Um sitio para falar de emoções, sensações, para deixar ideias...enfim um cantinho para as letras em todas as suas formas, em todas as suas dimensões... em todas as suas maravilhosas nuances.
quarta-feira, abril 21, 2010
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Tem dias que a gente chora...

Tem dias que a gente chora de alegria e animação
E noutros a gente chora de tristeza e decepção.
Tem dias que a gente chora de uma piada engraçada
E noutros a gente chora por essa vida desgraçada.
Tem dias que a gente chora da alegria da chegada
E noutros a gente chora a partida anunciada.
Tem dias que a gente chora de amor e de paixão
E noutros a gente chora de raiva e desilusão.
Tem dias que a gente chora olhando a beleza da vida
E noutros a gente chora olhando a gente esquecida.
Tem dias que a gente chora por uma vitória no futebol
E noutros a gente chora as mágoas todas assim de um rol.
Tem dias que a gente chora porque acorda vivo a mexer
E noutros a gente chora alguém que acabou de morrer.
Tem dias que a gente chora de tão grande felicidade
E noutros a gente chora de tão grande saudade.
Tem dias que a gente chora perante a beleza do mundo
E noutros a gente chora porque bateu lá no fundo.
E essa lágrima que vejo escorregando no seu rosto
Será de pura alegria ou de imenso desgosto?
domingo, janeiro 24, 2010
Update sobre o meu livro

Hoje venho ao vosso encontro por três motivos, todos eles relacionados com o mesmo tema:
1º Informar que já é possivel adquirir o meu livro (em papel) online através do link que se segue:
http://www.worldartfriends.com/store/443-helena-pinto-emocoes-a-flor-do-verso.html
2º Informar que também já é possível adquirir o meu livro em formato de e-book através do seguinte link:
http://www.worldartfriends.com/store/397-emocoes-a-flor-do-verso.html
2º Agradecer as palavras e manifestações de incentivo, carinho e apreço com que me têm agraciado.
É muito bom ouvir coisas boas, e até menos boas, sobre o nosso trabalho porque são essas opiniões que nos incentivam a fazer cada vez mais e melhor.
Obrigada!
sexta-feira, janeiro 22, 2010
E se um dia...como no Haiti?
E se um dia acordasse com o chão a estremecer?
E se um dia sentisse sobre mim o peso das paredes a abater?
Que faria? Que faria se um dia o mundo que sempre conheci
Ficasse reduzido a um monte de escombros poeirentos?
Que faria? Que faria se um dia tudo aquilo que vivi
Se perdesse em gritos desesperados e sangrentos?
Que faria? Que faria se se esvaíssem em nuvens de nada
Aqueles que amei, aqueles que habitam dentro do meu coração?
Que faria? Que faria se numa manhã de forma inusitada
Toda a minha vida se resumisse a um monte de destruição?
Que faria? Que faria se das profundezas do mar se erguesse
Irado um gigante em espasmos de violento tremor?
Que faria? Se num piscar de olhos tudo desaparecesse
E se nada restasse além do medo, da morte e do horror?
Que faria? Que faria se um dia acontecesse aqui
Uma tragédia semelhante à que varreu o Haiti?
E se um dia sentisse sobre mim o peso das paredes a abater?
Que faria? Que faria se um dia o mundo que sempre conheci
Ficasse reduzido a um monte de escombros poeirentos?
Que faria? Que faria se um dia tudo aquilo que vivi
Se perdesse em gritos desesperados e sangrentos?
Que faria? Que faria se se esvaíssem em nuvens de nada
Aqueles que amei, aqueles que habitam dentro do meu coração?
Que faria? Que faria se numa manhã de forma inusitada
Toda a minha vida se resumisse a um monte de destruição?
Que faria? Que faria se das profundezas do mar se erguesse
Irado um gigante em espasmos de violento tremor?
Que faria? Se num piscar de olhos tudo desaparecesse
E se nada restasse além do medo, da morte e do horror?
Que faria? Que faria se um dia acontecesse aqui
Uma tragédia semelhante à que varreu o Haiti?
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Ano Novo

Ano Novo
Tocam as doze badaladas no sino lá da igreja
E em cada passa põe-se o sonho que se deseja,
Uma nota no bolso para muita sorte e fortuna
E o champanhe traz uma vertigem de espuma.
Deitam-se fora coisas velhas na esperança, talvez,
Que o ano que passou as enterre de uma vez,
Há foguetes a estoirar e tampas de tachos a bater
Para afugentar o mal que se quer de vez esquecer.
Há muita festa e alegria, há risos e animação,
Uma nova esperança acesa dentro do coração:
Que este ano novo que ainda agora aqui chegou
Não seja de todo pior do que aquele que acabou.
terça-feira, dezembro 01, 2009
"Vozes da Alma" Antologia Poética - Volume I

"Vozes que se fazem ouvir. Assim podemos definir cada texto desta colectânea. Alguns versos mais parecem sussurros, enquanto outros soam como gritos outrora presos na garganta.
A Antologia Vozes da Alma é composta por escritores experientes e principiantes de todas as regiões brasileiras, somando-se uma representante lusitana. São vozes d'aqui e d'além mar, realçando a riqueza da lingua portuguesa. (...)"
Este texto faz parte do prefácio da Antologia Vozes da Alma, organizada pela editora brasileira Pensata, onde está publicado o meu poema "Vieste no silêncio" e que é a participação lusitana referida no prefácio.
Vieste no silêncio
Vieste no silêncio das palavras que nunca dissemos
e na quietude dos gestos que nunca trocámos,
vieste sem aviso prévio nem qualquer notificação,
vieste simplesmente e balançaste o meu coração,
vieste e falámos daquilo que sempre escondemos,
vieste e falámos daqulio que sempre evitámos.
Vieste no silêncio de um fim de tarde invernal
e na fria quietude do vento que cortava o espaço,
vieste sem que estivesse à espera da tua chegada,
vieste simplesmente de forma breve e inesperada,
vieste e falaste do que para ti nunca foi banal,
vieste e falaste se medo nem sinal de embaraço.
Vieste no silêncio dos dias que passavam quietos
e agiste na quietude dos meus dias cinzentos,
vieste e apanhaste-me desprevenida e sem defesa,
vieste e surpreendeste-me com a tua franqueza,
vieste e deixaste-me cheia de sentimentos incertos,
vieste e sem pedir licença invadiste-me os pensamentos.
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