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A sociedade do descartável

Sou daquelas pessoas que tem a mania de pensar demais nas coisas... às vezes é bom e às vezes nem por isso... enfim. Ultimamente tem-me dado para olhar em meu redor e confesso que me preocupa, para não dizer que me assusta o que vejo.
          Vivemos na sociedade do descartável... Está maluca!- Estão vocês a pensar a esta altura. Não estou não - respondo eu.
          A verdade é que ao longo dos tempos se foram perdendo os valores, as noções básicas do respeito, os afectos e as coisas para a vida. Fomos construindo uma sociedade onde tudo é efémero e onde tudo faz sentido até ter utilidade... porque depois é simplesmente jogado fora.
         Os idosos deixam de poder contribuir com o seu trabalho, muitas vezes para o sustento dos filhos, começam a dar trabalho, a entorpecer, a dizer coisas sem sentido... não há problema despeja-se num lar ou num hospital e eles que cuidem...ou então deixa-se em casa à sua sorte à espera que uma alma caridosa se lembre de por lá passar pa…

DESABAFO!!!!!!!!!

Mediante algumas publicações que tenho lido ultimamente e que se referem a actos praticados em Portugal que implicam a tortura e morte de animais verifico que em nome da manutenção da tradição se continuam a perpetrar actos de barbárie para com os animais: a morte do touro em Barrancos, a imolação de um gato nas festas de Mourão em Vila Flor, galos mortos à paulada por pessoas vendadas enquanto o pobre animal está enterrado até ao pescoço em Ruivães, para não falar de outras igualmente bárbaras e desumanas que devem andar por aí camufladas. Em nome da tradição continuamos a manter ritos bárbaros e cruéis que envergonham qualquer pessoa e enxovalhamos um país que se diz democrático, civilizado e evoluído. Obviamente há tradições igualmente más ou piores por esse mundo fora: o touro de fogo em Espanha, a imolação de cães e gatos num famoso festival na China, galos enterrados até ao pescoço e mortos à paulada no Brasil, apenas para enumerar alguns. Tudo actos de pura barbárie, importados …
https://youtu.be/C_IDjNj8RNI
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Antes de mais obrigada ao Dr. Hélio Antunes, Vereador da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, e ao Dr. Armando Cotrim, Coordenador da Biblioteca Municipal Dr. António Baião, pelo generoso convite para participar na Feira do Livro e pela oportunidade de falar um bocadinho mais acerca da minha aventura no mundo das letras. Obrigada a todos os que se dispuseram a deslocar-se à Biblioteca Municipal num fim de tarde de Sexta-feira para me ouvirem, pelas simpáticas palavras que me dirigiram.
Foi uma honra e um privilégio partilhar convosco um belo fim de tarde.
2º Lugar... nada mal, hem! no Desafio de Poesia: Meditações sobre a Palavra"


Palavras, palavrinhas e palavrões
Palavras, palavrinhas e palavrões,
Há de tudo e para todas as ocasiões…
Há as que consolam e confortam o triste ser,
Há as que alegram e animam até mais não poder,
Há as que fazem o coração ficar desassossegado,
Há as que fazem o mundo parecer todo dourado,
Há as que são perfumadas como belas flores,
Há as que dão origem a grandes e loucos amores… Palavras, palavrinhas e palavrões,
Há de tudo para todas as ocasiões…
Há as que ferem e magoam bem fundo o coração,
Há as que despropositadas matam logo a situação,
Há as que ofendem e fazem a lágrima correr,
Há as que diminuem e nos fazem querer desaparecer,
Há as que maltratam cheias de mágoa e rancor,
Há as que matam qualquer leve réstia de amor…. Palavras, palavrinhas e palavrões,
Há de tudo para todas as ocasiões…
Há as que dizem mais que mil gestos de bem-querer,
Há as que magoam mesmo sem o quererem fazer,
Há as que enchem a vida de sol, de l…

Desabafo... Neste dia 25 de Abril de 2015

Há 41 anos um grupo de homens valentes derrubou o regime, libertou-nos dos grilhões da opressão de uma ditadura deu-nos a liberdade...e quem veio a seguir que fez com ela? Arrastou-a pelo chão como uma esfregona suja e gasta e fez dela uma liberdade condicionada aos mandos e desmandos de uma classe politica que se serve do povo e que nunca soube servir o povo. 
Hoje a nossa liberdade depende de um bando de garotos engravatados a brincar aos políticos e aos governos, depende de uma corja que nos desgoverna, que nos oprime, que nos mata aos poucos enquanto enche os bolsos e esbanja o dinheiro que nos manda poupar em festas, recepções e deslocações...depende de ex informadores do antigo regime, depende de um bando de engravatados com cursos a martelo e que nunca na vida fizeram nada a não ser "trabalhar" em tachos convenientemente arranjados pelos papás e amigos dos papás, depende de uma corja que vive no luxo e na ostentação e que ainda tem a pouca vergonha de dizer que viver c…

Memória de um menino

Heis-me aqui hoje sentado sob esta sombra verdejante, Recordando o meu passado, sou de novo menino errante, Volto a ser aquele petiz, descalço a caminho da escola, Carregando, tão feliz, os meus livros na sacola, percorria longo caminho para aprender um dia a ler, para perceber o mundo que me tentavam esconder, brincava feliz, contente, sem riqueza e sem temor pois no meu peito brilhava a chama de um doce amor. Vejo-me de novo ali, sentado naqueles banquinhos Hoje tão desgastados, tão tristes e tão velhinhos, E volto a ser a criança que sonhava um dia ser Letrado, sem importância, desde que soubesse ler, Volto a ver a bata branca nas costas de uma cadeira Esperando enxugar com o calor da fogueira, Volta a ver a professora que altiva me chamava Apenas para me punir os erros à reguada… Olho e vejo tanta gente, que nem consigo conhecer, Gente que nos mesmos bancos, também aprendeu a ler, Aprenderam coisas novas, de que nunca ouvi falar, Cresceram de forma diferente, aprenderam a sonhar, Tiveram oportunidade…