Antes de mais quero desejar a todos um bom ano de 2011, que ele vos traga saúde, alegria, sucesso, paz e esperança.
No seguimento de um post que coloquei aqui há algum tempo venho uma vez mais ao vosso encontro solicitar o vosso apoio.
Como é do vosso conhecimento no dia 07/12/2010 um tornado atingiu alguns concelhos do interior, nomeadamente Tomar, Sertã, Belmonte e Ferreira do Zêzere. É dificl ficar indiferente à destruição que este fenómeno causou sobretudo quando olhamos a terra que nos viu crescer e chamamos nossa e quase não a reconhecemos.
Com base nestes factos dei inicio a uma campanha de solidariedade a fim de angariar fundos para a reconstrução dos concelhos afectados, em particular o de Ferreira do Zêzere. Uma amiga destas andanças literárias, Fly de seu "nome" deu-me a sugestão de organizar uma feira do livro e prontamente, de forma altruista e generosa se ofereceu a contribuir para a sua realização. A sugestão pareceu-me boa e após aprovação da Câmara Municipal o evento vai realizar-se no período de 11 a 23 de Abril de 2011.
Assim apelo à vossa solidariedade no sentido de oferecerem pelo menos um livro (novo ou usado desde que em bom estado) para a feira sendo que todo o dinheiro vai reverter para a reconstrução do concelho onde se calcula que os estragos ascendam ao 2,5 milhões de euros.
A todos os que quiserem contribuir para esta iniciativa agradeço desde já a colaboração. Os livros podem ser encaminhados para a seguinte morada:
Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere
Feira do Livro Solidária
Rua João Da Costa
2240-356 Ferreira do Zêzere
Obrigada a todos e votos de um ano de 2011 solidário e generoso.
Um sitio para falar de emoções, sensações, para deixar ideias...enfim um cantinho para as letras em todas as suas formas, em todas as suas dimensões... em todas as suas maravilhosas nuances.
quarta-feira, janeiro 05, 2011
domingo, dezembro 19, 2010
Em breve... novidades
É com imensa alegria que reparto convosco a notícia de que o repto que lancei aqui a fim de angariar fundos para apoiar as vitimas do tornado que no dia 07/12/2010 afectou algumas povoações dos distritos de Santarém e Castelo Branco já está a dar frutos.
Graças à generosidade de alguns amigos que prontamente acolheram o repto já há frutos que esperamos se multipliquem...
Também graças a uma amiga deste mundo virtual, em que comunicamos e onde saboreamos as letras uns dos outros, que ofereceu para além do seu contributo uma excelente ideia, está a ganhar forma uma iniciativa que vos darei a conhecer logo que estejam alinhavados todos os pormenores. Fly... de coração obrigada pela tua ajuda, pelas tuas palavras, pelo teu apoio e pela tua ideia genial... hem que sorte, já viste, és a única que sabe do que falo :)
Em breve voltarei a este tema para vos apresentar esta nova fase da iniciativa que ganhou forma aos poucos e que vai crescendo graças à generosidade de todos.
Obrigada a todos os que manifestaram a sua opinião, o seu apoio e a sua generosidade!
A todos OBRIGADA!!!
Graças à generosidade de alguns amigos que prontamente acolheram o repto já há frutos que esperamos se multipliquem...
Também graças a uma amiga deste mundo virtual, em que comunicamos e onde saboreamos as letras uns dos outros, que ofereceu para além do seu contributo uma excelente ideia, está a ganhar forma uma iniciativa que vos darei a conhecer logo que estejam alinhavados todos os pormenores. Fly... de coração obrigada pela tua ajuda, pelas tuas palavras, pelo teu apoio e pela tua ideia genial... hem que sorte, já viste, és a única que sabe do que falo :)
Em breve voltarei a este tema para vos apresentar esta nova fase da iniciativa que ganhou forma aos poucos e que vai crescendo graças à generosidade de todos.
Obrigada a todos os que manifestaram a sua opinião, o seu apoio e a sua generosidade!
A todos OBRIGADA!!!
terça-feira, dezembro 14, 2010
"Um livro pela reconstrução"
Imagem retirada da InternetNuma hora como esta em que olhamos em volta e pouco se vê para além da destruição, da mágoa, da tristeza e da angústia de quem vê o telhado de uma vida literalmente arrancado de cima da sua cabeça a única sensação que me ocorre é incredulidade e impotência.
Sentimo-nos impotentes face a uma força que chegou sem avisar e que à sua passagem devorou literalmente tudo o que encontrou como se de um monstro faminto se tratasse.
