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segunda-feira, outubro 16, 2017

Palavras para quê...

                                                     Resultado de imagem para fogo



Pelos vistos não basta arder uma área absurda de floresta...não basta arderem casas... não basta perderem-se bens... não basta arder 80% de uma Mata Nacional criada há mais de 700 anos... não basta morrerem mais de 100 pessoas...pelos vistos nada disto basta para que finalmente se assuma a existência de uma máfia terrorista que gere um negócio de milhões: o sujo e mortal negócio do fogo!
Pelos vistos não basta tudo isto para alguns elementos da espécie humana, da qual nestas alturas sinto alguma vergonha de pertencer, tenham noção de que o dinheiro que ganham com o atear de um incêndio é sujo, mesquinho...manchado de sangue!
Pelos vistos não basta isto tudo para a sociedade se unir num basta gigantesco!
Pelos vistos não basta isto tudo para secar as lágrimas de crocodilo dos que atiram em todas em direcções sem se preocupar em punir culpados e tomar medidas!
Pelos vistos não basta tudo isto para perceber que é preciso fazer alguma coisas, que é preciso tomar medidas, que é preciso agarrar o touro pelos cornos sem medo dos que directamente ou indirectamente estão associados nesta máfia!
Pelos vistos não basta tudo isto para perceber que brincar com a força e o poder da natureza é uma luta desigual que vamos continuar a perder!
Pelos vistos vai ser preciso morrer ainda mais gente, ainda mais sofrimento, ainda mais cinzas, mais devastação...ainda mais dor!
Pelos vistos vai ser preciso reduzir um país inteiro a escombros antes que se perca o medo de lutar contar os poderes instituídos! Talvez quando já não restar nada...talvez aí então alguém faça alguma coisa!
Mas enquanto isso não acontece, confortemo-nos com as pancadinhas nas costas, as visitas com comitiva para a fotografia, com os discursos engravatados e de lágrima no olho, os beijinhos e abraços nos lugares da tragédia, por parte daqueles que a comunidade civil elegeu para defender os seus interesses, daqueles que supostamente deviam zelar pelo povo que representam
Pouco mais resta a este País abandonado à sua própria sorte do que a coragem, a abnegação, a luta, o sacrifício, a dor e a imensa capacidade solidária de um povo abandonado!

sábado, outubro 14, 2017

Estranhezas

Existem regras, que apesar de na verdade não existirem, são tacitamente aceites e "definem" os padrões do socialmente aceite e supostamente correcto.
Olha-se com estranheza aqueles que contrariam essas regras, os que as subvertem, os que as ignoram, os que ousam viver e que não se limitam a existir e a agir de acordo com o que os outros pensam.
Olha-se com estranheza os que ousam viver...os que ousam fazer alguma coisa, os que não se limitam a ficar sentados a ver a vida passar.
Olha-se com estranheza os que ousam corrigir o rumo das coisas, os que ousam viver a vida e ser felizes em vez de seguirem o que os outros pensam e convencionam como correcto.
Olha-se com estranheza os que são apelidados de "estranhos" porque estes saem dos padrões definidos, porque sonham sonhos que são seus e anseiam alcançar metas que são só suas.
Olha-se com estranheza os que ousam sair da sua zona de conforto, os que ousam querer mais, os que ousam fazer mais e fazer diferente, os que ousam ser quem são e não quem os outros querem que sejam.
Na verdade olha-se com estranheza tudo e todos os que fujam aos padrões... mas afinal quem ditou esses padrões? Onde estão escritos? Onde estão divulgados? Quem os aprovou? Quem fez deles regra ou quem elaborou a lei? Bom... não me parece que esse processo tenha existido... não me parece que alguém tenha decidido que é mais bonito ser magro que gordo, que é mais interessante ser alto que baixo, que é mais inteligente ser moreno que louro ou outras coisas  mais. O que me parece é que existe uma estranha necessidade de rotular pessoas e situações, como se isso tornasse quem o faz mais apto ou mais correcto, como se isso tornasse quem o faz mais perfeito ou mais feliz, como se isso fosse de facto relevante...
A verdade é que rótulos são adequados para objectos, para frascos, latas e afins, não para pessoas. 
Cada pessoa tem  sua própria identidade, o seu grão de loucura e a sua sanidade, os seus encantos e os defeitos...mas cada um é livre de ser quem e como quer...e talvez se usássemos mais respeito e menos rótulos não tivéssemos um sociedade tão deturpada e disfuncional, tão infeliz, tão insatisfeita e tão mesquinha, tão cruel e tão violenta, tão perdida e tão vazia... 

terça-feira, setembro 19, 2017

Saudade...

(...) Foi nesse momento que percebeu que na verdade não sentia saudades dela, por assim dizer, sentia saudades, isso sim, daquilo que sentia quando estava perto dela, de quem era quando estava com ela, da pessoa que ela havia feito emergir do monte de destroços que era a sua vida antes dela... (...)

sábado, setembro 16, 2017

(...)

