domingo, dezembro 21, 2008

Festa de Natal



Nesta época do ano são ainda bastantes as empresas que organizam uma festa de Natal. A ideia é juntar todos aqueles que ao longo do ano contribuem para a laboração da empresa, para a sua manutenção, para o seu desenvolvimento e crescimento. É um dia de festa onde por umas horas todos são pessoas comuns que têm em comum o local de trabalho. A pensar nessa ocasião escrevi o texto que a seguir vos deixo... e que para mim representa o espirito que deve embuir estas festas.


Passam-se os dias, passam-se as semanas, passam-se os meses,
e assim quase sem darmos por isso se passou mais um ano,
assim se passaram coisas boas mas também coisas más,
assim se passaram tristezas mas também muitas alegrias,
assim aconteceram tantas coisas e tão depressa que por vezes
nem houve tempo para fazer projectos ou traçar um plano,
mas hoje é um dia especial, dia de deixar tudo isso para trás
e viver um dia que é tão especial e diferente dos outros dias.

Hoje já se sente o colorido das luzes e o cheiro alegre a Natal,
hoje sentamo-nos em redor da mesma mesa e partilhamos,
hoje esquecemos por umas horas a vida de todos os dias,
hoje somos pessoas diferentes, somos amigos e companheiros,
hoje tornamos o encanto do espírito natalício numa coisa real,
descobrimos que afinal todos têm algo de que até gostamos,
descobrimos que gostamos de partilhar as danças e as alegrias,
descobrimos que todos os encantos do natal são puros e verdadeiros.

Hoje é a nossa festa anual, a nossa festa para celebrar o Natal,
vamos conviver, vamos conversar, vamos rir e até vamos dançar,
vamos esquecer tudo aquilo que ao longo deste ano correu mal,
vamos aproveitar o que esta noite mágica tem para nos dar,
hoje é um dia de festa e por isso devemos vivê-lo como tal,
hoje é o dia desta nossa família celebrar a harmonia do Natal.

terça-feira, outubro 21, 2008

Desfolho as letras do teu nome

Desfolho as letras do teu nome como malmequeres
amarelos colhidos num jardim à beira da estrada,
desfolho-as e penso no que dirás quando souberes
que me dizem que afinal por ti nunca fui amada.

Desfolho as letras do teu nome em quieta surdina
na escuridão da noite que me envolve os pensamentos,
desfolho-as e por momentos volto a ser a menina
que acreditava na pura inocência dos sentimentos.

Desfolho as letras do teu nome como uma ladainha
na esperança de que a repetição se torne realidade
e de que num passe de magia apareças junto de mim,

de que num gesto mudo ponhas a tua mão na minha
e de que por momentos o sonho possa ser verdade
e de que na escuridão da noite se faça luz por fim.

(Participação no XII Concurso de Poesia - (N)a escuridão da noite - Site Luso-Poemas - Agosto 2008)

segunda-feira, agosto 04, 2008

Ecos de passado e medo

Retumbam bem dentro da minha alma os sons abafados
De mil e um trovões numa noite de tempestade angustiada,
De um turbilhão de pensamentos inquietos e malfadados
Que me trazem a vontade rendida e à incerteza agrilhoada.

Ecoam no fundo do meu peito os sons de um coração
Estilhaçado pelas dúvidas e trespassado pela incerteza,
De um coração que tenta em vão arranjar uma explicação
Para justificar o seu medo e a sua máscara de cruel frieza.

Ressoam no fundo do meu espírito ecos de coisas passadas
Que me transformaram o querer e me transfiguraram o ser,
Lembranças de coisas outrora amadas e hoje tão odiadas
Que me espezinharam a essência e me toldaram o viver.

Rugem nas profundezas do meu ser fantasmas aprisionados
Que nunca tive coragem para deixar partir em liberdade,
Fantasmas que me acorrentam no medo e que, a teu lado,
Me impedem de encontrar uma nova esperança de felicidade.

(Porque por vezes o medo de soltar as amarras do passado nos impede de navegar nas águas do futuro)

sábado, julho 26, 2008

Um simples desabafo...