Sentimo-nos impotentes face a um cenário de ferro retorcido, chapa amolgada como se de uma simples folha de papel amarrotada e atirada ao lixo se tratasse, telhas partidas, estruturas destruídas e vidros estilhaçados onde se reflectem os rostos cansados e ainda atónitos de quem vê parte da sua vida reduzida a estilhaços.
Sentimo-nos impotentes face às árvores arrancadas pela raiz como se fossem simples e frágeis ervas daninhas.
Sentimo-nos impotentes face à catadupa de emoções que nos passam pela cabeça e que não sabemos explicar.
Sentimo-nos impotentes e divididos entre a alegria das vidas que não se perderam e a tristeza das que nunca mais serão as mesmas.
Sentimo-nos impotentes face ao que não podemos e não sabemos explicar e sentimo-nos impotentes face à percepção de que apenas nos resta aceitar.
Sentimo-nos impotentes, pequeninos, frágeis, inseguros mas sabemos que é preciso renascer do caos como a Fénix renasceu das cinzas, sabemos que dependemos de nós próprios e da boa vontade dos que connosco partilham o mesmo espaço e fazem parte desta comunidade a que chamamos casa.
Sentimo-nos tristes, desamparados, sentimos vontade de baixar os braços mas sabemos que não podemos, sabemos que é preciso recuperar o que o vento levou e sarar as feridas que não se vêem.
Eu pessoalmente sinto-me triste, olho a terra a que chamo minha e não a reconheço, vejo a tristeza e o desalento no rosto de pessoas que toda a vida conheci, vejo a mágoa, a tristeza, a decepção e o desencantamento… mas vejo também o esforço e a vontade de virar esta página… sinto vontade de ajudar… quero ajudar… preciso ajudar… e o meu contributo será o valor das vendas dos meus livros até ao Natal (para começar).
Mas ao ter esta ideia surgiu-me uma outra: a de lançar um desafio a todos e em particular aos amigos das letras com quem me fui cruzando ao longo do tempo e com quem tenho caminhado ao longo dos anos: que cada um dos autores com livros publicados doe entre 50 a 100% do valor de um dos seus livros para apoiar a reconstrução daquilo que o tornado deitou por terra e achei que poderíamos chamar a esta iniciativa “Um livro pela reconstrução”.
Neste momento disponho apenas da informação referente aos donativos destinados aos concelhos de Ferreira do Zêzere e Tomar se alguém tiver informação referente aos outros concelhos afectados poderá partilhá-la.
Municipio de Ferreira Zezere - Tornado 07/12/2010
Banco: Santander Totta
NIB: 0018 0003 24243099020 84
IBAN: PT50 0018 0003 24243099020 84
A Cruz Vermelha Portuguesa criou uma conta para apoio às vítimas do concelho de Tomar - Caixa Geral de Depósitos com o seguinte NIB: 0035 0813 000 568 302 305 8
Sei que esta iniciativa é uma gota de água no oceano, mas sei também que juntos podemos fazer a diferença. Agradeço desde já a colaboração de todos os que se juntarem a esta causa comum: ajudar aqueles que sofreram na pele as consequências do tornado que ocorreu no dia 07/12/2010.
domingo, novembro 21, 2010
Nas franjas de um xaile negro
Imagem retirada da Internet com recurso ao GoogleNas franjas de um xaile negro
tecem-se histórias de saudade,
escondem-se pedaços de história
que não têm tempo nem idade.
Na voz de um fadista sente-se
a imensidão que o mundo tem,
ouve-se a voz de um coração
que é fiel a si e a mais ninguém.
No acorde de uma guitarra
tantas histórias por nascer,
tantos sonhos que esperamos
ainda poder ver a acontecer.
Nas cordas da guitarra nasce
uma canção em forma de trinado,
na alma lusa há-de sempre haver
a triste alegria de um fado!
quarta-feira, novembro 10, 2010
Raios de Sol

Risos alegres animam o amanhecer,
Alegria e sorrisos para dar e vender,
Indo para a escola de carro ou a pé
Os nossos meninos armam sempre banzé,
Sozinhos ou em bando como pardais
Descem à rua como os outros demais
E num rasgo de inocência isenta de vaidade
Sobrepoe-se a tudo o valor de uma amizade,
Os meninos são flores sempre a crescer,
Luzes brilhantes de engenho e saber.
sexta-feira, outubro 22, 2010
Folhas de Outono

Ficam caídas no chão envoltas no seu manto
Ornado de dourado e tecido com fios de natureza,
Lindas na sua inerte mas tão bela singeleza,
Hão-de ficar assim caídas, ignoradas, esquecidas
Antes que o vento as sopre e as revolva pelo ar
Sem destino, sem rumo, sem direcção para lhe dar.