Another sneak peak :)

(...)Era um homem adulto, mas continuava um menino, as saídas, as noitadas, os passeios com amigos…sentia dificuldade em se desapegar da boa vida a que estava habituado e embora ela de início parecesse não se importar com isso, sabia agora, que na verdade isso a afectava.
Era um menino da mamã… essa era a verdade e ela sabia-o bem…e não estava disposta a aturar essa situação por muito mais tempo…estava cansada de se sentir usada, da falta de interesse por parte dele em acompanhá-la, na sua falta de vontade de fazer programa diferentes…estava cansada de se sentir uma substituta da mamã… ele andara alheio até ao dia em que ela deixou de estar ali…
Sem aviso, aliás depois de muitos sinais e avisos que havia ignorado, ela partiu da sua vida… partiu sem deixar rasto…partiu na certeza de que não queria que ele a encontrasse. (...)

Fraqueza forte

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                                                                                                                                                          (...) Sacude a poeira e sorri dizendo que estava tudo bem, ainda que a dor lhe aflija a alma e o corpo; cerra os dentes e diz que não é nada mesmo quando as lágrimas lhe afloram os olhos e lhe entorpecem os sentidos; aguenta sem vacilar porque teme que percebam que por dentro lhe doí a alma.


Nem sempre assim fora... houve uma época em que mostrara o que sentia, em que dera o melhor de si e percebeu que isso apenas lhe iria trazer desilusões, mágoas e dores físicas e psicológicas.
E naquele dia... no dia em que o sonho se desmoronou e se viu a braços com uma vida que não escolheu, com um desfecho que não antecipara, com um caminho cheio de curvas e lombas decidiu de si para si que nunca mais ia deixar que a magoassem, ou pelo menos nunca mais ia deixar que as pessoas percebessem que o estavam a fazer. Nunca mais ia deixar que a sua fraqueza fosse motivo de troça, nunca mais ia deixar que a sua humanidade fosse motivo de dor, nunca mais ia permitir que lhe tocassem impunemente.
E naquele dia decidiu que ia renascer... enrolou quem era dentro de si mesma e vestiu-se com uma nova roupagem que nunca mais tirou... e mesmo quando a magoam, ainda que sem intenção, sacode a poeira, reprime as lágrimas, agrilhoa o peito e diz: está tudo bem! (...)

sexta-feira, agosto 25, 2017

Excerto II

(...)Naquela tarde, a caminho de casa, parou à beira da praia, seu refúgio e confidente das horas menos boas, estacionou e decidiu dar um passeio a pé pela marginal…ia perdido nos seus pensamentos quando um impacto nas suas costas o fez cair por terra… (...)

quinta-feira, agosto 24, 2017

Excerto

Sneak peek :) que é como quem diz "espreitadela". E espreitamos o quê? Um excerto. De quê? Hum...isso só o tempo o dirá :)


(...)Sem aviso, aliás depois de muitos sinais e avisos que havia ignorado, ela partiu da sua vida… partiu sem deixar rasto…partiu na certeza de que não queria que ele a encontrasse. No começo achou que ela se ia arrepender e voltar, mas os dias passaram e depressa percebeu que deitara por terra a oportunidade de ser feliz com alguém que o amava de verdade… (...)

terça-feira, agosto 22, 2017

Um cheirinho... de quem sabe o quê :)

Excerto de quem sabe...uma nova aventura :)



(...) Viveu anos preso a um amor que lhe consumia o coração e a alma e só se libertou no dia, em que sentado discretamente no último banco da igreja, a ouviu dizer "Até que a morte nos separe" àquele que se tornava seu marido e que despertara nela o amor com que ele apenas se limitara a sonhar durante 30 anos... (...)

quarta-feira, agosto 16, 2017

A Máfia do fósforo



Ultimamente todos temos acompanhado a dramática situação dos incêndios em Portugal, todos nos temos indignado, todos nos temos revoltado e todos nos temos questionado o que raio têm feito as comissões de inquérito criadas para averiguar situações semelhantes ocorridas em anos anteriores a fim de delinear estratégias e evitar que se volte a repetir tal cenário...

Também é verdade, que os Bombeiros têm literalmente estado de baixo de fogo, em todas as frentes, e que se a catadupa de palavras que tem vindo a ser vociferadas fosse água os incêndios estavam extintos à muito tempo.

Como em qualquer situação reclamamos com a primeira pessoa que nos aparece, a que dá a cara... e no caso infeliz dos incêndios quem dá a cara são os Bombeiros e são eles que por tabela levam com o rol de palavras de indignação, de revolta, de mágoa e de desalento.

Não esqueçamos contudo que os Bombeiros são pessoas, têm casa, têm família, têm pertences e que deixam tudo para trás para tentar salvar a vida e os pertences de outros, quantas vezes a quilómetros de distância...e quantas vezes enquanto combatem as chamas em povoações distantes a sua própria terra é consumida pelas chamas...fazem-no a troco de uma ninharia...sim que neste país um Bombeiro recebe por hora menos de metade do que uma senhora que trabalhe a dias, sem desprimor nenhum para a profissão que é digna e honrada e por vezes tida até como das mais mal pagas.

