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Made in Portugal... ou talvez não...

Made in Portugal? Claro que sim...optamos sempre por produtos nacionais, com códigos de barras de empresas nacionais.

Esta explicação é ouvida vezes sem conta e devo admitir que eu própria prefiro comprar produtos de origem nacional...não é por isto ou por aquilo mas pelo simples facto de que a maioria tem qualidade e é uma forma de, supostamente, ajudar a estimular a economia e a produção nacional.

E foram esses pressupostos que deram origem a este desabafo...

Comprei num supermercado um saquinho de "Mistura de Frutos Secos", código de barras nacional de uma empresa nacional na zona do Alentejo... até aí tudo bem...mas depois fui olhar para a composição e verifiquei o seguinte:

Ingredientes / Origens

Sementes de Girassol - Bulgária
Sultana Orange (sultana e óleo de girassol)- Turquia
Sultana Dourada (sultana, óleo de girassol e conservante) - África do Sul
Arandos desidratados (arandos, açúcar e óleo de girassol) - Estado Unidos da América
Miolo de Noz - Chile
Miolo de Pevide - Chi…

Ela parecia um icebergue...

Esquecer? Isso é que estava a ser complicado.  Nem ele sabia o quanto aquela mulher havia bagunçado a sua vida e misturado numa confusão, sem fim à vista, os seus sentimentos. Ela tinha um ar gélido, distante, frio e inalcançavel que o atraia e ao mesmo tempo o fazia recuar... Não sabia ao certo o que sentia por ela, mas sabia que sentia qualquer coisa nova e diferente. Mas, talvez fosse melhor não sentir, estava de bem com a vida que tinha, continuava a viver no conforto da casa dos pais e a usufruir das mordomias que o estatuto familiar lhe permitia e não estava preparado para que alguém como ela lhe entrasse porta dentro e lhe virasse os planos do avesso. Decidiu manter as guardas em cima embora quisesse mostrar que estava de peito aberto e por isso mostrava ser o que não era na esperança que isso bastasse para ela se afastar. Ainda para mais eram de mundos tão diferentes...como é que ele podia um dia pensar levar alguém como ela ao museu opulento que era a sua casa e apresenta-la à fam…

E passou um ano...

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Não foi uma decisão fácil... começar algo novo, tão fora do comum, tão exigente numa fase em que a auto-estima parecia ter ido de férias para um destino longiquo e com bilhete só de ida. Demorou um mês... um mês... a pensar...a pensar...a experimentar...a ver...a pensar...e um mês de depois lá fui, com a certeza, porém, de que no fim do mês desistiria e não voltaria mais.
A verdade é que não foi fácil...mas depois do primeiro mês veio outro e outro e outro e já passou um ano. 
Quando olho para trás e vejo o caminho que percorri, as coisas que alcancei, os obstáculos que superei, os medos que minimizei, a determinação, a persistência e a auto-estima que melhorei confesso que sinto um misto de orgulho por ter sido capaz de não desistir e de gratidão pelas pessoas que ao longo deste tempo me têm acompanhado e me têm permitido aprender tanto, mas tanto que nunca lhes poderei agradecer o suficiente.
Desistir já não é uma opção! Agora vão ter me aguentar... por mais uns tempos :) 
Agora a …

Love Story...or not...

Sempre se considerou um homem normal, um homem capaz de apreciar a beleza de uma mulher e sobretudo um homem capaz de seduzir uma mulher. Sempre se considerou um homem interessante, charmoso, inteligente… um gentleman…e porque não dizê-lo, um sedutor. Sempre tivera mulheres a suspirar por si e nunca tivera dificuldades em conquistá-las…mas nunca nenhuma fora capaz de lhe arrombar o coração…

Mas com ela tudo tinha sido diferente… ela desafiava os conceitos pré estabelecidos, não tinha uma beleza daquelas de tirar a respiração nem era sexy de cair para o lado mas a forma desinteressada como olhou para ele quando se conheceram fez-lhe sentir borboletas no estômago e nesse instante soube que aquela mulher lhe havia de trazer muitos problemas… e isso fazia-o sentir-se ainda mais atraído por ela.

Ela não tinha uma beleza estonteante, não usava decotes até ao umbigo, nem tão pouco saias que deixassem vislumbrar as pernas que se adivinhavam torneadas por baixo das calças de ganga, não tinha o c…

Saco vazio

Estava farto! Farto de coisas que lhe lembravam dela! Era como se as lembranças o perseguissem em cada lugar, em cada cheiro, em cada objeto... como se ela tivesse impregnado a sua vida e não houvesse forma de a eliminar.
Estava cansado de recordar...cansado de se lembrar dela...de a associar a cada lugar onde ia...de a sentir no cheiro familiar do perfume de alguém com se cruzava na rua... estava cansado de viver com ela sem que ela estivesse presente...
Naquela tarde encheu-se de coragem...entrou em casa, pousou as chaves, foi ao quarto mudar de roupa, vestiu um fato de treino confortável, foi à cozinha abriu a gaveta e retirou um saco para o lixo. Inspirou... e nessa tarde revirou todos os recantos da casa, revoltou todas as gavetas, todos os armários, todas as prateleiras e todas as caixas...vasculhou minuciosamente cada milímetro do seu espaçoso apartamento...e ao fim de algumas horas, cansado, sentou-se no sofá e olhou para o saco...estava vazio! Percebeu então que há muito havia …

A mochila...

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A vida é como uma mochila que nos é dada quando iniciamos a nossa breve passagem por este mundo. É uma mochila que nos vai acompanhar ao longo de todo o percurso que formos fazendo, de todos os passos que formos dando e de todas as etapas e fases que vamos atravessando.

Cabe a cada um de nós decidir que mochila quer: se uma mochila cheia de tudo e mais alguma coisa, onde colocamos tudo o que apanhamos e que com o avançar do tempo vamos arrastando penosamente sem sequer ter oportunidade de apreciar o caminho, de olhar em volta ou de aproveitar um momento para descansar e respirar...ou se uma mochila onde colocamos apenas o que nos faz bem, o que nos faz rir, o que nos faz crescer, o que nos motiva, o que faz de nós pessoas melhores e que vamos carregando serenamente enquanto apreciamos a paisagem, enquanto observamos o caminho e enquanto respiramos e aproveitamos a viagem.

Cabe a cada um de nós decidir se quer apenas passar pela vida ou se quer de facto vivê-la!

Mini Conto

Naquele dia chegou a casa, inspirou profundamente, abriu a gaveta onde,solitariamente, se encontrava a camisa azul céu com riscas pretas, olhou-a,colocou-a na máquina de lavar, fechou a porta e carregou no programa curto.

Desaparecia assim a última memória que guardara do dia em que com um abraço ela lhe deixára na camisa o cheiro do seu perfume e no coração o vazio da sua partida...