Dantes orgulhosamente verdes, frescas e reluzentes
Envolviam os entrelaçados ramos de vida e de beleza,
Outrora vivas hoje abandonam-se e deixam-se cair
Uma após outra, após outra como que num bailado,
Trocando o abraço das ramos pela frieza do chão,
Ondas de castanho com laivos amarelos e vermelhos
Num tapete colorido, único, fascinante e sazonal,
Outono que chega na sua beleza única e especial.
domingo, outubro 17, 2010
Hoje deu-me para pensar...
Hoje deu-me para pensar... não sei porquê nem sequer sei se há de facto uma razão.
Pus-me a pensar em como as coisas mudaram nestas últimas décadas... e pus-me a pensar se a mudança foi boa ou nem por isso.
Eu ainda sou do tempo, como dizia a avozinha num conhecido anúncio televisivo em que as crianças iam a pé para a escola quer chovesse quer fizesse sol; nos recreios jogávamos ao lencinho, às escondidas, à cabra-cega, à apanhada, ao pião, às caricas... não perdíamos o tempo a enviar sms, mms e afins e a deixar os pais loucos com o dinheiro que se gasta nessas conversas tecladas; nas aulas levantávamo-nos quando o professor entrava, chamavamos-lhe Sr. professor e arriscávamos levar com a cana ou com a régua se faltássemos ao respeito ou se fossemos mais atrevidotes para não falar nas célebres orelhas de burro quando a coisa descambava mesmo... hoje os alunos batem nos professores, os pais batem nos professores e o respeito perdeu-se completamente, castiga-se o professor por ser duro e suspende-se porque ralhou ou foi mais agressivo com os meninos.
Naquele tempo, os miúdos brincavam juntos pelas ruas depois da escola...não havia adultos a supervisionar e sabíamos que não nos podíamos "esticar" mas ainda assim apanhávamos ar, sujávamos a roupa, brincávamos, ríamos, saltávamos e pulávamos como loucos... não tínhamos consolas, nem computadores, nem jogos electrónicos, mas éramos barras no dominó, no jogo do anel e em toda a panóplia de jogos de cartas.
Naquele tempo os pais tinham um ataque histérico que dava origem a meia hora de ralhete e muitas vezes a um tabefe ou a uma palmada bem assente quando por acaso ou fruto da brincadeira rompíamos a roupa... as calças eram caras, muitas vezes já tinham sido dos irmãos mais velhos e não eram para estragar... hoje a moda são as calças o mais rasgadas possível e de preferência a assentar em sítios que deixam a cintura a uns cêntimetros de distância.
Naquele tempo, sobretudo para os miúdos que cresceram nas aldeias deste país então rural, os tempos livres eram para ajudar no campo, para tomar conta do gado, para ajudar nas sementeiras, nas colheitas, nas lides do campo e nas lides domésticas... não tínhamos natação (a não ser quando tínhamos a sorte de viver perto de um rio ou ribeiro ou de ter um tanque suficientemente grande), equitação, ginástica, música nem toda a panóplia de actividades que os miúdos hoje têm ao dispor e que acabam por lhes encher o dia deixando pouco tempo para serem crianças.
Naquele tempo tratávamos os mais velhos por você, incluíndo os pais, e os pedidos dos mais velhos eram ordens... hoje é tu cá tu lá e nem a velha regra de que quando os pais se lembram que temos dois nomes é porque a coisa está mal parada resulta.
Naquele tempo tínhamos tão pouco... mas o pouco que tínhamos era tanto: éramos felizes, alegres, brincalhões, sabíamos o essencial sobre a vida e o mundo e não imaginávamos que para além da linha do horizonte se estendia todo um universo que um dia estaria ao nosso alcance com um simples clique...éramos crianças.
E hoje em dia? Serão as nossas crianças felizes? Será que esta geração tecnológica e consumista que tem tudo ao dispor sabe aproveitar o que lhe é dado tantas vezes com tanto sacrifício? Será que a sociedade que temos vindo a criar soube preparar os mais jovens para tempos adversos e menos fartos? Será que nós os mais crescidos os soubemos preparar para a vida... não para o aqui e agora mas para o amanhã?
E será que nos soubémos preparar a nós mesmos ou que nos deixámos embarcar neste onda consumista que vive de aparências, de estatutos e muitas vezes de farsas?
Será que seríamos capazes de voltar a viver sem televisão, sem microondas, sem carro, sem computador, sem telemóvel e sem todas as coisas a que ao longo dos anos nos fomos habituando? Será que nos soubémos preparar e preparar os outros para tempos mais complicados? Será que somos capazes de prescindir de tantas comodidades face às dificuldades que se avizinham?
