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sexta-feira, dezembro 30, 2016

Vem aí o novo ano



Mais um fim de ano que se aproxima...mais um que se inicia... mais uma vez o ciclo da vida cumpre o seu curso.
Assim, nesta altura quero dizer a todos em geral e a cada um de vós em particular o seguinte: obrigada por tudo o que foi bom, por terem feito parte da minha vida neste ano que passou e espero por vocês em 2017… e desculpem por tudo o que possa ter sido menos bom e pelas vezes em que as coisas não correram bem.

Para 2017 desejo:
que os vossos sonhos mais queridos se realizem,
que os vossos projectos mais desejados se concretizem,
que os vossos desejos mais fervorosos sejam alcançados,
que a saúde, a harmonia, o amor, a esperança, a persistência, a amizade e a coragem sejam vossa companhia permanente,
que cada uma das derrotas que possam aparecer sejam apenas mais um passo dado no caminho da vitória,
que cada uma das mais pequenas vitórias tenha o sabor de uma batalha ganha,
que cada dificuldade, que cada obstáculo, que cada pedra no caminho seja uma oportunidade de crescer, de evoluir e de melhorar,
que no vacilo haja sempre uma mão amiga (ou duas J ) que vos ampare e que na alegria haja sempre alguém que sorria convosco,
que ao vosso lado haja quem chore a vossa tristeza, quem ria na vossa alegria e quem celebre genuinamente e com orgulho as vossas conquistas,
que ao vosso lado estejam as pessoas que importam, aquelas que vos fazem sentir fortes, únicos e especiais, aqueles que fazem com que a vida valha a pena, as que fazem a vossa vida mais feliz e mais colorida, as que não caminham nem à frente nem atrás mas ao vosso lado em todas as situações.
Para 2017 desejo que ele vos traga o que no vosso coração mais desejarem e desejo que este novo ano permita que os nossos caminhos, das mais variadas formas, se continuem a cruzar e a encontrar.
Beijos para quem é de beijos, abraços para quem é de abraços e tudo e tudo para quem gosta de aproveitar tudo aquilo a quem direito!
Bom Ano para vós e para as vossas famílias também!

quarta-feira, dezembro 28, 2016

domingo, dezembro 18, 2016

Balanço

Existem certas alturas em que por diversas razões sentimos necessidade de fazer um balanço, sentimos necessidade de avaliar o nosso percurso, a nossa existência e a nossa capacidade de existir.
Quando se aproxima o final de mais um ano sentimos necessidade de fazer um balanço, de olhar para trás na esperança de descobrir o que nos espera mais à frente.
E quando fazemos esse balanço descobrimos um pouco mais sobre nós, sobre o mundo que nos rodeia, sobre a forma como nos relacionamos com os outros, os caminhos, as curvas e as contracurvas do nosso percurso passageiro por esta existência terrena. Na verdade acabamos por descobrir muito sobre a vida...
E no momento de fazer o balanço percebemos... percebemos que o que realmente importou, o que realmente ficou, o que realmente marcou não foram os planos que fizemos, não foram os projectos que idealizámos, não foram as programações, as combinações e os horários que tentámos cumprir, não foram os sonhos nem os ideais... o que realmente importou, o que marcou na verdade foram os abraços e os beijos que demos com vontade, foram as gargalhadas espontâneas, foram os encontros não planeados, foram os sorrisos calorosos e os olhares trocados, foram os gestos sinceros e as palavras sentidas, foram as horas que nem demos por passar, foram as pessoas que genuinamente nos fizeram ver para além do óbvio, foram as atitudes inesperadas e corajosas de mudança ...na verdade o que fica e o que realmente importa não é a vida que sonhámos, que desejámos, que idealizámos e pela qual passámos alheios e conformados...O que importa é que vivemos...o que importa é que não nos limitámos a existir...alheios ao facto de que viver é um acto de coragem, de mudança, de construção, de evolução...o que realmente fica para além do tempo, para além de nós e da nossa passagem efémera por este mundo é que ousámos viver! 

sexta-feira, dezembro 16, 2016

E passado algum tempo...

E passado algum tempo percebi, fez-se luz na minha cabeça e aclarou-se a minha alma: o que sentia não eram saudades tuas... mas sim saudades do que sentia quando estava contigo.
Não era de ti, enquanto pessoa, que sentia saudades, era na verdade daquilo que tu me fizeste descobrir dentro de mim mesmo...
Não era de ti, enquanto pessoa, que sentia saudades, era daquilo que eu descobri que podia ser...
Não... já não sinto saudades... e sabes porquê? Porque percebi que não preciso de ti para ser quem sou...percebi que não eras tu que quem me fazia ser aquela pessoa... percebi que fui, sou e serei sempre eu...mesmo sem ti e na verdade, sei-o agora, sobretudo, sem ti...

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Mini Conto Tropical

Ele era fado e corridinho… ela era bossa-nova e samba;
Ele era maçã e pêra-rocha… ela era pitanga e guaraná;
Ele era cavaquinho e acordeon… ela era berimbau e pandeiro;
Ele era vinho tinto e do porto… ela era cachaça e caipirinha;
Ele era bacalhau e pastel de nata… ela era feijão preto e brigadeiro;
E das suas diferenças, com o tempo, construíram uma ponte transatlântica…

E dois continentes fundiram-se num só, no calor forte de um abraço anunciado…

terça-feira, dezembro 06, 2016

Será que realmente conhecemos as pessoas

Convivemos com as pessoas. Passamos tempo com elas.
Estamos todos os dias à mesma hora no mesmo lugar,
Ouvimos todas as histórias que têm para nos contar,
Compartilhamos as tristezas e a vontade de chorar,
Emprestamos um ombro quando a palavra é desabafar.
Convivemos com as pessoas. Passamos tempo com elas.
Cruzamos os caminhos do nosso destino e da nossa vida,
Entrelaçamos as alegrias e partilhamos a raiva contida,
Juntos retomamos a força que por vezes parece perdida,
Lado a lado levamos as agruras desta vida de vencida.
Convivemos com as pessoas. Passamos tempo com elas.
Desenrolamos juntos um novelo feito de mil emoções,
Observamos a mágoa e acompanhamos as decepções,
Aprendemos a ler no silêncio os gestos e as acções,
Damos-lhe um espaço dentro dos nossos corações.
Convivemos com as pessoas. Passamos tempo com elas.
Serão elas aquilo que são ou aquilo que nós queremos?
Serão aquilo que achamos ou são muito mais do que vemos?
Terão dentro de si um outro eu que desconhecemos?
No final resta a pergunta: será que realmente as conhecemos?