contra quem luta sob falsos argumentos!

E já que não posso fazer mais nada...e já que ninguém nos ouve... e já que ninguém parece querer saber...resta-me o desabafo...que ainda posso fazer a menos que um certo senhor, de um certo sindicato também decida que não posso falar!

terça-feira, maio 10, 2016

A greve dos estivadores e o direito à indignação




Perdoem-me o desabafo mas tem de ser… há coisas que, como dizem os antigos me revoltam os fígados.

Desde o dia 20 de Abril que está em curso uma greve da mão-de-obra portuária no Porto de Lisboa, tendo nesta data o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes marítimos do Centro e Sul de Portugal ordenado a paragem de todo o trabalho portuário em Lisboa.

Desde a mesma data estão paralisados neste porto um sem número de contentores, muitos deles já com o processo de desalfandegamento concluído e inclusive com o IVA pago à cabeça, que não têm ordem para ser libertados.

Não obstante todos os danos causados até então, no dia 28 de Abril o referido Sindicato avançou com novo pré-aviso de greve até dia 27 de Maio, tendo no mesmo dia sido emitido um comunicado por parte do Ministério do Mar a dar conta que as negociações tinham fracassado em dois pontos mas que os serviços mínimos estavam garantidos.

Nestes serviços mínimos incluem-se a movimentação de cargas destinadas às Regiões Autónomas e operações de carga e descarga de mercadorias deterioráveis e matérias-primas para alimentação. Oficialmente está tudo a ser cumprido… na prática sabemos que não é assim. Na prática sabemos que existe um sem número de contentores que não são libertados e oficiosamente sabe-se que o braço de ferro está para durar.

Na prática o que resta a quem tem contentores parados, sobretudo no terminal LISCONT, é enviar toda a documentação possível ao Armador, que por sua vez envia ao Sindicato, que por sua vez analisa e decide se o material em questão se enquadra ou não nos serviços mínimos e ordena o seu levantamento em dia e hora, por si fixada, ou simplesmente recusa.

Não tenho nada contra quem luta pelos seus direitos, tenho sim contra quem para lutar pelos seus direitos viola os direitos dos outros, contra quem paralisa a economia retendo contentores de matéria-prima, contra quem impede as empresas de laborar, contra quem promove o inflacionamento de preços de matéria-prima como a soja e o bagaço de soja para as rações, contra quem põe em causa postos de trabalhos de terceiros que se vêm impedidos de laborar por falta de matéria-prima, contra quem põe em causa processos de exportação e sobretudo contra quem de forma velada ajuda a matar um bocadinho mais a cada dia que passa uma economia já por si debilitada.

Indigna-me que a Comunicação Social quase não fale no assunto, que não comente o que se passa, que se limite a assistir e a publicar de quando em vez uma breve notícia, apenas para que não se diga que nada se comunica.
Indigna-me que uma classe que se diz ofendida e ultrajada, que clama estar a ser enxovalhada em praça pública e a ver a sua imagem denegrida, seja a mesma que fez com que só este ano mais de 100 navios deixassem de atracar no Porto de Lisboa, que sejam aqueles que reclamam que é utilizada mão-de-obra mais barata e um sistema de escravatura os mesmos que apresentam taxas de absentismo de 40%.
Indigna-me que sob a bandeira da luta pelos direitos se estejam a sufocar empresas e a ameaçar postos de trabalho de pessoas que trabalham para receber ordenados em nada comparáveis com os destes senhores, porque precisam de sobreviver.
Indigna-me que a classe politica assobie para o lado e se limite a afirmar que não problema, se a greve se mantiver os serviços mínimos também se vão manter.
Indigna-me que o direito à indignação seja usado como arma de arremesso.
Indigna-me que uma classe trabalhadora tenha o poder de ordenar a paralisação do Porto de uma capital Europeia e sobretudo indigna-me que tenha o poder de asfixiar a economia, o tão badalado aumento das exportações e deitar por terra qualquer vestígio de incentivo à produtividade.

