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Mensagens

A carta que nunca enviei

Leio e releio vezes sem conta a mesma carta, aquela cujo papél já ganhou um tom amarelado fruto do tempo que passa sem sequer se importar. A tinta já perdeu aquela cor brilhante de prata, aquela cor especial que procurei por todo o lado e que era a única cor que eu queria usar. Já sei de cor as palavras que aquela carta diz, aquela carta onde sem medo abri o coração e disse tudo o que há muito te queria dizer. Aquela carta que, acreditava, me faria feliz, aquela que escrevi sem medo nem obrigação, aquela onde disse tudo o que havia para dizer. Já não sei quantas vezes a li e depois reli, e de cada vez que a leio apetece-me chorar tal foi a dose de emoção que nela coloquei. Lê-la é quase como estar juntinho de ti, faz-me sentir a paixão que te ousei revelar numa carta de amor que nunca te enviei...

Hoje fiz-lhe as malas...

Hoje fiz-lhe as malas e sem pensar pus tudo o que lhe pertencia lá dentro, esvaziei as gavetas e os armários, rasguei as cartas e queimei os diários, hoje decidi que estava na hora de acabar, hoje decidi ser o meu próprio centro e sem pensar sequer nos comentários desfiz o rosário dos nossos fadários. Hoje abri-lhe a porta de par em par e pedi-lhe que saisse sem dizer nada, disse-lhe que estava na hora de partir e que hoje sem falta tinha mesmo de ir, hoje disse-lhe que me cansára de esperar, que me cansara de me sentir abandonada, hoje disse-lhe que estava na hora de sair e arranjar outro lugar para onde seguir. Hoje fiz-lhe as malas e abri-lhe a porta, hoje reabri para o mundo o meu coração, hoje numa decisão que já não tem volta expulsei de vez da minha vida a solidão!!

Os teus braços

Os teus braços são uma colcha de lã onde me aninho, me aqueço e me perco, Onde com o raiar de cada nova manhã O nosso amor amanhece mais desperto. Os teus braços são um porto de abrigo Onde me refugio das tempestades da vida, Onde tudo pára e o tempo é esquecido, Onde o nosso amor é embarcação querida. Os teus braços são a minha força na dor, São o repouso do meu medo e do cansaço, São a ponte onde a ternura do nosso amor Se expande no calor doce de um abraço. HP/
Às vezes nem só as nossas experiências, as nossas vivências ou a nossa própria vida servem de inspiração para dar asas à vontade de escrever. Às vezes temos de olhar em volta, olhar para os outros, para as suas vidas, as suas experiências, os seus desabafos ou a sua falta deles. Às vezes temos de olhar além do que os olhos nos mostram, às vezes temos de viver a vida dos outros, colocarmo-nos no seu lugar e falar como se fossem as suas palavras. Este poema é um desses casos… uma história que recolhi em meu redor e que me levou a escrever assim. Dei-te... e arranquei-te!!!! Dei-te o meu carinho, o meu amor, a minha atenção, Dei-te o meu ombro e o conforto da minha mão… E tu em troca cravaste-me um punhal no coração E simplesmente deitaste no lixo a minha paixão. Hoje com vontade e coragem sigo um outro caminho, Hoje o meu coração está curado e não está sozinho, Com força, com garra sigo em frente, mas com calma, Aos poucos restaurei os danos que me deixaste na alma. Hoje, a pouco e pouc...

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Feliz Ano de 2008!!!!!!!!!!!!!

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Olho-te com os olhos...

Olho-te com os olhos loucos e cegos do amor, Olho-te com os olhos enegrecidos da traição, olho-te com os olhos de quem chora a dor de um punhal de mentiras cravado no coração. Olho-te com os olhos abertos da desconfiança, olho-te com os olhos verdes da raiva e do ciúme, olho-te com os olhos fechados a toda a lembrança que a tua simples presença possa trazer a lume. Olho-te com os olhos da mágoa e da tristeza, olho-te com os olhos faiscantes de raiva contida, olho-te com os olhos baços da incredulidade, Olho-te com os olhos de quem tem a certeza de que apesar de me sentir frágil e perdida vou olhar a vida com os olhos puros da verdade.