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Poesia

Neste Dia Mundial da Poesia... para todos aqueles para quem as palavras são parte de si...


Palavras que a caneta diz mas que a alma cala e esconde, Ondulações de pensamentos e correntes de sensações, Emergir de questões a que a mão diligente responde Sem se preocupar com as consequências ou a razões, Inicio de um caminho percorrido pelo ser que se liberta,
Assim és tu poesia, janela do meu ser, livre e aberta!

Primavera

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Parece que chegas hoje para a tua estada habitual Recheada de flores, de sol e de andorinhas pelo ar,

Indiferente ao inverno que este ano foi tão brutal

Mas esperançosa no mundo que vais encher e animar… As flores esperam por ti para desabrochar em flor,

Verdadeiras explosões de luz, de sol e de cor E tu chegas… rainha aguardada, depois do estio invernal, Renovada na tua graça etérea e simplicidade estival,

Aguardo-te primavera na tua morna brisa maternal…

Pai para sempre!

Neste dia especial, aqui fica para todos os pais...

Pode passar o tempo desta vida e de outra também, Andar todo o mundo num frenético e alucinado vaivém, Indagar o espírito as misteriosas razões que a vida tem…
Pode ruir o mundo e desabar o espaço em meu redor, Andar ao rumo das marés do mar e do vento ao seu sabor, Recuar um passo para avançar dois sem medo e sem temor, Acordar para a realidade num súbito e inesperado tremor…
Seja a vida boa ou má, cheia de sorte ou do mais malfadado azar, Eu sei que tu estás sempre lá para na caminhada me amparar, Mais que tudo és a mais desinteressada e pura forma de amar… Pai! Podemos nem sempre estar de acordo e ter as nossas discussões, Relembrando que o tempo passou e que com ele aos poucos eu cresci
E no entanto nada muda, nada fere, nada mata este imenso amor por ti!
Está no forno a minha mais recente aventura do mundo das palavras e das letras... em breve poderei apresentar-vos o "bolinho" já cozinhado :)

Deixo-vos um aperitivo... para instigar a curiosidade: "Uma porta entreaberta que revela o que vai no mais íntimo de mim (...)
Novidades fresquinhas... muito em breve!

Motim de palavras!

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(Imagem retirada da Internet) Amotinaram-se as palavras
que trago encerradas no peito,
recusam-se a soltar as amarras
e a sair alinhadas a preceito,
recusam-se a ser verso de poema
ou letra de uma qualquer canção,
recusam-se a dar voz ao dilema
e a tomar o partido do coração.

Amotinaram-se as palavras
que uso para falar do que calo,
recusam-se a ser linhas malfadadas
onde me perco, me afundo e me ralo,
recusam-se a ser o meu abrigo
ou o refugio dos meus medos,
recusam-se a ser poema sentido
que me nasce na ponta dos dedos.

Chove-me... Troveja-me...!!

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(Imagem retirada da Internet)

Chove-me na alma o imenso cansaço desta vida Mundana, sem rumo, sem direcção, sem futuro, Sem esperanças, sem certezas, sem alegria, Sem forma de trepar para o outro lado do muro. Troveja-me na alma a profunda indignação Com a desatenção, com a frieza, com a estupidez, Com a mais absoluta e plena falta de orientação Com que esta gente governa apenas na sua altivez. Chove-ma na alma a vontade de berrar a plenos pulmões Que estou farta deste bando, desta corja que nos mata Aos poucos a esperança, a oportunidade e as opções e que transforma o nosso futuro num monte de sucata. Troveja-me na alma a ânsia de ouvir palavras de bem, De ouvir razões, explicações, de ver justiça e igualdade, De saber que é errado tirar a quem já quase nada tem E que ainda existe algures uma réstia perdida de humanidade!