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domingo, janeiro 24, 2016

- As mulheres são complicadas! - reclamam os homens com frequência.
- Os homens são todos iguais! - reclamam as mulheres com igual frequência.
Afinal em que ficamos?
Será possível que ambas as partes estejam certas? Parece-me uma teoria viável.

Homens: as mulheres não são complicadas! São tão simples como café com leite... vocês é que nos complicam a vida com a mania de nos quererem transformar naquilo que vocês querem. Se parassem um bocadinho para nos ouvir seria mais fácil, percebiam que basta uma palavra, um gesto, um silêncio até, para nos agradar...ah... e se parassem com essa mania de fazer olhinhos a tudo o que mexe e de tecer comentários a todos os rabos de saia que passam talvez tivessem mais tempo para apreciar o tesouro que vos caiu nas mãos! Ah... e ninguém aguenta ser comparada com a A a B ou a C... muito menos com a santa mãezinha... afinal querem uma companheira ou uma nova mãe? E custava esforçarem-se um bocadinho para descobrir de que livros gostamos, que comida apreciamos, que hobbies nos interessam? E custava apreciarem os mimos que vão dão...sem passarem a vida a achar que ninguém vos liga e que ninguém quer saber de vocês?
Afinal no fundo vocês querem continuar com a vossa vida de bons rapazes: futebol, amigos e miúdas... querem ser meninos para sempre... pois meus queridos é tão simples como isto: nenhuma mulher quer um menino, ok?

Mulheres: os homens não são todos iguais! Ainda há uns quantos exemplares que não dão mau nome à espécie. Talvez se parassem de achar que são todos ou uns santos ou uns sacanas isso vos poupasse uns quantos dissabores. Se soubessem ouvir um pouco mais e falar e um pouco menos talvez eles vos dissessem o que querem saber sem terem de andar a vasculhar telefones e bolsos...
Se apreciassem os elogios e as palavras simpáticas, os carinhos e os mimos sem acharem que estão a esconder alguma coisa talvez não se queixassem que não passam tempo de qualidade juntos.
E se eles até fazem um esforço para ajudar o que é que custa? Que importa que as toalhas fiquem estendidas ao lado das peúgas ou que a carne fique sem sal? Fazer-lhes a papinha toda e depois reclamar que só querem outra mãe não faz sentido, certo?
E se olharem para outra na rua? Vão dizer que não olham para o bonitão que vai mesmo ali ao lado e sorriem interiormente... olhar não tira pedaço, ok? E no fim de contas com quem é que ele vai para casa no final do dia?
Afinal no fundo querem continuar com a vida de boas raparigas: moda, beleza, conversa de miúdas, liberdade... pois minhas queridas é tão simples como isto: nenhum homem quer uma menina, ok?

Resumindo e baralhando: se se pode ter o melhor dos dois mundos porquê complicar? No fim das contas o que conta é o que se sente, é a capacidade de ceder, de encontrar um ponto de equilíbrio, de aceitar sem querer mudar mas estar aberto a melhorias, de caminhar ao lado e não à frente, de falar quando é para falar mas saber quando basta sentar ao lado e ficar em silêncio, de estar aberto à vida, às oportunidades e a viver a vida com o melhor que ela tem para oferecer.

