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2º Lugar... nada mal, hem! no Desafio de Poesia: Meditações sobre a Palavra"


Palavras, palavrinhas e palavrões
Palavras, palavrinhas e palavrões,
Há de tudo e para todas as ocasiões…
Há as que consolam e confortam o triste ser,
Há as que alegram e animam até mais não poder,
Há as que fazem o coração ficar desassossegado,
Há as que fazem o mundo parecer todo dourado,
Há as que são perfumadas como belas flores,
Há as que dão origem a grandes e loucos amores… Palavras, palavrinhas e palavrões,
Há de tudo para todas as ocasiões…
Há as que ferem e magoam bem fundo o coração,
Há as que despropositadas matam logo a situação,
Há as que ofendem e fazem a lágrima correr,
Há as que diminuem e nos fazem querer desaparecer,
Há as que maltratam cheias de mágoa e rancor,
Há as que matam qualquer leve réstia de amor…. Palavras, palavrinhas e palavrões,
Há de tudo para todas as ocasiões…
Há as que dizem mais que mil gestos de bem-querer,
Há as que magoam mesmo sem o quererem fazer,
Há as que enchem a vida de sol, de l…

Desabafo... Neste dia 25 de Abril de 2015

Há 41 anos um grupo de homens valentes derrubou o regime, libertou-nos dos grilhões da opressão de uma ditadura deu-nos a liberdade...e quem veio a seguir que fez com ela? Arrastou-a pelo chão como uma esfregona suja e gasta e fez dela uma liberdade condicionada aos mandos e desmandos de uma classe politica que se serve do povo e que nunca soube servir o povo. 
Hoje a nossa liberdade depende de um bando de garotos engravatados a brincar aos políticos e aos governos, depende de uma corja que nos desgoverna, que nos oprime, que nos mata aos poucos enquanto enche os bolsos e esbanja o dinheiro que nos manda poupar em festas, recepções e deslocações...depende de ex informadores do antigo regime, depende de um bando de engravatados com cursos a martelo e que nunca na vida fizeram nada a não ser "trabalhar" em tachos convenientemente arranjados pelos papás e amigos dos papás, depende de uma corja que vive no luxo e na ostentação e que ainda tem a pouca vergonha de dizer que viver c…

Memória de um menino

Heis-me aqui hoje sentado sob esta sombra verdejante, Recordando o meu passado, sou de novo menino errante, Volto a ser aquele petiz, descalço a caminho da escola, Carregando, tão feliz, os meus livros na sacola, percorria longo caminho para aprender um dia a ler, para perceber o mundo que me tentavam esconder, brincava feliz, contente, sem riqueza e sem temor pois no meu peito brilhava a chama de um doce amor. Vejo-me de novo ali, sentado naqueles banquinhos Hoje tão desgastados, tão tristes e tão velhinhos, E volto a ser a criança que sonhava um dia ser Letrado, sem importância, desde que soubesse ler, Volto a ver a bata branca nas costas de uma cadeira Esperando enxugar com o calor da fogueira, Volta a ver a professora que altiva me chamava Apenas para me punir os erros à reguada… Olho e vejo tanta gente, que nem consigo conhecer, Gente que nos mesmos bancos, também aprendeu a ler, Aprenderam coisas novas, de que nunca ouvi falar, Cresceram de forma diferente, aprenderam a sonhar, Tiveram oportunidade…

Quem és tu?

Quem és tu?
Tu que com palavras ásperas me fizeste tantas vezes chorar, Tu que com essas lágrimas me ensinaste a crescer, Tu que com essas palavras me ensinaste a acreditar Que podia ser tudo o que eu sonhasse e quisesse ser…
Quem és tu? Tu que por vezes pareces esquecer-te que já sou crescido, Tu que por vezes me olhas e vês apenas a tua criança, Tu que me acolhes quando me sinto vazio e perdido E que no teu abraço me devolves o sonho e a esperança…
Quem és tu? Tu que me ensinaste com dureza a enfrentar as dificuldades, Tu que me ensinaste que não há problema não se ser perfeito, Tu que no bem e no mal me acompanhaste nas adversidades e que  para além da eternidade viverás sempre no meu peito…
Quem és tu? Tu que serás sempre um lugar especial dentro do meu coração, Tu que vais sempre na minha vida por onde a minha vida vai, Tu que serás sempre muito mais do que uma recordação, Tu que és e sempre serás o significado da singela palavra PAI!

1º Encontro de Poetas de Ferreira do Zêzere

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Encontro de Poetas em Ferreira do Zêzere A Biblioteca Municipal Dr. António Baião de Ferreira do Zêzere vai promover no próximo sábado, 21 de março, Dia Mundial da Poesia, às 15h00, o 1º Encontro de Poetas de Ferreira do Zêzere. Aceitaram o convite neste primeiro ano:
Adélia Peixoto António Ricardo Helena Pinto João Roberto Jorge Roberto Maria do Carmo Maria Lucília Pedro Martins Raúl Saramago Risoleta Pedro Sá Flores Grupo de Desgarrada dos Carvalhais

Escolinha das Besteiras

I Almoço Convívio de Antigos Alunos e Professores da Escola Primária das Besteiras.
Ainda se lembram na nossa escolinha? Que saudades daqueles bons velhos tempos em que tudo parecia tão simples, tão natural... onde o céu era azul e as nuvens eram coisas de crescidos. E dos colegas...lembram-se? Olho para antigas fotografias e se alguns facilmente são identificados, outros há que confesso já não saber quem são. Alguns mantêm-se presentes na nossa vida, outros vemos de quando em vez e a outros simplesmente perdemos o rasto. E dos professores, lembram-se? Confesso que já não me lembro do nome de todos eles... apenas de alguns. E das brincadeiras...lembram-se? Ah... dessas lembro-me bem! Era uma festa! O que nos divertíamos a correr e saltar por todo o lado! Até os joelhos esfolados e os arranhões tinham graça... E do dia de tirar fotografias... lembram-se? Desses dias lembro-me bem... detestava-os! As mães vestiam-nos uma roupinha melhor, penteavam-nos a preceito e recomendavam cuidado para n…

Não me perguntes quem sou...

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Não me perguntes quem sou
porque não te sei responder,
sou folha que o vento levou
sou página ainda por escrever.
Sou o tudo e sou o nada,
sou o passado e o futuro,
sou a noite e a madrugada,
sou a luz e sou o escuro,
sou a incerteza e a indecisão,
sou a lágrima e o sorriso,
sou a loucura e sou o siso,
sou a água que livre corre,
sou a pedra rolada do rio,
sou a esperança que não morre,
sou a fantasia de um desvario...
Não me perguntes quem sou
porque não te sei responder,
sou apenas aquilo que sou
e sou o que serei até morrer!