Há uma nova actividade em vias de expansão,
diria mesmo que quase desporto nacional,
largamente praticada esta arte da invenção
cuja finalidade é da vida alheia dizer mal.
Já se perdeu o velho hábito do comentário
e até do mexerico tão comum e tão banal,
agora faz-se algo novo e extraordinário:
inventam-se novas histórias e ponto final!
Inventam-se umas coisitas para dar animação,
acrescentam-se mil pontos ao conto original
e se nos descuidamos e não prestamos atenção
uma unha encravada passa a doença terminal!
Pessoas que pouco falam e menos ainda se dão
quando dão por ela estão a caminho do altar,
e num volte de face cheio de imaginação
antes do casamento já se estão para divorciar.
Amigos, que nunca o foram, num piscar de olhos
passam a ser melhores amigos desde a infância,
e as histórias e as mentiras surgem aos molhos
mas sempre contadas com certeza e muita elegância.
E assim, se controem novas vidas, novas metas,
assim se destroem verdades e probabilidades,
e essas mentes desocupadas mas sempre bem abertas
aos poucos matam a realidade e abafam a eventualidade!

terça-feira, julho 22, 2008

Até ao vinho


Do trabalho árduo das mãos dos lavradores
que cuidam os seus preciosos vinhedos,
que sem olhar a fadigas nem a dores
as tratam segundo ancestrais segredos
hão-de nascer cachos feitos de ricas uvas
maduras pelo sol e abençoadas pelas chuvas.
Quando por fim o dourado Outono chegar
hão-de vindimar-se esses preciosos cachos,
laboriosos pés os hão-de pisar e repisar
num velho ritual destinado apenas a machos,
esse mosto há-de repousar e há-de ferver
para em velhos barris por fim se verter.
Do mosto que nasceu cacho na primavera
se fará o néctar dos deuses chamado vinho
que depois de silenciosa e cuidada espera
será por fim provado em dia de São Martinho,
e quando é bom o resultado há sorrisos no ar
pois afinal valeu a pena todo o duro trabalhar.
Cada copo de vinho tem uma história a contar
que começou nas vinhas, nas podas, no atar,
no desladroar, no desparrar e por fim no colher
e tudo mais que foi preciso para o podermos beber!

(Participação no 11º Concurso Literário do site Luso-Poemas com o tema "O Vinho" - 2008 - 13º Lugar)

quinta-feira, junho 05, 2008

Uma noites destas em que o sono teimava em não chegar, sentei-me no sofá com o comando da televisão na mão e fui fazendo o famoso "zapping", até que um programa me chamou a atenção... era sobre pessoas que se tinham conhecido na internet. Havia histórias felizes, histórias tristes, histórias de amizade, de amor...e até histórias de casamentos imagine-se! E foi desse programa que nasceu o poema que a seguir vos deixo.




Quase todas as noites espero por ti no mesmo local,
sentada na mesma cadeira, com a mesma luz acesa,
sempre com a mesma esperança de que tu apareças,
espero sempre uma conversa que não seja banal,
no meu pensamento há sempre dúvidas e incertezas
porque receio que tu simplesmente não apareças.

Quase todas as noites aguardo ansiosa o teu contacto,
sentada na penumbra, envolve-me um silêncio quieto
quebrado apenas pelo aviso da tua entrada em linha,
espero que me vejas aqui, neste momento exacto,
espero sempre uma palavra, um sinal em tom discreto
que mantenha acesa esta esperança que é só minha.

Quase todas noites anseio por esta conversa virtual,
sentada sobre o peso das minhas dúvidas e receios
que me fazem fugir e usar palavras cheias de indecisão,
espero sempre uma deixa para desvendar a verdade fatal,
espero sempre que de vez ponhamos de parte os nossos receios
e abramos um ao outro o que vai dentro do nosso coração.

Quase todas as noites me despeço de ti com um beijo
que cada dia que passa lamento mais não ser de verdade,
quase todas as noites tu me fazes esboçar um sorriso,
espero por ti sempre com a ternura deste meu desejo
que a cada dia que passa me lembra a simples realidade:
tu és o amor que eu quero e de cada vez mais eu preciso!

terça-feira, abril 29, 2008

À minha pequena aldeia ribatejana

(Besteiras - Uma pequena aldeia)


Fiz de uma pequena aldeia ribatejana
Tingida pelo verde intenso da serra
O chão donde minha alma emana,
O meu lar e a minha querida terra.

Fiz do verde intenso dos pinheiros
Refúgio dos meus encantos e ilusões,
Neles escrevi páginas de livros inteiros
Feitos de sonho, fantasia e recordações.

Fiz do chão onde nascem belas flores
E do ar sempre leve, fresco e puro
O maior de todos os meus amores,
As raízes do meu passado e futuro.

Fiz do cheiro da terra em noite de luar
O perfume dos lençóis da minha cama,
Fiz dele a melodia que paira no ar
Sempre que a saudade acende a sua chama.

Fiz de uma pequena aldeia ribatejana
A minha esperança, a luz do meu viver,
Fiz dela o chão donde minha alma emana
A raiz de amor que jamais posso esquecer.

Participação no II Concurso de Poesia em Rede subordinado ao tema "A minha terra" - 2008

Sê luz...

Sê a luz que ilumina o caminho de alguém, sê a luz que altiva nos guia lá do alto, não sejas sombra nem mágoa para ninguém, não fujas nem...