sexta-feira, janeiro 22, 2016

Chega um altura

Chega um altura em que deixamos simplesmente de nos chatear com quem vai e com quem fica.
Chega uma altura em que concluímos que para correr atrás só se for de alguma coisa que nos faça perder peso e ganhar sorrisos.
Chega uma altura em que percebemos que o importante mesmo somos nós... o resto que se lixe!
Chega uma altura em que aprendemos que a primeira pessoa a quem temos de agradar e de quem temos de gostar é de nós mesmos.
Chega uma altura em que deixamos de querer saber o que os outros pensam, queremos viver e ser felizes.
Chega uma altura em que queremos fazer o que nos apetece, quando nos apetece e com quem nos apetece.
Chega uma altura em que vemos as coisas de uma outra dimensão, sem a ânsia de outras juventudes.
Chega uma altura em que olhamos para o espelho e pensamos: uau sou mesmo um arraso! Não concordam? Temos pena. Temos de viver com os nossos olhos e não com os dos outros.
Chega uma altura em que aprendemos a valorizar-nos, a gostar de nós, a acreditar em nós e sobretudo a viver por nós.
Chega uma altura em que pessoas ficam para trás, talvez porque não merecessem caminhar ao nosso lado e o nosso brilho as incomodasse.
Chega uma altura em que só queremos ao nosso lado pessoas cuja energia seja boa, compatível com a nossa, que entendam de onde viemos e para onde queremos ir, que estejam lá para rir na nossa alegria, para nos enxugar as lágrimas na nossa tristeza, para nos dizer uma palavra ou simplesmente ficar em silêncio quando assim é necessário.
Chega uma altura em que crescemos... sim... finalmente crescemos e aprendemos que o melhor lugar do mundo é dentro de nós mesmos, aprendemos que somos mais do que o papel de embrulho, que valemos mais do que casualidades e que queremos ser mais do que simples viajantes neste caminho chamado vida.
Chega uma altura em que tomamos consciência da nossa finitude e em que queremos viver a vida, ser positivos, alegres, leves e soltos...
Chega uma altura em que tudo o que queremos é ser quem somos. Gostam? Óptimo seja bem vindos! Não gostam? Oh que pena... já vão tarde!

quarta-feira, janeiro 13, 2016

Por vezes as pessoas surpreendem-se connosco... descobrem em nós facetas que não conheciam e ficam espantadas.
Nem toda a gente esbanja sorrisos, charme, à vontade, nem toda a gente é numa primeira análise expontanea, divertida, capaz de cometer loucuras, capaz de rir e fazer rir.
Nem toda a gente é aquilo que parece... aliás penso que quase ninguém o é.
Nem toda a gente mostra o seu eu a toda a gente, nem toda a gente se dá a conhecer, nem toda a gente se revela só porque sim.
Nem todos somos boa disposição constante e nem todos andamos sempre na boa.
Na verdade muitos de nós carregam dentro de si outros "eu", outras facetas, ouras personalidades que apenas se desvendam ao sabor da oportunidade.
Na verdade com o tempo, acabamos por dar a conhecer esses outros "eu" aos outros e permitimos que eles entrem no nosso espaço interior, que eles nos vejam como somos, que eles nos conheçam.
Na verdade este tipo de coisa leva tempo, para uns mais, para outros menos e na verdade só nos revelamos a quem nos faz sentir essa vontade.
Na verdade somos outro conforme a situação, o local, a companhia, a presença... conforme as circunstancias.
Hoje alguém me dizia: Não sabia que era tão engraçada e tão querida... não costuma parecer assim tão próxima. Mas fez-me rir...obrigada!"... fiquei feliz! Não, não é parvoíce: fazer alguém rir... sorrir que seja... é algo que todos devíamos fazer, todos os dias... afinal a vida é tão mais colorida quando sorrimos, somos tão mais leves quando rimos e somos tão genuinamente nós quando compartilhamos risadas.
Sabe? Tem toda a razão... mas ainda me conhece à pouco tempo... quando o tempo passar, e como aconteceu com as suas colegas conviver comigo mais de perto vai ver que afinal sou apenas um coração grande, com um sorriso fácil e uma piada pronta que se esconde atrás de uma máscara séria, distante e até fria. Quando o tempo passar vai poder dizer o mesmo que a sua colega: " Só esta rapariga para me fazer rir hoje... e tanto que eu preciso de rir!"

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Dia Internacional do Obrigado!

