terça-feira, abril 19, 2011

(Foto de minha autoria)

Gosto do vai e vem das andorinhas sobre a praça
enchendo o céu da sua elegante e doce graça...
Gosto dos multicolores amores-perfeitos delicados
adornando pequenos canteiros por aí espalhados...
Gosto da brisa que suavemente rodopia na mansidão
e que enche de frescura e alento o meu coração...
Gosto do toque delicado do sino no alto da igreja
lembrando a hora certa a quem espera e a quem deseja...
Gosto do ruído dos carros que vão cruzando as ruas
carregando pessoas em tão dispares sonhos e loucuras...
Gosto do chilrear dos pássaros enchendo os ares
de suaves melodias e ternos mas vibrantes cantares...
Gosto do barulho que este silêncio campestre me traz,
gosto deste lugar, desta calma, desta paz...

segunda-feira, abril 04, 2011

Ao meu gatinho Simba


Mais do que um animal de estimação
Foste um amigo e companheiro leal,
Hoje silenciou-se o bater do teu coração
E a vida sem ti nunca mais será igual…
03/04/2011

segunda-feira, março 14, 2011

Ainda ontem...


Ainda ontem era Abril…ainda ontem a revolução trouxe a mudança…
E hoje? Hoje vives de rotinas feitas por obrigação e não por convicção,
Arrastas-te no passar dos dias sempre iguais, sempre deprimentes,
Ouves as mesmas vozes, os mesmos gritos, a mesma desconsideração,
Finges não ouvir as ofensas que veladas ou descaradas te dirigem,
Finges não ver os olhares de soslaio cheios de má vontade e desprezo,
Finges não perceber quando te tratam como um pano de chão usado,
Finges não sofrer por dentro com as investidas que te magoam por fora…
Ainda ontem era Abril… hoje os cravos estão murchos, secos e descoloridos…
Hoje revoltaste contra as amarras da mansidão com que te agrilhoaram,
Hoje revoltaste contra os que aos poucos destruíram o teu futuro,
Hoje revoltaste contra os que empenharam o futuro dos teus filhos,
Hoje revoltaste com os que te mentiram e descaradamente te saquearam,
Hoje revoltaste com a esperança de que ouçam o teu grito de revolta…
Ainda ontem era Abril… hoje os cravos estão espezinhados no chão…
Chão que um dia foi seara loura e farta que deu fruto e se fez pão,
Chão que um dia foi árvore que deu fruto e campo que deu alimento,
Chão que um dia deu novos mundos ao mundo por descobrir,
Chão que um dia abraçou o ganha-pão que o mar depositou a seus pés,
Chão que um dia foi de luta, de sangue, de convicção, de liberdade,
Chão que hoje é apenas sombra do que foi um dia um país chamado Portugal…

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Dia dos namorados (Agridoce)



De outras paragens se importou a tradição
Indiferente ao verdadeiro sentido do dia
Antes celebrado em vésperas de Santo António,

Dia de mimos, de flores, de doces e luz de velas
Onde a chama bruxuleante traz uma luz mais pura
Singela e desprovida de venenos e contaminações,

Num lusco-fusco de aromas e desejos contidos
Acende-se a esperança de que nem que seja só hoje
Mude a rotina do dia-a-dia, só hoje vais calar-te e
Ouvir tudo o que tenho guardado para te dizer, vais
Rasgar esse teu ar inocente e galanteador e deixar
Aparecer o teu eu...aquele que grita, que magoa, que
Dia-a-dia atormenta e faz crescer raiva, mágoa e dor
Onde um dia cresceram sonhos e amor...hoje...só hoje
Serei amada como mereço... nem que seja apenas nos meus sonhos....

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Lá fora...

Lá fora a chuva cai insistente e constante
Com a fluidez de quem está habituado
A desprender-se do céu e a deixar-se cair
Sobre a terra que lhe abre os braços sequiosa…
Lá fora o vento sopra forte e poderoso
Com o assobio de quem dobra as esquinas
E verga os ramos das mais frondosas árvores
Como se de delicadas flores se tratasse…
Lá fora o céu vestiu-se em tons de cinzento
Com a tristeza de quem aguarda o brilho do sol
Na certeza de que as noites serão mais belas
E os dias serão mais longos e mais alegres…
Lá fora a rua vestiu-se de um vazio silencioso
Entrecortado pelo barulho dos carros que
Ocasionalmente passam compensando
A falta de gente que se refugiou em casa…
Lá fora o frio enche o Inverno do seu rigor
Que afasta da rua o bulício habitual
E que convida ao conforto de uma lareira
Debruçada sobre as páginas de um livro…
Lá fora está o mundo que olho através do vidro
Molhado que transformou a minha janela
Num pedaço de vidro gelado onde o calor
Que exalo se torna tela onde rabisco desenhos…

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Antes de mais quero desejar a todos um bom ano de 2011, que ele vos traga saúde, alegria, sucesso, paz e esperança.

No seguimento de um post que coloquei aqui há algum tempo venho uma vez mais ao vosso encontro solicitar o vosso apoio.

Como é do vosso conhecimento no dia 07/12/2010 um tornado atingiu alguns concelhos do interior, nomeadamente Tomar, Sertã, Belmonte e Ferreira do Zêzere. É dificl ficar indiferente à destruição que este fenómeno causou sobretudo quando olhamos a terra que nos viu crescer e chamamos nossa e quase não a reconhecemos.

Com base nestes factos dei inicio a uma campanha de solidariedade a fim de angariar fundos para a reconstrução dos concelhos afectados, em particular o de Ferreira do Zêzere. Uma amiga destas andanças literárias, Fly de seu "nome" deu-me a sugestão de organizar uma feira do livro e prontamente, de forma altruista e generosa se ofereceu a contribuir para a sua realização. A sugestão pareceu-me boa e após aprovação da Câmara Municipal o evento vai realizar-se no período de 11 a 23 de Abril de 2011.

Assim apelo à vossa solidariedade no sentido de oferecerem pelo menos um livro (novo ou usado desde que em bom estado) para a feira sendo que todo o dinheiro vai reverter para a reconstrução do concelho onde se calcula que os estragos ascendam ao 2,5 milhões de euros.

A todos os que quiserem contribuir para esta iniciativa agradeço desde já a colaboração. Os livros podem ser encaminhados para a seguinte morada:

Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere
Feira do Livro Solidária
Rua João Da Costa
2240-356 Ferreira do Zêzere

Obrigada a todos e votos de um ano de 2011 solidário e generoso.

Os anos de amizade...servem de desculpa??

Pode a amizade servir como desculpa para destratar ou ofender alguém? Pode a amizade servir como desculpa para maltratar ou espezinhar uma ...