Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2008

Um simples desabafo...

Há uma nova actividade em vias de expansão, diria mesmo que quase desporto nacional, largamente praticada esta arte da invenção cuja finalidade é da vida alheia dizer mal. Já se perdeu o velho hábito do comentário e até do mexerico tão comum e tão banal, agora faz-se algo novo e extraordinário: inventam-se novas histórias e ponto final! Inventam-se umas coisitas para dar animação, acrescentam-se mil pontos ao conto original e se nos descuidamos e não prestamos atenção uma unha encravada passa a doença terminal! Pessoas que pouco falam e menos ainda se dão quando dão por ela estão a caminho do altar, e num volte de face cheio de imaginação antes do casamento já se estão para divorciar. Amigos, que nunca o foram, num piscar de olhos passam a ser melhores amigos desde a infância, e as histórias e as mentiras surgem aos molhos mas sempre contadas com certeza e muita elegância. E assim, se controem novas vidas, novas metas, assim se destroem verdades e probabilidades, e essas mentes desocup

Até ao vinho

Do trabalho árduo das mãos dos lavradores que cuidam os seus preciosos vinhedos, que sem olhar a fadigas nem a dores as tratam segundo ancestrais segredos hão-de nascer cachos feitos de ricas uvas maduras pelo sol e abençoadas pelas chuvas. Quando por fim o dourado Outono chegar hão-de vindimar-se esses preciosos cachos, laboriosos pés os hão-de pisar e repisar num velho ritual destinado apenas a machos, esse mosto há-de repousar e há-de ferver para em velhos barris por fim se verter. Do mosto que nasceu cacho na primavera se fará o néctar dos deuses chamado vinho que depois de silenciosa e cuidada espera será por fim provado em dia de São Martinho, e quando é bom o resultado há sorrisos no ar pois afinal valeu a pena todo o duro trabalhar. Cada copo de vinho tem uma história a contar que começou nas vinhas, nas podas, no atar, no desladroar, no desparrar e por fim no colher e tudo mais que foi preciso para o podermos beber! (Participação no 11º Concurso Literário do site Luso-Poema