sábado, agosto 29, 2009

Tu és música que dança...


Tu és salsa, bolero, forró
ou mesmo sambinha de uma nota só,
tu és valsa ou tango argentino,
tu és as notas do meu destino.

Tu és merengue, mambo, lambada
ou mesmo uma rumba bem ritmada,
tu és fandango, corridinho, malhão,
tu és música que dança no meu coração.

quinta-feira, julho 30, 2009

Gosto...Gosto...!

Gosto do teu sorriso sempre leve e sincero
qual pedaço de paraíso onde perder-me espero.

Gosto do teu olhar sempre puro e brilhante
qual pedra preciosa em forma de diamante.

Gosto do teu olhar sempre alegre e despreocupado
qual perfil grego em branco mármore cinzelado.

Gosto do teu jeito sempre disponivel e atento
qual fonte de água pura que nos dá novo alento.

Gosto da tua gargalhada sempre solta e intensa
qual onda do vasto mar poderosa e imensa.

Gosto do teu jeito sereno, sempre com convicção
qual brisa que refresca o forte calor do Verão.

Gosto de tudo em ti porque me fizeste florescer
qual chuva de Verão que faz a terra renascer!

domingo, julho 05, 2009

Pétalas desfolhadas...



Foste embora quando nada o fazia prever,
partiste sem um adeus que fosse,
nunca olhaste para trás para ver o que ficava
e atrás de ti ficou um mundo incrédulo,
uma imensidão de pessoas que não queriam
e não podiam acreditar que fosse verdade.
Deixaste para trás a vida que era tua por direito,
deixaste o mundo que te estava guardado,
deixaste um rasto de dor e de pranto.
Partiste... não podia acreditar que tivesses
ido embora de uma vez por todas...
não podia acreditar que nunca mais iria ver
o brilho do teu sorriso ou a juventude do teu olhar.
Não podia ser verdade! Recusei-me a aceitar...
mas tive de aceitar... tinhas mesmo ido embora
para nunca mais voltar. De ti ficou a doce lembrança
de uma pessoa muito especial. Durante muito tempo
a noite era fria e triste no gelo da perda, mas depois...
depois passei a olhar o céu todas as noites,
passei a ver em cada estrela o brilho do teu olhar
e em cada raio de luar a magia do teu sorriso
tão doce, tão terno e ainda tão juvenil.
Partiste na flor da idade e deixaste espalhadas no chão
as pétalas desfolhadas da vida que era tua.
Continuo a olhar o céu todas as noites, pois só assim
o tempo passa e tu continuas pertinho de mim...


A todos os amigos que infelizmente partiram na flor da idade... em especial a uma querida amiga que há muitos anos partiu num mês de Julho...

sábado, junho 06, 2009

História de um castelo em verso



És um vigilante imponente e majestoso
indiferente ao peso da já vetusta idade,
vigias com olhar protector e misterioso
cada rua, cada recanto da nossa cidade.

D. Afonso Henriques te mandou edificar
para a linde sul com estratégia defender,
em 1137 os almóadas te vieram atacar
e a Paio Guterres acabaram por vencer.

Na épica Batalha de Ourique foram vencidos
os mouros, que também te quiserem tomar,
e mais uma vez caiste na mão dos inimigos
até D. Afonso Henriques te reconquistar.

Em 1142 recebeste a tua Carta de Foral,
foste reconstruido e reforçado na estrutura,
o desenvolvimento da povoação era tal
que em 1254 houve cortes na sua planura.

Ao raiar da Restauração encheste-te de alegria
e ergueste o pendão de Portugal, orgulhoso,
mas as invasões francesas vieram um dia
e depois disso o abandono triste e vergonhoso.

Ernesto Korrodi é o nome do grande mentor
que com seus projectos te devolveu a alegria,
depois de renovado retomaste o teu esplendor
e voltaste a ser o grandioso Castelo de Leiria!

quinta-feira, maio 21, 2009

Novidades!

É com prazer que partilho com aqueles que me agraciam com a sua passagem por este blog a alegria de ter ganho um concurso.
Trata-se do III Prémio de Poesia em Rede alusivo ao tema "As crianças" e no dia 20 deste mês foi tornado publico o resultado da votação dos participantes do concurso (uma vez que são eles que escolhem através da sua votação o seu preferido)conforme passo a transcrever:


"Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

É com o maior prazer que anunciamos que o Poema Vencedor do Terceiro Prémio de Poesia em Rede é:


Poema nº 50

Meninos da Rua
da autoria de Hisalena

Este foi o poema que os participantes-votantes deste Terceiro Prémio de Poesia em Rede elegeram como melhor poema, e com vantagem significativa em relação aos restantes, pelo que é único vencedor.

Parabéns à Autora do Poema!

Obrigado a todos os que votaram! "


Foi com alegria e surpresa que recebi a noticia porque todos os 81 poemas apresentados tinham muito valor e muita qualidade pelo que desde já dou os meus parabens a todos os participantes e faço votos de que continuem a mostrar o seu amor pela poesia.