Mas deixemo-nos de tapar o sol com a peneira... todos sabemos que o fogo é uma máfia, um grupo terrorista organizado armado de fósforos e engenhos explosivos e movido pelo cheiro do dinheiro...ainda que isso signifique a morte de pessoas, a destruição da floresta e a literal redução a cinzas da vida das pessoas. O fogo é um negócio que movimenta milhões e que é alimentado por interesses que ninguém quer melindrar...por isso todos os anos se assobia para o lado, vem Pedro e Paulo com os seus discursos da treta, promessas e promessas e no ano a seguir lá vem mais do mesmo.

Deste negócio uma boa parte abrange dos meios aéreos para combate a incêndios. Este negócio disparou nos últimos anos. Até aos anos 90 a maioria dos meios aéreos envolvidos pertencia à Força Aérea (FAP), que nos anos 80 gastou cerca de 200.000 contos em equipamentos, nos anos 90 o Secretário de Estado da altura entendeu, sabe Deus, ou o Diabo porquê, que não competia à FAP intervir nos incêndios e que essa actividade deveria ser levada a cabo por entidades civis. O certo é que se arrumaram os C130 e que os kit MAFFS (Modular Airborne FireFighting System) foram deixados a apodrecer nos hangares de uma unidade aérea. O certo é que a Força Aérea tem uma estrutura organizada, que devidamente oleada podia poupar milhares e milhares de euros ao contribuinte... têm as pistas, têm os meios, têm as equipas de manutenção, mecânicos...ah mas os pilotos não estão preparados..ahah... pois deve ser por isso que alguns tiram férias nesta época para ir voar em empresas civis de combate a incêndios. Bom... a verdade é que a FAP não paga prémios nem comissões...

Obviamente seria necessário formação, equipamento, aeronaves para o efeito...mas ainda assim o investimento estimado (que no ano passado rondaria os 70 milhões de euros) seria muito inferior ao valor gasto anualmente com o combate a incêndios por parte de entidades civis (cerca de mil milhões de euros). Um ponto fundamental: a FAP não sendo entidade privada, sendo de todos os portugueses não tem interesse em que haja incêndios.

Mas este grupo terrorista conta com o "apoio"da justiça, que nestes casos parece ser cega, surda e muda, se não como se justifica que os incendiários tenham penas tão irrisórias (a pequena minoria que é condenada)? O que justifica que sejam apanhados, presentes a tribunal e sujeitos a termo de identidade e residência? Ah tem perturbações mentais e tal... pois... são malucos, são malucos mas fogem, não ficam lá...

Depois temos ainda a forma brilhante como funciona a descoordenação no terreno... sim... não é uma gralha, é literalmente descoordenação. Nem sequer vamos falar no bendito SIRESP, porque isso é pano para mangas...vamos limitar-nos a mencionar a forma como os Bombeiros no terreno estão atados de pés e mãos e só actuam sob ordens vindas de Lisboa! Realmente lá nos mapas deve ver-se bem as casas, as aldeias perdidas na serra, as pessoas em desespero...às vezes dá a sensação que o combate aos incêndios é uma versão infeliz daquele célebre jogo "RISK".

Resumindo e baralhando...um dia quando alguém tiver a coragem de pôr o dedo na ferida, quando o poder político tiver coragem de assumir o jogo de interesses que movimenta esta grande máquina dos incêndios, quando se discutir abertamente todos os pontos, quando as pessoas deixarem de ser ludibriadas por balelas vindas de engravatados bem falantes, quando se assumir que os incêndios são uma máfia terrorista organizada movimentada pelo cheiro de milhões de euros... nesse dia sim, talvez soprem ventos de mudança... mas enquanto esse dia não chega lembremos que os Bombeiros são meros peões neste jogo, que não fazem o suficiente porque não podem, porque não os deixam, porque não têm como... lembremos que honram o lema "Vida por Vida" muitas com sacrifício da sua própria vida...lembremos que são o elo mais fraco desta cadeia de interesses instituídos que só muita coragem, muita determinação e muita luta poderão quebrar.


quarta-feira, agosto 09, 2017

Chuva de verão

Talvez não tenhas sido mais do que chuva no verão,
Sabes, daquela chuva que refresca a terra seca e árida
E que por algum tempo lhe devolve o verde e a vida…
Talvez não tenhas disso mais que trovoada de primavera,
Sabes, daquela que chega de surpresa, sem aviso prévio
E que ao passar deixa a marca do seu estrondo seco…
Talvez não tenhas sido mais que uma folha seca no outono,
Sabes, daquelas que se soltam e rendem a uma nova estação
E revestem o chão de um manto vermelho e dourado…
Talvez não tenhas sido mais que uma noite fria de inverno,
Sabes, daquelas em que buscamos o aconchego de um gesto
E o carinho delicado de uma palavra dita com sinceridade…
Talvez não tenhas sido mais que uma tempestade de estações,
Sabes, daquelas que vêm e vão num simples piscar de olhos
E que desaparecem, dando apenas lugar a uma boa lembrança…
Talvez não tenhas sido mais do que um breve momento,
Sabes, daqueles que acontecem apenas de vez em quando
E que são maravilhosos enquanto duram… mas que acabam…
Talvez não tenhas sido mais do que uma breve e doce ilusão,
Sabes, daquelas que ficam para o resto da vida guardadas
Como o alento que um dia nos fez acreditar num novo amanhã…

