Avançar para o conteúdo principal

Made in Portugal... ou talvez não...



Made in Portugal? Claro que sim...optamos sempre por produtos nacionais, com códigos de barras de empresas nacionais.

Esta explicação é ouvida vezes sem conta e devo admitir que eu própria prefiro comprar produtos de origem nacional...não é por isto ou por aquilo mas pelo simples facto de que a maioria tem qualidade e é uma forma de, supostamente, ajudar a estimular a economia e a produção nacional.

E foram esses pressupostos que deram origem a este desabafo...

Comprei num supermercado um saquinho de "Mistura de Frutos Secos", código de barras nacional de uma empresa nacional na zona do Alentejo... até aí tudo bem...mas depois fui olhar para a composição e verifiquei o seguinte:

Ingredientes / Origens

Sementes de Girassol - Bulgária
Sultana Orange (sultana e óleo de girassol)- Turquia
Sultana Dourada (sultana, óleo de girassol e conservante) - África do Sul
Arandos desidratados (arandos, açúcar e óleo de girassol) - Estado Unidos da América
Miolo de Noz - Chile
Miolo de Pevide - China

Nem um único frutinho seco deste pacote é de origem nacional!
Nem uma misera pevidezinha!
Nem uma misera semente de girassol!
Como é que é possível? Não crescem abóboras com semente em Portugal? O girassol em Portugal não tem sementes? Não temos vinhas que dêem sultanas? Não existem nogueiras por cá?

Feitas as contas estamos a comer frutos secos importados, do outro lado do mundo,  que são depois tratados e embalados em Portugal...não existem no nosso país produtores destes frutos? Os custos de importação são assim tão ínfimos que justifiquem o "abandono" dos produtores nacionais? Será este o resultado das politicas agrícolas que têm vindo a ser implementadas?
Tempos estranhos estes...

Comentários

Mensagens populares deste blogue

É dificil

  É difícil não nos deixarmos afectar pelo que nos rodeia, sobretudo quando irradia energia negativa por todo o lado. É difícil não deixar que a energia negativa nos envolva e perturbe. É dificil aprender a lidar com a agressividade gratuita, com a necessidade de espezinhar para mostrar poder, com a inata vontade de espalhar a frustração agredindo quem está em redor. É dificil manter a sanidade no meio de uma insanidade descontrolada e despropositada... O que fazer? Sofrer com isso ad eternum ou mandar à merda mentalmente e seguir em frente!

Chão

Tojos, arbustos, carqueijas, giestas, mato, rosmaninho, arruda e ervas benfazejas,  aves que fazem ninho, rochas ingremes e salientes,  águas frias e correntes, aldeias aninhadas no sopé, montes a perder de vista,  ermidas erguidas na fé, terra que o coração conquista, serenidade que embala e acalma, verde manto que o olhar prende, paraíso que nos acalenta a alma, chão que nos embala e entende!

Não posso...

Não posso, não tenho tempo. Não faço, não tenho tempo. Não vou, não tenho tempo. Não vejo, não tenho tempo. Não ouço, não tenho tempo. Não ajudo, não tenho tempo. Não tenho tempo, não tenho tempo, não tenho tempo. É talvez a frase mais dita e a desculpa mais esfarrapada da história das desculpas. Talvez um dia precises e, tal como tu não tiveste, talvez então também ninguem tenha tempo para te ouvir, para te ajudar, para te amparar. Talvez um dia queiras... E realmente já não haja tempo... E aí sentaste no vazio da tua vidinha ocupada a lamentar todas as oportunidades que perdeste porque não quiseste ter tempo. Talvez um dia queiras ter tempo e já não haja tempo... talvez queiras tempo para abraçar, para escutar, para amparar, para ver, para ouvir e já não tenhas tempo porque inesperadamente a vida te pregou uma partida e passaste a ter todo o tempo do mundo no outro mundo. Deixa de perder tempo com coisas e pessoas que não valem um minuto e arranja tempo para v...