E já que partilho com todos vós as boas notícias, partilho também o poema que me trouxe esta grande alegria.


Meninos da Rua

Meninos que têm o Mundo no olhar,
sonhos adormecidos sob a luz do luar,
lençóis feitos de chuva, de frio e de vento,
cobertores tecidos com mágoa e sofrimento.

Meninos que têm a cidade na sola do pé,
coração perdido que não sabe quem é,
conta corrente feita na palma da mão,
conta poupança para água e para pão.

Meninos adultos que não foram crianças,
desgostos que nunca foram esperanças,
desilusões de uma vida sem sentido,
meninos de rua neste Mundo perdido.

Meninos que têm nos olhos a mágoa,
tristeza em forma de leves gotas de água,
sonhos que adormecem à luz da lua,
rostos esquecidos dos meninos da rua.

Meninos sozinhos que são filhos do vento,
carinhos que nunca tiveram um momento,
meninos que fizeram da dor a sua mãe,
meninos que só têm a rua e mais ninguém.

Hisalena

segunda-feira, março 09, 2009

Hoje...

Hoje acordei com um brilho no olhar,
Um sorriso no rosto e vontade de cantar.

Hoje acordei com esperança renascida
E vontade de entoar uma canção à vida.

Hoje acordei com uma melhor disposição
E com uma estranha alegria no meu coração.

Hoje acordei e vesti uma roupa colorida
E senti-me mais feliz e desinibida.

Hoje acordei e até o sol pareceu mais brilhante
E eu senti-me uma estrela cintilante.

Hoje acordei envolta numa calma sem fim
E com grande tranquilidade dentro de mim.

Hoje acordei, fiz as pazes comigo e o mundo
E senti um alivio muito grande e profundo.

Hoje acordei, não me senti triste nem perdida
E em agradecimento fiz este simples hino à vida.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Um conto de Natal

Hoje quero apenas partilhar convosco um pequeno conto de Natal com o qual participei no Desafio Literário "Conte-nos um Conto de Natal" promovido pela cadeia de lojas Deborla e que, ao que soube hoje, faz parte do lote dos 10 premiados.
Deixo aqui também os meus parabêns a todos aqueles que participaram e que independentemente de terem sido premiados ou não deram brilho, talento e muita imaginação a este desafio. Parabêns a todos!

Conto de Natal

- NÃOOOOO! – O grito desesperado ecoou em todo o Pólo Norte.
- Greve? Os duendes estão em greve? Mas hoje é dia 23 de Dezembro, como é que vou conseguir ter os presentes prontos a tempo no dia de Natal? – Perguntava o Pai Natal gesticulando freneticamente.
- Calma querido – recomendava a Mãe Natal – não te enerves que não há nada pior que um Pai Natal enervado. Vais ver que tudo se resolve. Vamos lá pensar…
- Oh, Pai Natal… Pai Natal… - chamou timidamente a Rena Rodolfo – tive uma ideia.
- Oh Rudolfo, não queres que te leve a passear agora, pois não? – Perguntou o Pai Natal.
- Não… lembrei-me que o ano passado quando entregámos os presentes em Portugal passámos por cima de umas lojas que diziam "Deborla" e que tinham muitas coisas divertidas e variadas… talvez pudéssemos lá ir buscar os presentes…ouvi dizer que eles até têm um cartão de crédito que dá descontos!
- A sério Rodolfo? Mas que boa ideia, ainda que venha de uma rena…mas se existem tantas lojas, a qual havemos de ir? – Perguntou o Pai Natal.
- Bom seguindo aqui a rota do costume… a de Leiria…fica mesmo a caminho, podemos aproveitar para jantar e começar logo a distribuição dos presentes.
- Vamos que se faz tarde! Renas… Vamoss!!!
Num instante chegaram à DeBorla em Leiria, o Pai Natal estacionou cuidadosamente as renas no amplo parque da loja e entrou com a Mãe Natal.
- Ahhh!!! – exclamaram maravilhados – Tantas coisas! Difícil vai ser escolher!
- Não há problema – disse o Pai Natal- li as cartas todas e fiz a lista de compras, por isso mãos à obra.
Em menos de nada já a trenó do Pai Natal estava cheio de presentes para todos os gostos, para todas as idades, de todos os tamanhos e feitios e estavam todos prontos a seguir viagem e a começar a grande aventura do Natal.
A manhã do dia 25 amanheceu iluminada pelos gritos e risos de alegria das crianças (e dos adultos, claro!) que estavam radiantes pelos maravilhosos presentes recebidos.
- Este foi o melhor Natal de sempre! – Ouvia-se em cada casa um pouco por todo o Mundo.

Sê luz...

Sê a luz que ilumina o caminho de alguém, sê a luz que altiva nos guia lá do alto, não sejas sombra nem mágoa para ninguém, não fujas nem...