quarta-feira, julho 26, 2017

Cada pessoa é um livro

Cada pessoa é um livro por descobrir, com páginas em branco ainda por preencher, com vários capítulos já encerrados, com diversos temas e assuntos.
Uns julgam o livro pela capa, outros dão-se ao trabalho de abrir e ler na diagonal à procura de alguma linha condutora e outros empregam o seu tempo na leitura do que está escrito, querem perceber, querem compreender e querem fazer parte, de alguma forma, das páginas que ainda não foram escritas.
Uns encantam-se pela capa e depois de abertas as páginas desiludem-se com o conteúdo... outros percebem rapidamente que a capa é só uma capa e que o que realmente tem conteúdo está escondido nas entrelinhas e que é necessário ter a paciência de ler para conseguir entender e chegar mais longe...outros não querem saber da capa, olham através dela e encantam-se com o pormenor da escrita...
Cada livro é um conjunto de vivências, de relatos, de ficção e de realidade... cada livro tem seu tema, sua magia, seu fascínio, seu interesse... não há um livro melhor que outro, há apenas livros diferentes...
E nós... que tipo de leitor somos? Somos dos que julgam pela capa, dos que lêem apenas as últimas páginas ou dos que se embrenham na leitura à procura de linhas condutoras que nos façam compreender o resultado final?

terça-feira, julho 11, 2017

Solidariedade com plafon

É comum haver por aí umas bancas, de diversas organizações e associações, que têm por objectivo angariar fundos para as mesmas...por norma dispõem de diversos artigos que "oferecem" uma lembrança a quem dá determinado valor, normalmente 5€ ou 10€, mas que aceitam qualquer quantia que se lhes dê... e fazem menção disso quando abordam as pessoas. Até aqui nada contra, até porque para muitas destas associações esta é uma forma de sobreviver.

O que não é comum é pararmos numa área de serviço e sermos abordados por um individuo, supostamente voluntário mas com ar muito contrariado, que solicita o donativo e pede para se escrever o nome, rubricar e mencionar a quantia de 5€... hã? Cinco euros? E se não quiser ou não puder dar cinco euros? Resposta arrogante e mal humorada: tem de ser cinco euros...ou 10€, não aceitamos menos.
Ai sim? Então olhe não é nada e pronto. Para a próxima ponha aí um aviso a dizer donativo mínimo 5€... assim as pessoas não perdem tempo com gente mal disposta e contrariada como o senhor!

Mas que raio de ideia é esta? Solicitar a ajuda dos outros mas impor-lhes o quanto devem dar? Sou só eu que não acho isto normal? 

domingo, junho 25, 2017

Só agora percebia

Excerto de um texto a integrar, quem sabe, uma nova aventura:)
Comentários, sugestões e opiniões são bem vindas :)

" (...) fora egoísta e esquecera-se dela... de cuidar dela...de lhe dar tempo, de lhe mostrar o quão importante ela era na verdade, de lhe mostrar o quanto precisava dela, o quanto a queria...na verdade, percebia-o agora, tomara-a por garantida e esse fora, sem qualquer margem de dúvida, o seu maior erro.

E naquele dia quando chegou a casa encontrou apenas o vazio...procurou em todos os cantos mas tudo o que encontrou foi a lembrança do batom dela, na mensagem deixada no espelho do quarto "Chegou o dia em que é tarde demais para voltar atrás... por isso nem tentes!"

E assim... de repente... como um murro no estômago, a realidade caiu-lhe em cima..."

domingo, junho 11, 2017

Somos quem somos



Infelizmente, ou felizmente, na realidade já nem sei, não podemos agradar a todos e nunca seremos o bastante para todos....

Para alguns falta-nos o "pedigree" necessário para entrarmos no seu círculo de amigos finos e chiques, como se caracter tivesse classe social;
Para outros falta-nos a vulgaridade e a ordinarice, que apesar de condenada às claras, às escuras satisfaz as necessidades mais escusas de cada um;
Para outros falta-nos a "finesse", essa capacidade de estar à altura da situação e de aparentar ser o que não somos;
Para outros falta-nos o saber, como se todo o conhecimento do mundo se adquirisse nos manuais de uma qualquer faculdade;
Para outros falta-nos isto...e para outros aquilo... como se tivessemos de ser todos iguais... como se tivessemos de obedecer a regras de ser e parecer...

