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Mensagens

(Foto de minha autoria) Gosto do vai e vem das andorinhas sobre a praça enchendo o céu da sua elegante e doce graça... Gosto dos multicolores amores-perfeitos delicados adornando pequenos canteiros por aí espalhados... Gosto da brisa que suavemente rodopia na mansidão e que enche de frescura e alento o meu coração... Gosto do toque delicado do sino no alto da igreja lembrando a hora certa a quem espera e a quem deseja... Gosto do ruído dos carros que vão cruzando as ruas carregando pessoas em tão dispares sonhos e loucuras... Gosto do chilrear dos pássaros enchendo os ares de suaves melodias e ternos mas vibrantes cantares... Gosto do barulho que este silêncio campestre me traz, gosto deste lugar, desta calma, desta paz...

Ao meu gatinho Simba

Mais do que um animal de estimação Foste um amigo e companheiro leal, Hoje silenciou-se o bater do teu coração E a vida sem ti nunca mais será igual… 03/04/2011

Ainda ontem...

Ainda ontem era Abril…ainda ontem a revolução trouxe a mudança… E hoje? Hoje vives de rotinas feitas por obrigação e não por convicção, Arrastas-te no passar dos dias sempre iguais, sempre deprimentes, Ouves as mesmas vozes, os mesmos gritos, a mesma desconsideração, Finges não ouvir as ofensas que veladas ou descaradas te dirigem, Finges não ver os olhares de soslaio cheios de má vontade e desprezo, Finges não perceber quando te tratam como um pano de chão usado, Finges não sofrer por dentro com as investidas que te magoam por fora… Ainda ontem era Abril… hoje os cravos estão murchos, secos e descoloridos… Hoje revoltaste contra as amarras da mansidão com que te agrilhoaram, Hoje revoltaste contra os que aos poucos destruíram o teu futuro, Hoje revoltaste contra os que empenharam o futuro dos teus filhos, Hoje revoltaste com os que te mentiram e descaradamente te saquearam, Hoje revoltaste com a esperança de que ouçam o teu grito de revolta… Ainda ontem era Abril… hoje os cravos estão...

Dia dos namorados (Agridoce)

De outras paragens se importou a tradição Indiferente ao verdadeiro sentido do dia Antes celebrado em vésperas de Santo António, Dia de mimos, de flores, de doces e luz de velas Onde a chama bruxuleante traz uma luz mais pura Singela e desprovida de venenos e contaminações, Num lusco-fusco de aromas e desejos contidos Acende-se a esperança de que nem que seja só hoje Mude a rotina do dia-a-dia, só hoje vais calar-te e Ouvir tudo o que tenho guardado para te dizer, vais Rasgar esse teu ar inocente e galanteador e deixar Aparecer o teu eu...aquele que grita, que magoa, que Dia-a-dia atormenta e faz crescer raiva, mágoa e dor Onde um dia cresceram sonhos e amor...hoje...só hoje Serei amada como mereço... nem que seja apenas nos meus sonhos....

Lá fora...

Lá fora a chuva cai insistente e constante Com a fluidez de quem está habituado A desprender-se do céu e a deixar-se cair Sobre a terra que lhe abre os braços sequiosa… Lá fora o vento sopra forte e poderoso Com o assobio de quem dobra as esquinas E verga os ramos das mais frondosas árvores Como se de delicadas flores se tratasse… Lá fora o céu vestiu-se em tons de cinzento Com a tristeza de quem aguarda o brilho do sol Na certeza de que as noites serão mais belas E os dias serão mais longos e mais alegres… Lá fora a rua vestiu-se de um vazio silencioso Entrecortado pelo barulho dos carros que Ocasionalmente passam compensando A falta de gente que se refugiou em casa… Lá fora o frio enche o Inverno do seu rigor Que afasta da rua o bulício habitual E que convida ao conforto de uma lareira Debruçada sobre as páginas de um livro… Lá fora está o mundo que olho através do vidro Molhado que transformou a minha janela Num pedaço de vidro gelado onde o calor Que exalo se torna tela onde rabisc...
Antes de mais quero desejar a todos um bom ano de 2011, que ele vos traga saúde, alegria, sucesso, paz e esperança. No seguimento de um post que coloquei aqui há algum tempo venho uma vez mais ao vosso encontro solicitar o vosso apoio. Como é do vosso conhecimento no dia 07/12/2010 um tornado atingiu alguns concelhos do interior, nomeadamente Tomar, Sertã, Belmonte e Ferreira do Zêzere. É dificl ficar indiferente à destruição que este fenómeno causou sobretudo quando olhamos a terra que nos viu crescer e chamamos nossa e quase não a reconhecemos. Com base nestes factos dei inicio a uma campanha de solidariedade a fim de angariar fundos para a reconstrução dos concelhos afectados, em particular o de Ferreira do Zêzere. Uma amiga destas andanças literárias, Fly de seu "nome" deu-me a sugestão de organizar uma feira do livro e prontamente, de forma altruista e generosa se ofereceu a contribuir para a sua realização. A sugestão pareceu-me boa e após aprovação da Câmara Municipal ...