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Chove-me... Troveja-me...!!

                                                                   (Imagem retirada da Internet)


Chove-me na alma o imenso cansaço desta vida
Mundana, sem rumo, sem direcção, sem futuro,
Sem esperanças, sem certezas, sem alegria,
Sem forma de trepar para o outro lado do muro.
Troveja-me na alma a profunda indignação
Com a desatenção, com a frieza, com a estupidez,
Com a mais absoluta e plena falta de orientação
Com que esta gente governa apenas na sua altivez.
Chove-ma na alma a vontade de berrar a plenos pulmões
Que estou farta deste bando, desta corja que nos mata
Aos poucos a esperança, a oportunidade e as opções
e que transforma o nosso futuro num monte de sucata.
Troveja-me na alma a ânsia de ouvir palavras de bem,
De ouvir razões, explicações, de ver justiça e igualdade,
De saber que é errado tirar a quem já quase nada tem
E que ainda existe algures uma réstia perdida de humanidade!

Comentários

  1. Um retrato da realidade e de como nos sentimos muitas vezes!

    Gostei de ler Helena,

    Grande beijinho poético,

    Jessica *

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