Infelizmente, naqueles casos em que as pessoas nos julgam sem sequer saberem nada de nós, apenas porque acham que somos assim ou assado, felizmente nos casos daquelas pessoas que convivem connosco lado a lado, que percorrem os corredores da vida connosco e ainda assim não nos conhecem o suficiente para nos aceitar...

Seja como for... que se dane! Não podemos e nem queremos agradar a todos... basta-nos que aqueles que veêm com os olhos da alma saibam quem somos, que "as nossas pessoas" nos aceitem como somos e pelo que somos...basta-nos saber quem somos, gostar do que somos, lutar pelo que somos...só temos nos agradar a nós próprios... e sinto pena de quem não tem a capacidade de ver para além, de quem acha sempre que os outros são inferiores e que minimiza cada uma das suas acções, de quem acha que os outros são estupidos o bastante para não perceberem o que se passa, dos que acham que são mais e melhor que todos os outros, dos que preferem desprezar a arriscar, dos que preferem enganar, mal e porcamente muitas vezes, a ser sinceros, dos que discriminam, dos que humilham e dos que ignoram só porque isso lhes dá a falsa sensação de que estão em controlo das coisas e que são superiores a tudo e todos...

Somos como somos... e tenho pena de quem não consegue ver isso...porque esses verão sempre uma pedra feia e cheia de arestas, nunca verão o diamante precioso e brilhante!

terça-feira, maio 30, 2017

Silêncios...

Há um ditado antigo que diz: quem cala consente.
Mas também existem outras teorias quanto ao silêncio perante algo:
Há quem tenha a teoria de que às vezes o silêncio é uma forma de evitar conversa com gente chata;
Há quem ache que é uma forma de evitar conflitos;
Há quem ache que é uma maneira de mostrar desinteresse face a algo;
Há quem ache que é apenas sinal de fraqueza e medo de interagir e entrar numa discussão;
Há quem ache que é apenas rude e de mau tom;
Há quem ache que é uma forma de passar despercebido;
E há quem ache que é uma forma educada de desviar o assunto e dizer que não querem nem saber...
Quem tem razão? Sei lá! Só sei que há silêncios que dizem mais que mil palavras...sobretudo aquelas que por medo ou simplesmente por cortesia não se dizem.
Mas se querem saber, e por mais que ache que o silêncio por vezes é de ouro, acho que há perguntas que não devem ficar sem resposta... porque atrás de silêncio...silêncio vem...e depois é o vazio...o oco...o nada...

domingo, maio 28, 2017

quinta-feira, maio 04, 2017

A cultura da "invejazinha"

Há por aí um hábito...um costume...uma moda, se preferirem, a que gosto de chamar a cultura da invejazinha...e o que é isso, perguntam vocês?
É simples...muito simples...existem pessoas que têm uma vida tão vazia de sentimentos, de emoções de eventos que gostam de descarregar a sua frustração em cima dos outros...sobretudo daqueles que têm vida própria...daqueles que vivem e não se limitam a ficar a vida passar enquanto se lamentam da falta de sorte, da falta de tempo...da falta de vontade...

É aquela cultura do "se eu estou mal porque é que os outros hão-de estar bem?", "se eu estou miserável porque é que os outros hão-de estar bem?", "Se eu não posso porque é que os outros hão-de poder?"...é uma opção de muitos...de tantos que alguns nem dão conta.

Parece que as pessoas que acham que têm vidas cheias porque nunca têm tempo para nada no fim de contas são as que levam as existências mais infelizes, são as que gostam de pisar nos outros, de fazer valer a sua posição de força...são as que gostam de minimizar o que os outros alcançam e diminuir o que os outros fazem...são aquelas para quem nunca nada está bem e nunca ninguém é bom o suficiente...são aquelas que não vivem e se limitam a passar pela vida...

quarta-feira, maio 03, 2017

Made in Portugal... ou talvez não...



Made in Portugal? Claro que sim...optamos sempre por produtos nacionais, com códigos de barras de empresas nacionais.

Esta explicação é ouvida vezes sem conta e devo admitir que eu própria prefiro comprar produtos de origem nacional...não é por isto ou por aquilo mas pelo simples facto de que a maioria tem qualidade e é uma forma de, supostamente, ajudar a estimular a economia e a produção nacional.

E foram esses pressupostos que deram origem a este desabafo...

Comprei num supermercado um saquinho de "Mistura de Frutos Secos", código de barras nacional de uma empresa nacional na zona do Alentejo... até aí tudo bem...mas depois fui olhar para a composição e verifiquei o seguinte:

Ingredientes / Origens

Sementes de Girassol - Bulgária
Sultana Orange (sultana e óleo de girassol)- Turquia
Sultana Dourada (sultana, óleo de girassol e conservante) - África do Sul
Arandos desidratados (arandos, açúcar e óleo de girassol) - Estado Unidos da América
Miolo de Noz - Chile
Miolo de Pevide - China

Nem um único frutinho seco deste pacote é de origem nacional!
Nem uma misera pevidezinha!
Nem uma misera semente de girassol!
Como é que é possível? Não crescem abóboras com semente em Portugal? O girassol em Portugal não tem sementes? Não temos vinhas que dêem sultanas? Não existem nogueiras por cá?

