segunda-feira, maio 21, 2018

Muros ou pontes?

Por vezes temos dificuldade em nos adaptar às pessoas que nos rodeiam, às pessoas com quem convivemos e por vezes temos dificuldade em deixar pessoas novas entrar pelas portas da nossa vida. 
Por vezes estipulamos regras que acreditamos serem essenciais para que possamos conviver com certas pessoas... e por vezes ficamos sem saber o que fazer quando damos por nós a ter vontade de quebrar as regras, quando percebemos que afinal as coisas não são bem assim, quando começamos a ver as pessoas com outros olhos e a perceber para além do que a vista alcança.
Por vezes entramos em conflito entre o que achamos que devemos fazer, porque nos formatámos assim, e o que na verdade temos vontade de fazer.
E quando chegamos a esse ponto, entramos em conflito com o nosso próprio eu.
E aí temos duas opções:
Construir pontes e tentar viver as coisas de outra forma, aceitar outras opções, ceder e arriscar em novas oportunidades, aceitar que a nossa pré concepção podia estar errada, permitirmo-nos olhar as pessoas com um outro olhar...criar laços e construir coisas novas;
ou então
Construir muros e mantermo-nos intransigentes às nossas pré concepções, mesmo admitindo que podemos estar errados, criar conflitos, magoar e afastar as pessoas sem ter a coragem de lhes dizer porquê, reduzirmo-nos ao silêncio e simplesmente ignorar como se nunca tivessem cruzado a nossa vida.
O que é certo e o que é errado?
Não sei... não sei sequer se alguém saberá...
Sei apenas que construir muros só nos leva cada vez mais para dentro de nós, para dentro da nossa espiral muitas vezes auto destrutiva, para o nosso vazio, só nos aprisiona cada vez mais aos nossos fantasmas... Sei apenas que construir pontes nos pode trazer agradáveis surpresas, nos leva a olhar o mundo de outra forma, nos leva a procurar além do que a vista alcança...
Sei apenas... que tudo seria mais fácil se se construíssem mais pontes e de derrubassem mais muros...

quarta-feira, maio 02, 2018

Caricato ou comum?

Há coisas que me pasmam...talvez não devessem pasmar, mas são, pelo menos na minha óptica, situações tão disparatadas que me pasmam.
Talvez eu esteja errada... talvez vocês não se pasmem.

Num dia, por acaso feriado, deslocas-te a um serviço público, por acaso um Centro de Saúde... para pasmo geral não existem utentes...diriges-te ao balcão de atendimento para fazer a inscrição... do lado de lá duas funcionárias, em cima do balcão um PC, um portátil e um telemóvel... ambas parecem muito interessadas nos ecrãs e tu pensas: estão a pôr trabalho em dia ou então estão a adiantar trabalho para amanhã. E esperas... até que percebes, porque uma das funcionárias assim o diz, que afinal estão a configurar contas de Facebook e a aguardar a instalação do Messenger! E tu pensas: A sério?????

E cinco minutos depois, talvez porque o Messenger demora a instalar, lá te pergunta se é para a consulta e apetece-te responder: Não, vim ao Centro de Saúde comprar cebolas! 
Mas não respondes e dizes apenas: Sim. 
Ao que te respondem: É só aguardar. 
Apetece-te perguntar se é para esperar pela consulta se pela instalação do Messenger, mas não perguntas porque a pessoa por certo nem ia perceber a ironia.

Se as ditas funcionárias tivessem mantido o silêncio e não se tivessem pronunciado até ficava com boa impressão, davam imagem de funcionárias dedicadas e esforçadas... assim, bom assim fica complicado! 

Mais complicado se torna quando começamos a pensar se isto é uma caricata situação isolada ou se é procedimento comum por esse país fora... assim como assim, nenhuma é boa mas prefiro acreditar na primeira!

Inspirações + Motivações = Novidades!

Não é desconhecido o meu gosto pela escrita...aliás talvez até seja para alguns... Deste percurso fazem parte muitos caminhos, muitos capít...