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Muros ou pontes?

Por vezes temos dificuldade em nos adaptar às pessoas que nos rodeiam, às pessoas com quem convivemos e por vezes temos dificuldade em deixar pessoas novas entrar pelas portas da nossa vida. 
Por vezes estipulamos regras que acreditamos serem essenciais para que possamos conviver com certas pessoas... e por vezes ficamos sem saber o que fazer quando damos por nós a ter vontade de quebrar as regras, quando percebemos que afinal as coisas não são bem assim, quando começamos a ver as pessoas com outros olhos e a perceber para além do que a vista alcança.
Por vezes entramos em conflito entre o que achamos que devemos fazer, porque nos formatámos assim, e o que na verdade temos vontade de fazer.
E quando chegamos a esse ponto, entramos em conflito com o nosso próprio eu.
E aí temos duas opções:
Construir pontes e tentar viver as coisas de outra forma, aceitar outras opções, ceder e arriscar em novas oportunidades, aceitar que a nossa pré concepção podia estar errada, permitirmo-nos olhar as pes…

Caricato ou comum?

Há coisas que me pasmam...talvez não devessem pasmar, mas são, pelo menos na minha óptica, situações tão disparatadas que me pasmam.
Talvez eu esteja errada... talvez vocês não se pasmem.

Num dia, por acaso feriado, deslocas-te a um serviço público, por acaso um Centro de Saúde... para pasmo geral não existem utentes...diriges-te ao balcão de atendimento para fazer a inscrição... do lado de lá duas funcionárias, em cima do balcão um PC, um portátil e um telemóvel... ambas parecem muito interessadas nos ecrãs e tu pensas: estão a pôr trabalho em dia ou então estão a adiantar trabalho para amanhã. E esperas... até que percebes, porque uma das funcionárias assim o diz, que afinal estão a configurar contas de Facebook e a aguardar a instalação do Messenger! E tu pensas: A sério?????

E cinco minutos depois, talvez porque o Messenger demora a instalar, lá te pergunta se é para a consulta e apetece-te responder: Não, vim ao Centro de Saúde comprar cebolas! 
Mas não respondes e dizes apenas: Sim.…

O que é uma pessoa bonita?

Hum... pergunta traiçoeira esta. 
Sei que de imediato a maioria dirá que uma pessoa bonita é uma pessoa visualmente atraente, uma pessoa que atrai os olhares e as atenções. 
Mas será tão simples assim? 
Será que todas as não Barbies e os não Ken deste mundo são todos feios?
Não acredito nisso. Acredito que a beleza das pessoas vai para além do que os olhos alcançam.
Há por aí tanta gente linda a virar cabeças na rua que na verdade é tão feia que chega a dar dó...
Diria, no meu conceito que uma pessoa bonita tem amor-próprio, tem confiança em si mesma, respeita os outros, tem curiosidade de aprender e de saber sempre mais. É uma pessoa com energia e entusiasmo, é alguém que te faz sorrir apenas com o brilho dos seus olhos ou que te contagia com a pureza do seu riso. É alguém que é capaz de ver para além do seu umbigo, que se preocupa com os outros, que tem a palavra certa e o ombro amigo. É alguém que te chama à realidade, que te repreende quando estás errado mas que te felicita genuinamente…

Work in progress :)

(...) Por vezes dava por si  a pensar nela... de uma forma estranha sentia-lhe a falta.
Havia momentos em que lhe fazia falta aquele sorriso aberto, aquele jeito leve e feliz que ela aparentava carregar no peito.
Por vezes até sentia falta da forma directa, e muitas vezes bruta, como ela lhe dizia as coisas e o chamava à realidade.
Por vezes dava por si a pensar que lhe apetecia esquecer todas as convenções, todos os medos, baixar todas as guardas... e simplesmente abraça-la!
Jamais o assumiria e jamais em tempo algum, ainda que isso o consumisse por dentro, lho diria... (...)

Espírito de corpo

Por força das circunstâncias aprendi há já muitos anos um conceito que tento manter, embora seja a cada dia que passa mais difícil: Espírito de corpo.
Ora aqui está uma expressão infelizmente desconhecida da maioria das pessoas. Um conceito que bem aplicado tornaria tão mais fácil a coexistência das pessoas nas organizações.

Basicamente e de forma amplamente resumida, o espírito de corpo consiste na noção de que determinado grupo de trabalho ou organização deve funcionar como um corpo humano. E isto significa muito mais do que trabalhar em equipa, significa que todos são importantes nas suas funções, significa que à semelhança do corpo humano todos os membros são úteis e necessários por isso devem ser tratados como tal.

Um corpo é muito mais que a simples soma de muitos membros... assim as organizações não são apenas a soma das pessoas que as compõem mas sim pessoas que efectivamente fazem parte delas.
Todos devem sentir que o que fazem é importante...que a colaboração é fundamental... qu…

Frustração....

Frustração… sentimentozinho estúpido que nos bloqueia, nos amarra e nos faz perder o foco. Infelizmente a vida é cheia de frustrações e diariamente passamos por situações que nos deixam frustrados… coisas tão simples como andar meia hora à procura de uma chave que afinal está no bolso do casaco que temos vestido ou como uma tarefa rotineira que de repente não conseguimos executar.

A frustração bloqueia-nos, impede-nos de progredir, de avançar… faz-nos questionar coisas que nem sequer fazem sentido… faz-nos sobretudo duvidar de nós mesmos e isso nunca pode ser bom sinal. Por vezes comprometemo-nos a alcançar determinado objectivo e quando algo nos impede de avançar ficamos insatisfeitos, ansiosos, irritados e sem dar-mos por isso de repente estamos a sentir que fracassámos, que nos desiludimos e sobretudo que desiludimos os outros pois falhámos em alcançar aquilo que esperavam de nós. Sentimos que somos um fracasso… que não conseguimos alcançar nada… que valemos pouco e que jamais cheg…

Dia do Pai

Os pais são como os botões: há de todos os tamanhos e feitios!
Há aqueles que o foram… e esses são aqueles que biologicamente o foram mas na verdade nem sabem o que a palavra significa, são aqueles que nunca quiseram saber, os que nunca o assumiram e os que nunca o deviam ter sido.
Há os que sempre o serão… e esses são aqueles que o foram e que por imponderáveis da vida já o não são na prática, porque fisicamente eles ou os filhos, já não estão entre nós, mas que permanecem nas memórias, nos corações e na vida dos que ainda por aqui andam.
Há os que são… e esses são os que aproveitam e usufruem do estatuto, são os que brincam mas também são os que ralham, são os que dão colo mas também são os que repreendem, são os que ensinam mas que também aprendem…são os que hoje são e que um dia serão os que sempre serão.
Há os que são sem nunca ter sido… e esses são aqueles que não o sendo biologicamente são mais dignos do título do que muitos que o são na verdade, são os que desejaram, os que lutara…