Feitas as contas estamos a comer frutos secos importados, do outro lado do mundo,  que são depois tratados e embalados em Portugal...não existem no nosso país produtores destes frutos? Os custos de importação são assim tão ínfimos que justifiquem o "abandono" dos produtores nacionais? Será este o resultado das politicas agrícolas que têm vindo a ser implementadas?
Tempos estranhos estes...

quarta-feira, abril 12, 2017

Ela parecia um icebergue...

Esquecer? Isso é que estava a ser complicado. 
Nem ele sabia o quanto aquela mulher havia bagunçado a sua vida e misturado numa confusão, sem fim à vista, os seus sentimentos.
Ela tinha um ar gélido, distante, frio e inalcançavel que o atraia e ao mesmo tempo o fazia recuar... Não sabia ao certo o que sentia por ela, mas sabia que sentia qualquer coisa nova e diferente.
Mas, talvez fosse melhor não sentir, estava de bem com a vida que tinha, continuava a viver no conforto da casa dos pais e a usufruir das mordomias que o estatuto familiar lhe permitia e não estava preparado para que alguém como ela lhe entrasse porta dentro e lhe virasse os planos do avesso.
Decidiu manter as guardas em cima embora quisesse mostrar que estava de peito aberto e por isso mostrava ser o que não era na esperança que isso bastasse para ela se afastar.
Ainda para mais eram de mundos tão diferentes...como é que ele podia um dia pensar levar alguém como ela ao museu opulento que era a sua casa e apresenta-la à família? No mínimo dava-lhes uma coisinha má...por muito especial que ela fosse, não era ela que o ia levar para o mundo real, sem mordomias, sem luxos e sem estatuto. Foi assim que começou a pensar na forma de a afastar, sem levantar suspeitas, garantindo que a sua reputação se mantinha intacta, bem como o estatuto de solteirão cobiçado.
E só quando conseguiu afasta-la da sua vida, antes que ela pudesse entrar e fixar-se nela, é que percebeu que aquela mulher que parecia um icebergue  escondia um coração de ouro e tinha um sol imenso e radioso dentro de si, uma ternura, um amor, uma doçura, que nenhuma outra poderia igualar... infelizmente percebera tarde demais... e agora...agora restava-lhe libertar a frustração nas almofadas de penas de ganso que, agora, apenas serviam para lhe secar as lágrimas...

sábado, abril 08, 2017

E passou um ano...

                                                          Foto de Helena Pinto.

Não foi uma decisão fácil... começar algo novo, tão fora do comum, tão exigente numa fase em que a auto-estima parecia ter ido de férias para um destino longiquo e com bilhete só de ida. Demorou um mês... um mês... a pensar...a pensar...a experimentar...a ver...a pensar...e um mês de depois lá fui, com a certeza, porém, de que no fim do mês desistiria e não voltaria mais.

A verdade é que não foi fácil...mas depois do primeiro mês veio outro e outro e outro e já passou um ano. 

Quando olho para trás e vejo o caminho que percorri, as coisas que alcancei, os obstáculos que superei, os medos que minimizei, a determinação, a persistência e a auto-estima que melhorei confesso que sinto um misto de orgulho por ter sido capaz de não desistir e de gratidão pelas pessoas que ao longo deste tempo me têm acompanhado e me têm permitido aprender tanto, mas tanto que nunca lhes poderei agradecer o suficiente.

Desistir já não é uma opção! Agora vão ter me aguentar... por mais uns tempos :) 

Agora a vontade é evoluir, crescer, aprender, aperfeiçoar e ser cada vez melhor, não melhor que ninguém mas melhor que eu mesma...não sigo este caminho para ser melhor que ninguém nem para competir com ninguém, sigo este caminho para me tornar no melhor que posso ser.

E como dizia o mestre: sê humilde... humilde para aprender sempre, para estar aberto a aprender com tudo e com todos...porque no fundo só a hunildade nos permite aprender e ter a generosidade de partilhar com os outros os nossos ensinamentos.

terça-feira, abril 04, 2017

Love Story...or not...

Sempre se considerou um homem normal, um homem capaz de apreciar a beleza de uma mulher e sobretudo um homem capaz de seduzir uma mulher. Sempre se considerou um homem interessante, charmoso, inteligente… um gentleman…e porque não dizê-lo, um sedutor. Sempre tivera mulheres a suspirar por si e nunca tivera dificuldades em conquistá-las…mas nunca nenhuma fora capaz de lhe arrombar o coração…

Mas com ela tudo tinha sido diferente… ela desafiava os conceitos pré estabelecidos, não tinha uma beleza daquelas de tirar a respiração nem era sexy de cair para o lado mas a forma desinteressada como olhou para ele quando se conheceram fez-lhe sentir borboletas no estômago e nesse instante soube que aquela mulher lhe havia de trazer muitos problemas… e isso fazia-o sentir-se ainda mais atraído por ela.

