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Vida? O que é a vida?

Vida? O que é a vida?

A vida começa com um choro furioso enquanto

o ar entra pela primeira vez nos nossos pulmões,

é olhar cada coisa com um ar de espanto

à medida que o tempo avança e nos ensina,

é cair, esfolar os joelhos e fazer arranhões,

é ver em cada gesto o esboço de uma sina,

a vida é saber que tudo é eterno enquanto dura

e que mais vale insistir do que nunca tentar,

é saber que até o diamante mais duro se fura,

é aprender com cada gesto, com cada pessoa,

é rir, é cantar, é sonhar e tantas vezes chorar,

é acreditar que a essência da vida é boa,

a vida é um pião que gira sem direcção,

é um rosto que se cruza no nosso caminho,

é por vezes tristeza, por vezes apenas solidão,

é saber que algures existe um ombro amigo,

é abrir os braços ao mundo e colher o amanhã,

é fechar os olhos e arriscar à beira do precipício

a vida é tudo e esse tudo é nada…

a vida é a única coisa que nos é dada,

a vida é a única coisa que é nossa até ao dia

em que a uma certeza maior diga:

- Vida…está na hora de fechar o ciclo e …

Apresentação do meu livro em Ferreira do Zêzere

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Existem dias que nos marcam, ocasiões que perduram para além do tempo e memórias que ficarão para sempre gravadas nas páginas do livro da nossa vida. Sem qualquer sombra de dúvida o dia 08 de Maio foi um desses dias por razões que enunciarei mais à frente.
O dia amanheceu chuvoso o que não foi propriamente animador mas a esperança na realização de um sonho iluminou o dia. Foi com alegria que assisti à chegada de familiares, amigos e conhecidos que sem olhar à chuva saíram de sua casa, do conforto do seu lar simplesmente para estar presentes num dia tão importante para mim…a apresentação do meu 1º livro na terra a que orgulhosamente chamo minha… a todas essas pessoas o meu agradecimento sincero.
Não posso, em consciência, deixar de salientar o empenho, a dedicação, o apoio e o esforço de todos os que tornaram possível a realização desta iniciativa e sobretudo de todos quantos se empenharam na sua divulgação. Aqui deixo um agradecimento à Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere e à Bibliot…
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Tem dias que a gente chora...

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Tem dias que a gente chora de alegria e animação
E noutros a gente chora de tristeza e decepção.
Tem dias que a gente chora de uma piada engraçada
E noutros a gente chora por essa vida desgraçada.
Tem dias que a gente chora da alegria da chegada
E noutros a gente chora a partida anunciada.
Tem dias que a gente chora de amor e de paixão
E noutros a gente chora de raiva e desilusão.
Tem dias que a gente chora olhando a beleza da vida
E noutros a gente chora olhando a gente esquecida.
Tem dias que a gente chora por uma vitória no futebol
E noutros a gente chora as mágoas todas assim de um rol.
Tem dias que a gente chora porque acorda vivo a mexer
E noutros a gente chora alguém que acabou de morrer.
Tem dias que a gente chora de tão grande felicidade
E noutros a gente chora de tão grande saudade.
Tem dias que a gente chora perante a beleza do mundo
E noutros a gente chora porque bateu lá no fundo.

E essa lágrima que vejo escorregando no seu rosto
Será de pura alegria ou de imenso desgosto?

Update sobre o meu livro

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Hoje venho ao vosso encontro por três motivos, todos eles relacionados com o mesmo tema:

1º Informar que já é possivel adquirir o meu livro (em papel) online através do link que se segue:
http://www.worldartfriends.com/store/443-helena-pinto-emocoes-a-flor-do-verso.html

2º Informar que também já é possível adquirir o meu livro em formato de e-book através do seguinte link:
http://www.worldartfriends.com/store/397-emocoes-a-flor-do-verso.html

2º Agradecer as palavras e manifestações de incentivo, carinho e apreço com que me têm agraciado.
É muito bom ouvir coisas boas, e até menos boas, sobre o nosso trabalho porque são essas opiniões que nos incentivam a fazer cada vez mais e melhor.

Obrigada!

E se um dia...como no Haiti?

E se um dia acordasse com o chão a estremecer?
E se um dia sentisse sobre mim o peso das paredes a abater?
Que faria? Que faria se um dia o mundo que sempre conheci
Ficasse reduzido a um monte de escombros poeirentos?
Que faria? Que faria se um dia tudo aquilo que vivi
Se perdesse em gritos desesperados e sangrentos?
Que faria? Que faria se se esvaíssem em nuvens de nada
Aqueles que amei, aqueles que habitam dentro do meu coração?
Que faria? Que faria se numa manhã de forma inusitada
Toda a minha vida se resumisse a um monte de destruição?
Que faria? Que faria se das profundezas do mar se erguesse
Irado um gigante em espasmos de violento tremor?
Que faria? Se num piscar de olhos tudo desaparecesse
E se nada restasse além do medo, da morte e do horror?
Que faria? Que faria se um dia acontecesse aqui
Uma tragédia semelhante à que varreu o Haiti?

Ano Novo

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Ano Novo


Tocam as doze badaladas no sino lá da igreja
E em cada passa põe-se o sonho que se deseja,
Uma nota no bolso para muita sorte e fortuna
E o champanhe traz uma vertigem de espuma.

Deitam-se fora coisas velhas na esperança, talvez,
Que o ano que passou as enterre de uma vez,
Há foguetes a estoirar e tampas de tachos a bater
Para afugentar o mal que se quer de vez esquecer.

Há muita festa e alegria, há risos e animação,
Uma nova esperança acesa dentro do coração:
Que este ano novo que ainda agora aqui chegou
Não seja de todo pior do que aquele que acabou.