Indigna-me esta situação! Indigna-me este não querer saber! Indigna-me que as pessoas usem a bandeira dos direitos e das liberdades em vão! Indigna-me a conivência política com esta situação! Indigna-me sobretudo querer trabalhar e não poder porque um senhor qualquer de um Sindicato com mais nome que juízo decidiu que a matéria-prima que lá tem sequestrada em diversos contentores não é uma prioridade! E como já não posso fazer mais nada, a não indignar-me, pelo menos até que venha um chico esperto de um Sindicato qualquer dizer que indignar-me também não se enquadra nos serviços mínimos…indigno-me e partilho a minha indignação.

segunda-feira, maio 09, 2016

Um dia acordas


Um dia acordas...

Um dia, sem saber bem como, acordas do coma existencial em que tens vivido e percebes que afinal a vida é feita de muitas cores, de muitas curvas e contracurvas, de muitos erros e acertos, de muitas coisas boas e de muitas coisas más. Mas, mais importante que isso, acordas e percebes que a culpa das coisas menos boas não é tua e de repente deixas de te sentir culpado pelas acções dos outros e de carregar o peso do mundo nos ombros.

Um dia percebes que és mais do que aquilo a que te quiseram reduzir, que vales mais do que aquilo que as pessoas estavam dispostas a dar por ti, que consegues mais do que aquilo que as pessoas te incentivaram a tentar, que és livre, que podes ser quem quiseres, quando quiseres e fazer o que quiseres.

Um dia percebes que as coisas não dão errado por tua culpa, que as pessoas não se afastam por tua causa, que os erros não acontecem por tu os provocares.

Um dia percebes que a base da existência é o respeito e a confiança, percebes que não vale a pena perder tempo a tentar perceber as desculpas de alguém que não te consegue olhar nos olhos enquanto fala, percebes que não vale a pena perder tempo a persistir numa coisa que não leva a lado nenhum, percebes que a mania de ser bonzinho e não querer magoar ninguém só te traz dissabores, percebes que ser directo é uma arma poderosa capaz de apanhar as pessoas desprevenidas e de as fazer atropelar-se a si mesmas.

Um dia percebes que tu és mais tu! Que vales pelo que és e que és muito mais do que aquilo que tu mesmo acreditavas ser. Um dia percebes que as pessoas não mudam, nem querem adaptar-se...mas querem que tu mudes em função dos seus caprichos.

Um dia percebes que por vezes perder é ganhar! Um dia percebes que por vezes arriscar é ganhar! Um dia percebes que acreditar é viver!

Um dia acordas e percebes que o mundo é muito mais... percebes que tu és muito mais... e percebes que isso, em lugar de te angustiar te dá força, te dá ânimo, te dá paz, te dá confiança e te dá harmonia! Um dia acordas e percebes que o tempo nunca se perde, apenas se investe em coisas que por vezes não valem a pena.

Um dia acordas e percebes que insistir é mau, que persistir naquilo que se quer e se acredita é bom e que desistir nunca é opção...! Um dia tu acordas e percebes que tu mereces o melhor de ti!

domingo, maio 08, 2016

Coisas que fazem pensar

Às vezes ouvimos coisas que nos deixam a pensar... que nos fazem ponderar... que nos fazem viajar, por vezes, dentro de nós mesmos em busca do seu significado, da sua lógica, da forma como se aplicam a nós.

Acontece com frequência sermos confrontados com palavras que nos fazem pensar, que nos fazem analisar a nossa existência e por vezes até ver o mundo que nos rodeia com outros olhos como se tivéssemos sido levados a outra dimensão da nossa existência.

Este fim de semana tive uma dessas experiências... uma frase que me deixou a pensar e que ainda não me saiu da cabeça. Uma frase que numa primeira reacção me fez rir... mas que com o passar das horas me fez pensar... e pensar... e pensar.

E com o passar do tempo percebo que afinal, apesar da reacção imediata de impossibilidade absoluta, essa frase simples e singela tem a força de uma verdade que muitas vezes ignoramos, por medo, por cobardia ou simplesmente porque nos habituámos a acreditar que não somos bons o suficiente, inteligentes o suficiente, capazes o suficiente... porque nos convencemos a nós mesmos que não somos capazes, que não temos em nós a capacidade, a vontade ou a habilidade de fazer algo.

O interessante, é que por razões que ainda desconheço, esta frase aparentemente fora de contexto começa a fazer sentido... começa a levantar perguntas, começa a despoletar energias, vontades e capacidades... começa a mexer com verdades instituidas, começa a mudar coisas...