Não sei... talvez. O que sei é que em pouco mais de três décadas as coisas mudaram tanto que olhando para trás é dificil reconhecer o passado... mas embora isso me preocupe o que me assusta mesmo é pensar que a este ritmo daqui a três décadas pode não haver sequer passado para onde olhar...e pior ainda pode não haver futuro no horizonte...
É isto que dá pormo-nos a pensar...
Pus-me a pensar em como as coisas mudaram nestas últimas décadas... e pus-me a pensar se a mudança foi boa ou nem por isso.
Eu ainda sou do tempo, como dizia a avozinha num conhecido anúncio televisivo em que as crianças iam a pé para a escola quer chovesse quer fizesse sol; nos recreios jogávamos ao lencinho, às escondidas, à cabra-cega, à apanhada, ao pião, às caricas... não perdíamos o tempo a enviar sms, mms e afins e a deixar os pais loucos com o dinheiro que se gasta nessas conversas tecladas; nas aulas levantávamo-nos quando o professor entrava, chamavamos-lhe Sr. professor e arriscávamos levar com a cana ou com a régua se faltássemos ao respeito ou se fossemos mais atrevidotes para não falar nas célebres orelhas de burro quando a coisa descambava mesmo... hoje os alunos batem nos professores, os pais batem nos professores e o respeito perdeu-se completamente, castiga-se o professor por ser duro e suspende-se porque ralhou ou foi mais agressivo com os meninos.
Naquele tempo, os miúdos brincavam juntos pelas ruas depois da escola...não havia adultos a supervisionar e sabíamos que não nos podíamos "esticar" mas ainda assim apanhávamos ar, sujávamos a roupa, brincávamos, ríamos, saltávamos e pulávamos como loucos... não tínhamos consolas, nem computadores, nem jogos electrónicos, mas éramos barras no dominó, no jogo do anel e em toda a panóplia de jogos de cartas.
Naquele tempo os pais tinham um ataque histérico que dava origem a meia hora de ralhete e muitas vezes a um tabefe ou a uma palmada bem assente quando por acaso ou fruto da brincadeira rompíamos a roupa... as calças eram caras, muitas vezes já tinham sido dos irmãos mais velhos e não eram para estragar... hoje a moda são as calças o mais rasgadas possível e de preferência a assentar em sítios que deixam a cintura a uns cêntimetros de distância.
Naquele tempo, sobretudo para os miúdos que cresceram nas aldeias deste país então rural, os tempos livres eram para ajudar no campo, para tomar conta do gado, para ajudar nas sementeiras, nas colheitas, nas lides do campo e nas lides domésticas... não tínhamos natação (a não ser quando tínhamos a sorte de viver perto de um rio ou ribeiro ou de ter um tanque suficientemente grande), equitação, ginástica, música nem toda a panóplia de actividades que os miúdos hoje têm ao dispor e que acabam por lhes encher o dia deixando pouco tempo para serem crianças.
Naquele tempo tratávamos os mais velhos por você, incluíndo os pais, e os pedidos dos mais velhos eram ordens... hoje é tu cá tu lá e nem a velha regra de que quando os pais se lembram que temos dois nomes é porque a coisa está mal parada resulta.
Naquele tempo tínhamos tão pouco... mas o pouco que tínhamos era tanto: éramos felizes, alegres, brincalhões, sabíamos o essencial sobre a vida e o mundo e não imaginávamos que para além da linha do horizonte se estendia todo um universo que um dia estaria ao nosso alcance com um simples clique...éramos crianças.
E hoje em dia? Serão as nossas crianças felizes? Será que esta geração tecnológica e consumista que tem tudo ao dispor sabe aproveitar o que lhe é dado tantas vezes com tanto sacrifício? Será que a sociedade que temos vindo a criar soube preparar os mais jovens para tempos adversos e menos fartos? Será que nós os mais crescidos os soubemos preparar para a vida... não para o aqui e agora mas para o amanhã?
E será que nos soubémos preparar a nós mesmos ou que nos deixámos embarcar neste onda consumista que vive de aparências, de estatutos e muitas vezes de farsas?
Será que seríamos capazes de voltar a viver sem televisão, sem microondas, sem carro, sem computador, sem telemóvel e sem todas as coisas a que ao longo dos anos nos fomos habituando? Será que nos soubémos preparar e preparar os outros para tempos mais complicados? Será que somos capazes de prescindir de tantas comodidades face às dificuldades que se avizinham?
Não sei... talvez. O que sei é que em pouco mais de três décadas as coisas mudaram tanto que olhando para trás é dificil reconhecer o passado... mas embora isso me preocupe o que me assusta mesmo é pensar que a este ritmo daqui a três décadas pode não haver sequer passado para onde olhar...e pior ainda pode não haver futuro no horizonte...
É isto que dá pormo-nos a pensar...
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