Ela não tinha uma beleza estonteante, não usava decotes até ao umbigo, nem tão pouco saias que deixassem vislumbrar as pernas que se adivinhavam torneadas por baixo das calças de ganga, não tinha o cabelo com cores, nem com madeixas, nem com frisados mas os caracóis rebeldes que lhe emolduravam o rosto conferiam-lhe um ar doce…noutros tempos nem teria olhado duas vezes…mas havia nela alguma coisa que o fascinava…talvez fosse o jeito contido de sorrir ou a forma como mexia no cabelo ou talvez o jeito como mordia o lábio de forma nervosa…

Havia naquela mulher uma estranha complexidade que ele ansiava descobrir, um certo mistério…e a forma como ela delicadamente o dispensara quando ele com todo o seu charme a abordou e convidou para sair deixaram-no ainda mais empolgado. Mas estranhamente o desejo que sentia em conhece-la não era por despeito, nem para provar que era capaz, nem sequer para o poder descartar após o primeiro encontro…desta vez ele estava genuinamente interessado em conhecer a pessoa para além da imagem.

Não desistiu nem à primeira, nem à segunda e muito menos à décima recusa dela em sair com ele…manteve-se firme, afinal estava decidido a quebrar aquela barreira que parecia erguer-se em seu redor. E um dia, cansada de tanta insistência ela lá concordou com um café…e nesse instante temeu…não estava habituado a lidar com mulheres assim, a ser visto apenas como mais um...mas não ia ceder.

No dia marcado, há hora combinada ela chegou…no seu jeito simples, de calças de ganga, sapato raso, camisola azul-escura e um lenço às flores ao pescoço…o cabelo rebelde emoldurava-lhe o rosto fazendo-a parecer uma rapariguinha simples e indefesa mas quando esboçou um sorriso, lhe estendeu a mão e disse: olá muito prazer…derreteu-o por dentro.

Seguiram lado a lado pelas ruas da cidade até a um sítio, que pareceu bem a ambos, era movimentado, no centro da cidade e nenhum dos dois corria riscos…sentaram-se, ela cruzou as pernas e esboçou um sorriso…conversaram longamente e ao fim de algum tempo o ambiente tornou-se descontraído como se fossem dois velhos amigos a conversar. A cada palavra dela ele ficava mais fascinado com ela…reparou na forma como ela enrolava o cabelo nos dedos, como ela mordia o lábio, como brincava com as franjas do lenço…estaria nervosa? Não conseguia ler para além do que via… ela era uma muralha sem janelas…

O tempo passou…encontraram-me mais algumas vezes…foram-se tornando amigos…partilharam bons momentos…mas havia alguma coisa que não batia certo. Ela intimidava-o…era isso. Estava habituado a mulheres fúteis, desejosas de carinho e atenção ainda que passageira, mulheres sem interesses sérios, sem objectivos definidos, mulheres que se contentavam em ser vistas com ele…não sabia como lidar com ela…ela não precisava dele, não estava carente dele, não se entregava de corpo e alma, não se intimidava…ela era uma mulher independente e isso era estranho para ele. Estar com ela era libertador, permitia-lhe ser ele mesmo, era refrescante…desafiante… ela era um presente caro num embrulho modesto.

Naquele dia arriscou tudo…e depois de muitas tentativas falhadas beijou-a…e esperou o pior…os olhos dela faiscavam e percebeu que ou tudo daria incrivelmente certo ou estupidamente errado quando ela simplesmente lhe disse: mas que raio foi isso? Tentou explicar…mas as palavras não saíram…sentiu uma mistura de coisas…perdeu o chão…o coração acelerou… e só sossegou quando ela se aproximou, o abraçou e o beijou…e que beijo! Naqueles minutos sentiu o chão desaparecer debaixo dos pés, o coração acelerar como louco, sentiu-se um menino…e pensou: então é isto que se sente ao beijar uma mulher de verdade! E num segundo os seus pensamentos foram mais fortes e sem se aperceber verbalizou o que lhe ia na cabeça: ainda me apaixono por ti…e assim como se tivesse sido atingida por um raio ela soltou-lhe o pescoço, olhou-o com um ar incrédulo, como se o mundo lhe tivesse caído em cima…recuou dois passos, atirou-lhe um: tinhas de estragar tudo…e virou costas sem olhar para trás. E ele ficou ali…no passeio…sem saber bem o que tinha acontecido, sem perceber o que fizera de errado, sem chão…sentou-se e tentou organizar as ideias…e lentamente começou a perceber: ela achou que era uma piada…ela achou que ele estava apenas a ser quem era antes de a ter conhecido…

Não…! Desta vez não ia baixar os braços. Desta vez era o tudo ou nada…desta vez era a sério. Desta vez não ia deixar a felicidade escapar sem luta. E persistiu…durante dias tentou contactá-la… sem sucesso. Finalmente o playboy fora apanhado nas malhas do amor e isso estava a deixá-lo louco…sabia agora que a vida sem ela não fazia sentido… e sabia que tudo dependia dele. Decidiu começar de novo…aos poucos…começou por provocar encontros casuais…por frequentar os sítios onde ela ia… por convidá-la para sair… uma e outra e outra e outra vez…até ela aceitar…

