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terça-feira, março 29, 2016

O valor da vida

Pergunto-me como se mede o valor da vida? Como sabemos o que vale a vida de uns e a vida de outros? Existe de facto um valor que se pode atribuir a uma vida? 

À luz dos acontecimentos dos últimos dias, parece-me que o valor da vida, infelizmente, também se mede em função da politica, da geografia, do poderia bélico e económico.

Pelos vistos a vida de uma criança no Paquistão vale consideravelmente menos do que a vida de um cidadão europeu...triste constatação esta.

Um atentado num aeroporto europeu (Bélgica) mata, infelizmente, 35 pessoas: fazem-se vigilas, marchas, protestos, mudam-se cores de perfis na redes sociais, iluminam-se monumentos com as cores do país um pouco por todo o mundo, bandeiras a meia haste por todo o mundo, fala-se nas noticias até à exaustão do mesmo assunto até quando já não há grandes novidades, monta-se uma monumental caça ao homem, prendem-se suspeitos, elevam-se níveis de segurança, fazem-se minutos de silêncio em jogos de futebol... entre muitas outras manifestações.

Um atentado num parque público no Paquistão mata 72 pessoas entre as quais 29 crianças: meia dúzia de noticias nos jornais, uns minutos de noticia nas televisões, bandeira a meia haste na provincia onde ocorreu o atentado e mais nada...

Será correcto deduzir que a vida destas 72 pessoas mortas no Paquistão vale menos que a vida das 35 mortas na Bélgica? Se a dedução não for correcta...qual a razão para tais diferenças? Para além das politicas, das sociais, das bélicas e das económicas...

Volto a perguntar: Como sabemos o que vale a vida de uma e a vida de outros? Existe de facto um valor que se pode atribuir a uma vida? 

Se alguém tiver a resposta: agradeço!

quarta-feira, março 23, 2016

Desabafo globalização

“ A globalização é um dos processos de aprofundamento internacional integração econômica, social, cultural e política “ é esta a definição de globalização...infelizmente globalizou-se também a violência, a corrupção, o medo, o terrorismo, a falta de valores, a falta de amor pela vida, pelo mundo, pelo próximo e sobretudo por si mesmo.

Globalizou-se a cobardia, o medo, a indiferença...globalizou-se tudo menos a segurança, o bem estar dos cidadãos, a identidade dos países e o respeito pelo próximo, pela cultura, pelos hábitos...já dizia o velhinho ditado “Em Roma sê romano”.

Os supostos governantes, os supostos serviços secretos, os supostos analistas, os supostos defensores das nossas pátrias e das nossas vidas parecem mais preocupados em proteger os seus lugares, os seus cargos e as suas vidas luxuosas e vazias do que em agir em tempo útil e proteger o bem maior: a vida!

Infelizmente abrimos...ou melhor escancarámos as portas do Mundo para que entrassem milhares e milhares de pessoas que fogem de situações de conflito, quisemos ser bonzinhos, humanitários mostrar que afinal até nos preocuparmos com os outros, sem no entanto olhar para a miséria, para as dificuldades e para o povo asfixiado que temos dentro de portas.

Infelizmente o resultado está à vista: expusemo-nos, deixámos entrar dentro de casa o ladrão e agora queremos combate-lo... esquecemo-nos que erva daninha que não é arrancada pela raiz cresce, fortalece e asfixia as plantas boas que a circundam!

O Mundo é neste momento uma planta asfixiada pelas ervas daninhas que proliferam em nome de uma causa que ninguém entende, de valores que ninguém percebe, de uma causa que se alimenta de medo, de terror e que não tem qualquer pudor em matar.

Infelizmente quem sofre, como em todas as guerras, não são as cabeças iluminadas que tomam as decisões, não são os que nos colocam neste posição, não são os ricos, os poderosos nem os governantes, quem sofre são os inocentes, o povo que confia naqueles que têm obrigação de os defender mas que apenas querem saber de poder, dinheiro e guerra... sim porque o negócio da guerra continua a ser um dos maiores do mundo.