"Se eu consigo, tu também consegues. Eu sou uma pessoa como tu, logo se eu consigo tu também consegues." - Heis a frase tão simples e tão complexa que ameaça mudar muitas coisas :) para melhor, claro!

terça-feira, março 29, 2016

O valor da vida

Pergunto-me como se mede o valor da vida? Como sabemos o que vale a vida de uns e a vida de outros? Existe de facto um valor que se pode atribuir a uma vida? 

À luz dos acontecimentos dos últimos dias, parece-me que o valor da vida, infelizmente, também se mede em função da politica, da geografia, do poderia bélico e económico.

Pelos vistos a vida de uma criança no Paquistão vale consideravelmente menos do que a vida de um cidadão europeu...triste constatação esta.

Um atentado num aeroporto europeu (Bélgica) mata, infelizmente, 35 pessoas: fazem-se vigilas, marchas, protestos, mudam-se cores de perfis na redes sociais, iluminam-se monumentos com as cores do país um pouco por todo o mundo, bandeiras a meia haste por todo o mundo, fala-se nas noticias até à exaustão do mesmo assunto até quando já não há grandes novidades, monta-se uma monumental caça ao homem, prendem-se suspeitos, elevam-se níveis de segurança, fazem-se minutos de silêncio em jogos de futebol... entre muitas outras manifestações.

Um atentado num parque público no Paquistão mata 72 pessoas entre as quais 29 crianças: meia dúzia de noticias nos jornais, uns minutos de noticia nas televisões, bandeira a meia haste na provincia onde ocorreu o atentado e mais nada...

Será correcto deduzir que a vida destas 72 pessoas mortas no Paquistão vale menos que a vida das 35 mortas na Bélgica? Se a dedução não for correcta...qual a razão para tais diferenças? Para além das politicas, das sociais, das bélicas e das económicas...

Volto a perguntar: Como sabemos o que vale a vida de uma e a vida de outros? Existe de facto um valor que se pode atribuir a uma vida? 

Se alguém tiver a resposta: agradeço!

quarta-feira, março 23, 2016

Desabafo globalização

“ A globalização é um dos processos de aprofundamento internacional integração econômica, social, cultural e política “ é esta a definição de globalização...infelizmente globalizou-se também a violência, a corrupção, o medo, o terrorismo, a falta de valores, a falta de amor pela vida, pelo mundo, pelo próximo e sobretudo por si mesmo.

Globalizou-se a cobardia, o medo, a indiferença...globalizou-se tudo menos a segurança, o bem estar dos cidadãos, a identidade dos países e o respeito pelo próximo, pela cultura, pelos hábitos...já dizia o velhinho ditado “Em Roma sê romano”.

Os supostos governantes, os supostos serviços secretos, os supostos analistas, os supostos defensores das nossas pátrias e das nossas vidas parecem mais preocupados em proteger os seus lugares, os seus cargos e as suas vidas luxuosas e vazias do que em agir em tempo útil e proteger o bem maior: a vida!

Infelizmente abrimos...ou melhor escancarámos as portas do Mundo para que entrassem milhares e milhares de pessoas que fogem de situações de conflito, quisemos ser bonzinhos, humanitários mostrar que afinal até nos preocuparmos com os outros, sem no entanto olhar para a miséria, para as dificuldades e para o povo asfixiado que temos dentro de portas.

Infelizmente o resultado está à vista: expusemo-nos, deixámos entrar dentro de casa o ladrão e agora queremos combate-lo... esquecemo-nos que erva daninha que não é arrancada pela raiz cresce, fortalece e asfixia as plantas boas que a circundam!

O Mundo é neste momento uma planta asfixiada pelas ervas daninhas que proliferam em nome de uma causa que ninguém entende, de valores que ninguém percebe, de uma causa que se alimenta de medo, de terror e que não tem qualquer pudor em matar.

Infelizmente quem sofre, como em todas as guerras, não são as cabeças iluminadas que tomam as decisões, não são os que nos colocam neste posição, não são os ricos, os poderosos nem os governantes, quem sofre são os inocentes, o povo que confia naqueles que têm obrigação de os defender mas que apenas querem saber de poder, dinheiro e guerra... sim porque o negócio da guerra continua a ser um dos maiores do mundo.

Infelizmente continuam a somar-se mortes de inocentes... pergunto-me quantos mais serão precisos para alguém abrir os olhos e perceber que caminhamos para um abismo de onde dificilmente conseguiremos escapar?