No dia marcado, quando à hora combinada ele chegou, esboçou um sorriso, lhe estendeu a mão e disse: olá muito prazer… ela sentiu-se derreter por dentro.

quinta-feira, março 16, 2017

Saco vazio

Estava farto! Farto de coisas que lhe lembravam dela! Era como se as lembranças o perseguissem em cada lugar, em cada cheiro, em cada objeto... como se ela tivesse impregnado a sua vida e não houvesse forma de a eliminar.
Estava cansado de recordar...cansado de se lembrar dela...de a associar a cada lugar onde ia...de a sentir no cheiro familiar do perfume de alguém com se cruzava na rua... estava cansado de viver com ela sem que ela estivesse presente...
Naquela tarde encheu-se de coragem...entrou em casa, pousou as chaves, foi ao quarto mudar de roupa, vestiu um fato de treino confortável, foi à cozinha abriu a gaveta e retirou um saco para o lixo. Inspirou... e nessa tarde revirou todos os recantos da casa, revoltou todas as gavetas, todos os armários, todas as prateleiras e todas as caixas...vasculhou minuciosamente cada milímetro do seu espaçoso apartamento...e ao fim de algumas horas, cansado, sentou-se no sofá e olhou para o saco...estava vazio! Percebeu então que há muito havia eliminado todos os vestígios dela da sua casa, do seu espaço...só não havia conseguido eliminá-la da sua lembrança e do seu coração...

sábado, março 11, 2017

A mochila...

A vida é como uma mochila que nos é dada quando iniciamos a nossa breve passagem por este mundo. É uma mochila que nos vai acompanhar ao longo de todo o percurso que formos fazendo, de todos os passos que formos dando e de todas as etapas e fases que vamos atravessando.

Cabe a cada um de nós decidir que mochila quer: se uma mochila cheia de tudo e mais alguma coisa, onde colocamos tudo o que apanhamos e que com o avançar do tempo vamos arrastando penosamente sem sequer ter oportunidade de apreciar o caminho, de olhar em volta ou de aproveitar um momento para descansar e respirar...ou se uma mochila onde colocamos apenas o que nos faz bem, o que nos faz rir, o que nos faz crescer, o que nos motiva, o que faz de nós pessoas melhores e que vamos carregando serenamente enquanto apreciamos a paisagem, enquanto observamos o caminho e enquanto respiramos e aproveitamos a viagem.

Cabe a cada um de nós decidir se quer apenas passar pela vida ou se quer de facto vivê-la!

sábado, fevereiro 18, 2017

Mini Conto


Naquele dia chegou a casa, inspirou profundamente, abriu a gaveta onde,solitariamente, se encontrava a camisa azul céu com riscas pretas, olhou-a,colocou-a na máquina de lavar, fechou a porta e carregou no programa curto.

Desaparecia assim a última memória que guardara do dia em que com um abraço ela lhe deixára na camisa o cheiro do seu perfume e no coração o vazio da sua partida...

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Valha-nos a esperança de um amanhecer melhor... de um novo dia... de novas oportunidades... de novos sonhos e novas conquistas... de novos olhares e novas ideias... de novas experiências... de novos bons dias...

terça-feira, fevereiro 07, 2017

sábado, fevereiro 04, 2017

terça-feira, janeiro 17, 2017

Mais importante...

Mais importante do que seres ou não capaz de fazer algo é o simples facto de tentares.
Não importa se consegues, se não consegues, se consegues bem ou mal...o que importa é aquele segundo em que trocas um "Não consigo" por um "Vou tentar".
O que importa é sentires em ti a vontade de arriscar, de tentar, de te superar, de atravessar os limites que impuseste a ti mesmo.
O que importa é o sorriso que abres quando percebes que tentaste... e isso vale mais que mil palavras.
O que importa é a satisfação que sentes quando percebes que começas a vencer o medo, que começas a vencer os teus demónios, que começas a derrubar as tuas barreiras e a redefinir os teus limites.
O que importa é que estás a aprender a arriscar, a tentar e que com isso estás a evoluir, a crescer e a tornar-te uma pessoa melhor.
O que importa não é fazer mais ou melhor que os outros, o que importa é fazer mais do que alguma vez achaste ser possível.

quinta-feira, janeiro 12, 2017

sábado, janeiro 07, 2017

domingo, janeiro 01, 2017

Novo Ano


2017 começou assim

Um brinde a nós, aos que gostam de nós, à vida, aos sorrisos e à capacidade de evoluir, de crescer e aprender com as experiências boas e menos boas do dia a dia, à persistência, à coragem, à harmonia e à luz.
Beijos e abraços e que 2017 vos traga sorrisos na cara, harmonia na alma e amor no coração