Infelizmente continuam a somar-se mortes de inocentes... pergunto-me quantos mais serão precisos para alguém abrir os olhos e perceber que caminhamos para um abismo de onde dificilmente conseguiremos escapar?

terça-feira, março 22, 2016

Andando na noite

 
A chuva furiosa e violenta deixou de cair,
no chão apenas vestígios da sua passagem,
vou andando sem saber bem para onde ir,
vou andando nas asas frias desta leve aragem.
O nevoeiro, serenamente, vai-se instalando,
as luzes tornam-se ténues, quase imperceptíveis,
poucas são as pessoas que se vão aventurando
a percorrer estas ruas de pensamentos invisíveis.
A noite estendeu o seu manto negro e gelado,
no caminho apenas vislumbres de uma direcção,
caminho sem saber se vou para algum lado,
caminho sem rumo, sem sombra de orientação.
O vento que passa varrendo as folhas do chão
sacode-me os cabelos e beija-me o rosto,
caminho alheia ao frio, ao tempo, à sensação
de que os elementos manifestam o seu desgosto.
Deixo-me envolver por esta noite fria e alada,
esvazio a cabeça e liberto os pensamentos,
e por momentos é o vazio... e nada, mais nada,
nem medos, nem tristezas, nem desalentos...

segunda-feira, março 21, 2016

És o meu poema inacabado,
O meu verso ainda por rimar,
És o meu perdido e o meu achado,
És a onda na acalmia do meu mar,
És as palavras que tenho por dizer,
És os abraços que tenho para dar,
És os carinhos que tenho por fazer,
És os sonhos que tenho para sonhar…
És o meu poema inacabado,
A minha rima ainda por construir,
És o gesto que quero ter ao meu lado,
És a ponte que eu não quero destruir,
És a luz que quero para me guiar,
És a estrela no meio da escuridão,
És o desejo que quero viver e sonhar,
És o querer na palma da minha mão…
És o meu poema inacabado,
A minha epopeia ainda por escrever,
És o sonho que sonho mesmo acordado,
És o desejo que dá cor ao meu viver,
És o verso que quero tornar em refrão,
És a rima que quero fazer em melodia,
És a chama que me incendeia o coração,

És essa força maior, chamada Poesia!

segunda-feira, março 07, 2016

A mulher mais linda que eu conheço!






A mulher mais linda que eu conheço
Não tem as curvas de uma miss universo,
Não faz parar o transito com a sua saia curta,
Não faz virar cabeças nem incendeia olhares,
Não se esconde atrás de maquilhagem sofisticada,
Não seduz com os seus lábios de batom carmim.
A mulher mais linda que eu conheço
Não seduz com um sorriso malicioso e perverso,
Não me fascina com cheiro de limão e murta,
Não me prende com mil voltas dos seus colares,
Não é carente, nem indefesa nem sequer mimada,
Não vê no corpo um meio de alcançar um fim.
A mulher mais linda que eu conheço
É aquela que não se acha nem linda, nem especial,
Aquela que fica um arraso até num modesto avental,
Aquela que enxuga as lágrimas quando o dia vem
E que encara com um sorriso o seu papel de mãe,
Aquela que está sempre lá para tudo e para todos,
Aquela que tem sempre um sorriso, uma palavra,
Um gesto de carinho, de amizade e de conforto,
Aquela que no calor de um simples abraço apertado,
Aquela que na singeleza de um beijo terno e doce
Faz o mundo inteiro girar e a vida ganhar sentido,
A mulher mais linda que eu conheço…és tu!
Tu que muitas vezes nem sabes o valor que tens,
Tu que te desdobras em mil funções e tarefas,
Tu que invariavelmente te pões em segundo lugar
Tu que és mãe, amiga, amante, companheira,
Tu que estás sempre lá, que tens sempre tempo,
Tu que nunca desistes, que nunca recusas nem recuas,
Tu que lutas, tu que choras, tu que gritas no silêncio
Das palavras que preferes calar e que te magoam só a ti,
Tu que fazes o mundo melhor apenas por existir!
Tu que tornas a vida mais colorida apenas por sorrir!
Tu que tornas o mundo mais doce só por abraçar!
Tu que és a mulher mais linda e forte que eu conheço
e que nem sequer te dás conta do quanto és especial!

quarta-feira, março 02, 2016





Adorroooooooo estas boas notícias que aquecem a alma nestes dias frios de Inverno e enchem o ser de nova luz, esperança e inspiração.

"Boa tarde,
Tenho o prazer de comunicar que os seus poemas com os títulos

- EXPLODI

- O TEU ABRAÇO

foram seleccionado para integrar a antologia «VENDAVAL DE EMOÇÕES», que será publicada na Colecção Sui Generis com a chancela da EuEdito.

Obrigado por ter participado neste grandioso projecto, que contará com a presença de seis dezenas de Autores Lusófonos."