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Ensaio de conto /romance /ou coisa assim - Parte III

Já passaram uns dias… do Júlio, graças a Deus, nem sinal. Penso que percebeu que não vale a pena insistir e com o seu orgulho ferido preferiu dizer aos amigos que eu não sou suficientemente boa para ele e assim manter as distâncias. Por mim está de bom tamanho. 

A Guida já me ligou não sei quantas vezes, tristíssima por as coisas não terem resultado… já lhe expliquei por A + B que não há volta a dar, mas acho que ela ainda não está convencida. Se ela sonhasse o que aconteceu, por acaso, neste últimos dias teria um ataque cardíaco! Por isso vou ficar quieta e sobretudo calada e nem me passa sequer pela cabeça contar-lhe nada. Não, não sou má amiga, mas não me apetece tê-la a fazer de mãezinha e dizer que sou louca e que não devia pensar sequer ponderar tal ideia.

Não me interpretem mal, adoro a Guida, mas se a mim estas ideias, até agora, não me haviam passado pela cabeça, eu que sou, na opinião de muitos, estranha… imaginem pela cabeça da Guida, a miss perfeição, toda certinha e alinhadinha. Se ela sonhasse, sequer, era coisa para me andar a chatear de hora a hora…de diversas formas e feitios… e não me apetece. Desta vez se me arrepender ou se alguma coisa correr mal a responsabilidade é minha e não terei ninguém a quem culpar, mas também não terei ninguém a dizer-me: eu bem te avisei.


Mensagem nova? Deixa cá ver… Guida… mas o que é que foi agora? Esta rapariga é uma querida, adoro-a mas às vezes só me apetece mandá-la numa viagem ao espaço sem bilhete de volta. Ai…deixa lá ver o que é que vem por aí: (...)

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Chão

Tojos, arbustos, carqueijas, giestas, mato, rosmaninho, arruda e ervas benfazejas,  aves que fazem ninho, rochas ingremes e salientes,  águas frias e correntes, aldeias aninhadas no sopé, montes a perder de vista,  ermidas erguidas na fé, terra que o coração conquista, serenidade que embala e acalma, verde manto que o olhar prende, paraíso que nos acalenta a alma, chão que nos embala e entende!

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