Dia Internacional do obrigado... infelizmente uma palavra que tende a cair em desuso, talvez porque a nossa sociedade cada vez mais esteja a mudar de valores e ache que tudo lhe é devido e que nada tem a agradecer.
Talvez porque esta sociedade do consumismo, do descartável, do eu quero e quero agora não tenha por vezes noção de que as coisas não caiem do céu, de que há por detrás de cada coisas alguém que a tornou possível.
Obrigado! É uma palavra bonita, daquelas que têm o poder de abrir um sorriso. Daquelas que aquecem o coração. Daquelas que podem por um segundo fazer alguém sentir que o seu trabalho é reconhecido, que podem por um segundo alegrar um dia cinzento e que sem nos darmos conta aquece um coração.
Nos dias que correm esta palavra ouve-se cada vez menos, por vezes parece que nos envergonhamos de a dizer, quase como se não tivéssemos nada porque estar agradecidos e a vida não estivesse a fazer mais do que aquilo que lhe compete. Como se tivéssemos direito a tudo e não tivéssemos de agradecer a nada nem ninguém por isso. Como se não devessemos agradecimentos a muita gente... inclusive a nós mesmos.
Neste dia o meu Obrigado... à vida: por tudo o que me tem dado (bom e mau), pelas pessoas que tem colocado no meu caminho, pelas oportunidades que me tem concedido, pelos sonhos que me tem permitido sonhar, pela minha singela existência neste espaço temporal, pela capacidade de viver, pela capacidade de gostar, pela capacidade de amar, pela capacidade de conseguir olhar e pensar nos outros, pela capacidade de sorrir e de acreditar que amanhã será sempre melhor... mas sobretudo por ainda não ter perdido a capacidade de dizer: Obrigado!

quarta-feira, janeiro 06, 2016

Por vezes as pessoas têm mais em comum do que estão dispostas a admitir.
Porquê?
Não sei... cada qual terá a sua própria razão, mas dependendo das circunstâncias talvez seja por terem receio de encontrar o que dizem procurar, talvez porque receiam que esse facto lhes tolha a liberdade, talvez tenham receio de se aventurar em novos caminhos, talvez por orgulho ou teimosia, talvez porque é a sua forma de defender o seu espaço, talvez porque no fundo isso possa ser de alguma forma incómodo, talvez por teimosia ou orgulho... ou talvez por um motivo tão simples como seja terem medo e ponto!
Afinal coisas em comum podem ser assustadoras... podem fazer-nos pensar... podem-nos levantar dúvidas... podem ser o que procuramos mas no fundo não sabemos se queremos... podem revelar outros lados dos outros e de nós mesmos...
Por vezes as pessoas têm mais em comum do que estão dispostas a admitir... não vos parece?

2016...

          2016 chegou... um novo ano... 366 oportunidades de fazer mais e melhor, de sorrir e fazer sorrir, de viver, de sonhar e de acreditar que o amanhã depende de nós, da nossa vontade do nosso querer e que, como dizia o grande mestre, somos do tamanho dos nossos sonhos.
          Com este novo ano vieram novos projectos, novas decisões, novos sonhos, novas aventuras, novas vontades e novos desejos.
          Com este novo ano veio esta nova página( https://www.facebook.com/sensacoesemocoesoutrasdivagacoes/) versão revista e melhorada deste meu blog que nasceu há precisamente 10 anos.

smile emoticonblog que nasceu precisamente à 10 anos e que por razões sentimentais se vai manter...     Nesta nova localização vou partilhar convosco as minhas incursões pelo mundo da escrita e esperar pelos vossos comentários, sugestões, opiniões e outras divagações. Todos os comentários, positivos ou negativos, desde que construtivos são bem vindos.
         Assim espero pela vossa visita nesta minha nova sala de visitas smile emoticon e espero que se sintam sempre bem vindos... no entanto esta sala mantêm-se e as publicações serão colocadas também aqui.
          Obrigada a todos desde já.